Você pode não conhecer o termo economia de recorrência, mas com certeza tem consumido os serviços característicos desta estrutura quase que diariamente em sua vida pessoal.

A economia de recorrência está vinculada a uma profunda mudança nos hábitos de consumo da população. Nela, os bens são embalados como serviços, assim o consumo não está ligado à ideia de propriedade, e sim de acessos.

A ascensão da economia de assinaturas levanta questões profundas sobre o impacto que ela terá no sistema econômico como um todo, especialmente na forma como nos relacionamos com as empresas fornecedoras desses serviços.

Para entender um pouco mais sobre essas mudanças e como a economia de recorrência já tem impactado a sociedade, continue a leitura do artigo!

O que é economia de recorrência?

O termo “economia de recorrência” refere-se à oferta de um produto ou serviço aos clientes a uma taxa regular e recorrente, que geralmente é mensal ou anual, em vez de um pagamento por item. É justamente por isso que ela também é chamada de “economia de assinaturas”.

Embora os serviços de assinatura não sejam exatamente uma novidade, graças às inovações tecnológicas, empresas como Spotify e Netflix conseguiram se estabelecer de forma única no mercado. E impactam setores inteiros com seus modelos de negócios baseados em assinatura.

De um modo geral, se para os usuários a economia de recorrência traz a ideia de acesso a conteúdos mais diversificados, para as empresas a lógica é a da disponibilização de um mesmo serviço para um número imenso de usuários.

O modelo de economia de recorrência também é conhecido como “win-win”. Ou seja, é vantajoso para ambos os lados – clientes e empresas.

Do ponto de vista comercial, ele garante um fluxo regular de receita, enquanto, do ponto de vista do cliente, fornece flexibilidade para consumir produtos e/ou serviços sem a obrigação de propriedade ou um contrato burocrático de longo prazo.

Como funciona a economia de recorrência?

A economia de recorrência não é exatamente novidade. Afinal, o modelo de negócios baseado em assinaturas existe há muitas décadas. Empresas sempre venderam assinaturas mensais para todos os tipos de bens e serviços, desde jornais e revistas até softwares de informática, sempre a custo de uma taxa mensal fixa.

A diferença é que esse modelo de negócios padrão sofreu alterações, como parte de uma mudança maior da economia de recorrência.

Agora, as empresas precisam conquistar a lealdade dos clientes através da oferta de conteúdos e dos preços apresentados. Além, é claro, do relacionamento contínuo com o mesmo, já que a “missão da empresa” não termina mais no momento do pagamento do consumidor.

Com a economia de recorrência, um negócio não precisa mais se preocupar com vendas únicas. Depois de conquistar um novo cliente, a receita passa a ser recorrente, o que significa que a empresa não precisa se preocupar com vendas pontuais todos os meses, mas sim em como manter esse cliente ativo.

Empresas que evidenciam a economia de recorrência

Vale ressaltar, ainda, que a economia de recorrência tornou-se popular (e necessária) em um mercado no qual os consumidores valorizam o acesso em da propriedade.

Para entender essa mudança, um dos melhores exemplos de empresas de recorrência é o Spotify. Hoje, os consumidores não escolhem mais a propriedade da música. Ao invés de comprar CDs, preferem ter acesso à música, conectando-se a um catálogo de infinitas possibilidades através da assinatura do serviço de streaming.

Entre outras empresas de recorrência que estamos acostumados a consumir (e pagar mensalmente por isso) estão:

  1. Netflix;
  2. Sem Parar;
  3. MailChimp;
  4. Apple Music;
  5. Salesforce
  6. Custom Travel Solutions;
  7. Zipcar;
  8. SmartFit;
  9. Spotify;
  10. RD Station

Muitas empresas de recorrência baseiam sua estratégia de vendas em maneiras de adquirir grandes públicos. A ideia é fornecer continuamente mais “acesso livre” para aumentar o uso dos consumidores, incorporando informações, estabelecendo valor e criando a lealdade necessária para mantê-lo ativo.

Por que minha empresa deve considerar a economia de recorrência?

Como já dito, a economia de recorrência significa uma receita constante (recorrente) para a uma empresa. E esse é um fator determinante para a decisão de um empreendimento optar pelo modelo de assinatura.

Além disso, esse modelo de negócios ajuda as empresas a tomarem decisões sobre futuras iniciativas operacionais focando no usuário, a fim de garantir uma boa experiência do cliente.

Essa abordagem permite às empresa mais previsibilidade em seu modelo de negócios, mas também uma maior responsabilidade em suas interações com os clientes. E, claro, o risco inerente de que cada interação fortaleça ou enfraqueça sua experiência com o mesmo.

Se você é empreendedor e deseja adotar a economia de recorrência na sua empresa, oriente-se em torno dos seus clientes, e não dos produtos que seu negócio oferece. Tudo se resume ao cliente – não ao produto, nem à tecnologia, nem ao negócio ou à marca.

Uma mudança requer novos modelos de pensamento e novos sistemas flexíveis de gerenciamento empresarial. Mudanças nunca são fáceis no ambiente profissional, mas o sucesso da sua marca pode depender disso.

Vale ressaltar que as empresa que adotam esse modelo de negócios também passam contar com uma riqueza de dados sobre seus consumidores, sabendo exatamente como eles interagem com sua marca. Isso define a base para oferecer as experiências de qualidade ao cliente necessárias para aumentar tornar o empreendimento ainda mais bem-sucedido.

Conclusão

A economia de recorrência está mudando as relações de consumo e a maneira da empresas se relacionarem com seus clientes.

Ainda assim, precisamos lembrar que, embora muitos de nós já estejamos totalmente acostumados a consumir serviços como Netflix e Spotify, a economia de recorrência ainda é um conceito que está sendo disseminado em muitos lugares. E, por isso, pode ser muito bem exploradas por diversos nichos em setores diferentes do mercado.

As empresas que adotam essa estratégia de negócios devem, portanto, oferecer a melhor experiência ao cliente, cobrando um valor mensal justo por isso. Para os consumidores, este modelo pode ser prático, eficiente e libertador em um cenário de consumo em constante mudança.

E você, tem utilizado a economia de recorrência no seu dia a dia? Então deixe seu comentário e compartilhe conosco suas experiências!

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Autor

Equipe André Bona

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