De forma não necessariamente correta, a palavra “juros” costuma ser vista de maneira negativa pela população. Afinal, falar de juros é lembrar de inadimplência e, na maioria das vezes, das taxas cobradas pelas linhas de crédito, que costumam virar uma bola de neve para grande parte dos brasileiros. Apesar disso, se você entender como funcionam os investimentos pré e pós fixados, pode descobrir como usar os juros a seu favor.

As aplicações financeiras de renda fixa estão entre as mais comentadas. Quando o investidor decide aplicar dessa forma, ele opta por garantir o valor investido acrescido de uma taxa de juros ou taxa de retorno. Sendo assim, a taxa de juros é nada mais nada menos que a remuneração recebida nessas modalidades de investimento.

A renda fixa costumar chamar muita atenção porque, dependendo de como for feita, ela possibilita uma previsão do rendimento, já que as regras para cálculo do retorno são preestabelecidas.

Para entender melhor essas regras, é preciso compreender a diferença entre as aplicações prefixadas e pós-fixadas. Se o investidor desconhece os riscos entre essas modalidades, pode escolher mal. Continue acompanhando este post para descobrir mais sobre investimentos pré e pós-fixados e saber como optar pela melhor aplicação!

Por que renda fixa?

Como vimos brevemente, os títulos de renda fixa ganham esse nome porque suas regras de remuneração não mudam ao longo do investimento. Isso faz com que eles apresentem risco bem menor do que outros investimentos, como as ações.

Além disso, a renda fixa é possível para múltiplos perfis dentro do universo das aplicações. Sejam investidores iniciantes e conservadores migrando da poupança ou aqueles com mais experiência e perfil mais moderado.E, por quê não dizer, também para investidores mais agressivos!

A renda fixa enquadra tanto títulos públicos, emitidos pelo governo para financiamento, quanto os privados, emitidos por instituições financeiras.

Como são os investimentos prefixados?

Os investimentos prefixados são aqueles que você conhece já na data da aplicação financeira. Com a rentabilidade prevista, você consegue calcular o quanto o dinheiro vai render mesmo se houver oscilações econômicas.

É como se você emprestasse R$ 1000 para alguém de confiança combinando a devolução de R$1.500 depois de 2 anos. Basicamente, funciona como um meio de garantir um rendimento independentemente de variações.

Essa modalidade é ideal para os seguintes perfis:

  1. Investidores que não podem lidar com incertezas nos rendimentos, necessitando de uma prévia exata do retorno para o montante aplicado. Tal aplicação costuma funcionar a médio prazo.
  2. Investidores que preferem definir o rendimento logo no início porque esperam que as taxas de juros se estabilizem ou caiam durante o prazo do investimento.

Um dos problemas dos títulos prefixados está na falta de liquidez. Mesmo que o investimento seja resgatado de maneira antecipada, não se pode deixar de lado a possibilidade de o rendimento ser menor do que o inicial ou, em alguns casos, negativo.

No que consistem os investimentos pós-fixados?

Nos investimentos pós-fixados, as aplicações vão se adaptando às condições do mercado. Dessa forma, o investidor só pode conhecer o valor final do investimento no vencimento da operação.

Podem ser mais conservadores e defensivos do que os juros prefixados. É como se você emprestasse R$1.000 para alguém de confiança esperando o retorno em um ano, mas corrigido segundo a inflação acumulada, por exemplo.

Por isso, ele se difere do investimento anterior, pois não se pode saber qual será o rendimento exato da aplicação de forma antecipada.

Os investimentos pós-fixados estão ligados a índices como a Selic (taxa referencial de juros no Brasil, definida pelo Banco Central), CDI (título muito próximo à Selic, mas transacionado exclusivamente pelas instituições financeiras) ou IPCA (Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo — taxa de inflação no país calculada pelo IBGE).

Esta modalidade é ideal para os seguintes perfis:

  1. Investidores que não precisam saber o valor final exato do investimento. Este perfil está interessado em ser remunerado de acordo com a variação da Selic, por exemplo.
  2. Investidores com expectativa de que as taxas de juros vão subir e trazer bons retornos durante o período do investimento.
  3. Investidores que calculam precisar dos recursos investidos no curto prazo ou até mesmo antes do vencimento.

Uma das grandes vantagens da modalidade pós-fixada é o risco praticamente nulo de perda em casos de resgate antecipado.

E os investimentos indexados à inflação?

Muita gente não sabe, mas é possível investir em aplicações que são, ao mesmo tempo, investimentos pré e pós-fixados. No caso dos investimos indexados à inflação, apesar de ser possível conhecer o valor final do investimento livre da inflação na data da aplicação (prefixado), o valor é protegido mensalmente da inflação (pós-fixada).

O modelo funciona como o caso de um Tesouro IPCA, pagando uma taxa prefixada (por exemplo: 3% ao ano) acrescida de uma parcela pós-fixada (o IPCA do ano). Duas remunerações envolvem a aplicação ao mesmo tempo: os 3% ao ano + a inflação do período.

Para uma compreensão simplificada, imagine que você decide emprestar R$ 1.000 para uma pessoa de confiança e combina que o valor devolvido será de R$2.000 corrigidos pela inflação de um período de 8 anos. É mais ou menos assim que funciona.

Como fazer a melhor escolha?

Antes de optar por investimentos pré ou pós-fixados, ou até mesmo o indexado à inflação, é importante sempre buscar informações sobre as opções disponíveis e identificar as melhores aplicações para suas metas e seu perfil.

Compreender o que torna as taxas de juros e inflação voláteis ou entender como funcionam as taxas referenciais fará você se sentir mais seguro para fazer a melhor aplicação.

Quando a perspectiva do mercado prevê crescimento nas taxas de juros e inflação, pode ser a hora de optar pelos investimentos pós-fixados. Comprar mais barato e vender mais caro é uma das leis do mercado financeiro. Pensando nisso, invista no pós-fixado quando seus valores estiverem crescendo.

Se o cenário do mercado virar de ponta a cabeça, as taxas entram em queda ou a inflação começa a regredir, pode ser o momento de considerar os investimentos prefixados.

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Esperamos ter ajudado a esclarecer sobre os investimentos pré e pós-fixados. Se você achou este artigo útil, vai gostar de descobrir nossas dicas infalíveis sobre como ser um investidor de alta performance. Boa leitura!

Autor

Equipe André Bona

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