Você já ouviu falar de economia de escopo? Com o passar dos anos — e com os avanços no ambiente industrial — as empresas passaram a buscar por modos de produção cada vez mais baratos e eficientes.

Para isso, começaram a explorar profundamente seus recursos, reduzindo custos e produzindo mais ao mesmo tempo. Nesse sentido, por meio da economia de escopo (ou de gama), é possível identificar oportunidades, vinculando produtividade e eficácia.

Ao fazer isso, as companhias passam a executar mais produtos e serviços em conjunto. Nessa hora, aproveitam ao máximo os custos operacionais que já têm, como luz, maquinário e funcionários.

Acompanhe este conteúdo para saber mais sobre o tema!

O que é economia de escopo?

Por definição, economia de escopo é o barateamento da produção de dois ou mais itens em simultâneo. Isso acontece ao produzi-los sob a mesma condição operacional. Assim, obtém-se um custo final mais baixo do que o gasto por quem os produz separadamente.

Para que uma empresa recorra à economia de gama, é preciso que ela seja diversificada e que seus insumos sejam compartilhados. Logo, ela conquista mais resultados e oferece uma variedade maior de soluções ao público do que aquelas que otimizam toda produção voltada a apenas um produto.

Como acontece a economia de escopo?

Pense em um exemplo com duas companhias diferentes. Uma instituição que oferece crédito e uma que fornece consórcios. Ambas têm custos operacionais individuais, como:

  • aluguel;
  • salário da equipe;
  • luz;
  • softwares;
  • mesas etc.

Agora, pense em um banco que já fornece crédito ao mercado. Para isso, ele tem todos os custos acima. Então, decide aproveitar ao máximo esses gastos e também passa a ofertar consórcios aos clientes.

No final, ele terá praticamente os mesmos custos que ambas as companhias citadas. Porém, oferecerá mais soluções ao mercado. Essa é a aplicação prática do conceito de economia de escopo.

Como você pode ver, esse é um tipo de economia que funciona principalmente quando a produção compartilhada conta com insumos em comum. Ou seja, eles devem ser capazes de gerar ambos os serviços.

Em vista disso, percebe-se que quando o nível de produção aumentar, os custos se diluirão. Afinal, um maior número de produtos gerará um menor custo médio de produção. Além disso, as operações se tornarão mais diversas sem que os custos para a fabricação aumentem drasticamente.

Outro exemplo de economia de gama é a rede de fast-fashion (moda rápida). Suas empresas precisam estar sempre atentas às novidades do mercado. Ao captar novas tendências, elas usam de tecidos, equipes e maquinários já existentes para suprir a demanda do mercado.

Quais os motivos que levam as organizações a buscar a economia de escopo?

Muitas pessoas pensam que o mercado só busca pela economia de gama em função da redução de custos. Contudo, o principal motivo por trás da implementação desse meio de produção é a segmentação.

Isso porque as exigências mercadológicas atuais demandam que os negócios se destaquem para garantir espaço. Para isso, as empresas buscam aproveitar da estrutura já existente para levar mais soluções aos seus clientes.

Ao usar as estratégias certas, elas passam a ser vistas como companhias diversificadas, que se esforçam em oferecer tudo o que o consumidor precisa em um só local. Tudo isso sem aumentar exageradamente seus gastos.

Quais as vantagens da economia de escopo?

Ao saber o que é e como funciona a economia de escopo, já é possível identificar algumas de suas vantagens. Porém, mais alguns benefícios se destacam na adoção de uma produção maior aproveitando os recursos já existentes.

São eles:

  • maior oferta de soluções ao mercado;
  • destaque perante a concorrência;
  • independência de fornecedores;
  • otimização de recursos;
  • aumento da gama de clientes etc.

Quais as desvantagens da economia de escopo?

Apesar de parecer uma excelente opção para qualquer empresa, a implementação da economia de gama também pode trazer alguns desafios.

Por exemplo, com a chegada da transformação digital nas organizações, serviços como o IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas) e o Business Intelligence impactaram as produções. Eles trazem inovações que amparam a produção das empresas.

Consequentemente, mais negócios passaram a captar, em tempo real, as novas tendências e comportamentos dos consumidores de seus mercados. Além disso, começaram a contar com equipamentos de alta qualidade para suprir essas demandas.

Em um primeiro momento, esses são pontos positivos. Mas eles podem culminar em inconsistências no momento da implementação da economia de escopo.  Afinal, nem todas as companhias estão preparadas para a transformação digital.

O comportamento do consumidor também tende a mudar muito rápido. Isso pode tornar ainda mais difícil a inclusão de novos produtos na mesma linha de produção.

Por fim, as dificuldades em integrar equipamentos e em lidar com falhas técnicas podem gerar um efeito rebote. Para driblar tais obstáculos, é fundamental saber lidar com as necessidades tecnológicas do momento.

Assim, é possível incluir cada vez mais soluções em suas operações sem sobrecarregar a equipe ou os maquinários. Capacitar os colaboradores também é essencial.

Qual a diferença entre economia de escala e economia de escopo?

Você já entendeu o que é economia de escopo. Mas, uma vez que grande parte das companhias da atualidade ainda atua em economia de escala, também é importante conhecer seu conceito. Ambas compartilham similaridades.

Isso porque visam a maximizar o uso dos recursos presentes no negócio. Porém, se diferenciam no modo de conquistar seu objetivo. A economia de gama busca minimizar o custo médio de produção. Para isso, produz uma variedade de bens por meio de insumos semelhantes.

Já a de escala visa a reduzir o custo unitário médio em sua produção. Nessa hora, aumenta a escala operacional de apenas um bem, especializando-se em sua produção. Ao otimizá-la, o valor para produzir o bem tende a diminuir.

Com as informações deste artigo, é possível perceber a economia de escopo pode ser interessante para muitas empresas. Porém, para aproveitar seu máximo, é imprescindível que elas se preparem para o futuro!

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Autor

Equipe André Bona

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