Os investidores que querem se expor a mercados estrangeiros podem buscar o investimento em ações europeias. Existem algumas formas de fazer isso e uma delas é a compra de cotas do ETF EURP11.

Você sabe como essa modalidade de investimento funciona e se vale a pena fazer o aporte? Entender todas as características da alternativa é fundamental para ajudar o investidor a definir se ela faz sentido para a carteira e seus objetivos.

A seguir, você entenderá melhor o que é um ETF e conhecerá o EURP11. Continue a leitura e aprenda!

O que é um ETF?

Antes de avaliar o EURP11 e suas características, é preciso que o investidor entenda o que é um ETF. Essa é a sigla para exchange traded funds, que no Brasil também são conhecidos como os fundos de índice.

Os ETFs se caracterizam, então, como um tipo de fundo de investimento. As suas cotas são listadas na bolsa e, ao comprá-las, o cotista passa a participar dos resultados do fundo. Nesse sentido, o portfólio é administrado por um gestor profissional, responsável pelas negociações.

O objetivo principal de um ETF é acompanhar as oscilações de um índice financeiro escolhido previamente. Dessa maneira, o gestor tem a finalidade de garantir que as variações do patrimônio do fundo sejam atreladas ao indicador.

Existem diversos ETFs listados na bolsa de valores brasileira que, por sua vez, replicam diferentes índices. Eles podem focar na renda fixa ou variável e, inclusive, replicar indicadores internacionais. Os ETFs são identificados pelo número 11 ao final do ticker.

Como funciona o EURP11?

O EURP11 é um ETF lançado em janeiro de 2021 pela XP Inc e é o primeiro voltado para ações europeias no Brasil. Seu nome oficial é Trend ETF MSCI Europa e ele tem a finalidade de replicar o índice Europe IMI da MSCI.

Para entender como ele funciona é muito importante que o investidor conheça o índice que ele espelha e suas principais características. Entenda a seguir:

O índice MSCI Europe Investable Market Index

O Europe IMI é um índice calculado pela MSCI, uma empresa americana voltada para o mercado financeiro. Ela possui índices de expressão mundiais e regionais, sendo muito conceituada no ramo de análises.

Esse índice específico monta uma carteira teórica de ações referentes a grandes, médias e pequenas empresas da Europa. Dessa forma, ela utiliza dados de diversos países desenvolvidos do continente, abordando cerca de 99% do mercado de capitais da região.

A metodologia utilizada para a composição da carteira e cálculo do índice foi criada pela própria MSCI. Ela considera cruzamentos regionais de mercados com capitalização de diversos tamanhos, além de setores e segmentos diferentes.

A composição da carteira teórica é revisada em fevereiro, maio, agosto e novembro de cada ano. A revisão tem a finalidade de refletir as movimentações das empresas e verificar quais ainda se adéquam à metodologia utilizada.

Nesse sentido, empresas de relevância mundial fazem parte do portfólio teórico. Alguns exemplos são a Nestlé, Unilever, Astrazeneca, Siemens e HSBC. Os setores industrial e financeiro são os mais presentes da lista, mas há diversos segmentos.

Forma de gestão

A gestão do EURP11 é feita pela XP Asset Management, que também possui outros ETFs no mercado. Para replicar o índice MSCI Europe IMI, adota-se uma gestão passiva do portfólio, apenas acompanhando suas variações.

Dessa maneira, não há esforços para potencializar a rentabilidade ou se proteger de possíveis quedas do índice. O foco é espelhar exatamente os resultados do IMI, tanto em movimentos de alta quanto de baixa.

Composição da carteira

Para replicar o índice escolhido, a carteira do EURP11 investe, majoritariamente, em cotas de um ETF norte-americano: o iShares Core MSCI Europe. Esse fundo de índice, por sua vez, tem suas cotas negociadas na bolsa de Nova Iorque.

Ou seja, o ETF brasileiro compra cotas do fundo de índice americano atrelado ao Europe IMI. Portanto, ele consegue, indiretamente replicar o índice escolhido ao participar dos resultados do ativo estrangeiro.

Custos

Outra característica que o investidor deve conhecer a respeito do EURP11 são os custos relacionados a esse investimento. Como a maioria dos fundos, há o pagamento de uma taxa de administração, para remunerar a gestão.

Ela corresponde a um percentual anual sobre o patrimônio investido e é descontada diariamente de forma proporcional de todos os cotistas. Ainda, devido à carteira ser formada por cotas do ETF norte-americano, também é somada a taxa de administração do iShares Core MSCI Europe.

Vale a pena investir nesse ETF?

Após conhecer o que é um ETF e as principais características do EURP11 fica a pergunta: vale a pena investir nessa alternativa? Para responder, é preciso considerar o seu perfil de investidor e os seus objetivos.

Como uma opção de renda variável, alguns investidores podem ficar preocupados com a probabilidade de desvalorização das cotas. Dessa forma, para quem tem um perfil conservador e não quer assumir risco maiores de perdas, essa pode não ser uma boa alternativa.

Ademais, é fundamental avaliar se o ETF é adequado para os seus objetivos com o aporte. Lembre-se que o intuito do fundo passivo não é obter maior rentabilidade que o indicador, mas sim acompanhar o índice das ações europeias.

Em relação às vantagens, o ETF pode ser uma maneira de fazer manejo de risco, já que o portfólio é diversificado. Além disso, você se expõe à variação cambial, podendo proteger o patrimônio de riscos de desvalorização do real.

Como realizar o investimento em EURP11?

Por fim, vale entender como realizar esse investimento. Como você percebeu, os ETFs são listados na bolsa de valores brasileira, a B3. Logo, primeiro é preciso abrir uma conta em um banco de investimentos.

Com isso, o investidor terá acesso ao home broker — a plataforma que permite realizar negociações no ambiente da bolsa de valores. Nele, basta procurar pelo ticker EURP11 e emitir uma ordem de compra do número de cotas que deseja adquirir.

Como você viu, é possível se expor às ações europeias por meio do EURP11, disponível no Brasil. Portanto, avalie o índice que ele replica e verifique se esse aporte vai ao encontro de seus objetivos. Assim, será possível definir se a alternativa é válida para sua carteira de investimentos.

Quer entender mais sobre a diferença entre BDR e ETF e descobrir qual é a melhor opção para você? Então confira nosso post sobre o tema!

Autor

Equipe André Bona

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