Assim como o Brasil tem um mercado de capitais organizado na bolsas de valores, diversos países também apresentam suas instituições. Assim, conhecer as bolsas internacionais pode ser interessante para ampliar suas possibilidades.

Essa também é uma forma de, mesmo sem investir diretamente em bolsas estrangeiras, entender mais sobre o mercado externo. Afinal, em um mundo globalizado a economia de outros países impacta no nosso.

Então, para que você entenda as características do mercado internacional, confira a seguir 7 bolsas internacionais de destaque!

1. New York Stock Exchange (NYSE)

A bolsa americana é considerada o mercado de valores mais importante do mundo, já que o seu valor de mercado supera os 21 trilhões de dólares. Ela começou a funcionar em 1792 por iniciativa de um grupo de corretores que assinaram o Buttonwood Agreement.

Na ocasião, eles estabeleceram quais seriam as regras para a negociação na chamada New York Stock & Exchange Board. Somente em 1863 é que ela passou a ser denominada como New York Stock Exchange.

Em 2007, a NYSE se uniu a um conglomerado de bolsas da Europa, formando o NYSE Euronext, o primeiro mercado de bolsa pan-atlântico da história.

Situada em Wall Street (Nova York), negocia papéis de grandes corporações norte-americanas. Assim, é considerada um termômetro para o que ocorre no mercado e nas ações internacionais, com índices que são acompanhados por todo o mundo.

Entre as mais de 2700 companhias listadas na NYSE estão:

  • Nike;
  • Coca-cola;
  • McDonald’s;
  • FedEx;
  • Boeing;
  • American Express;
  • Pfizer;
  • General Motors.

Há também empresas brasileiras nesse mercado, como a Petrobras, Gerdau e Gol Linhas Aéreas. O investimento nessas companhias, nos EUA, ocorre via ADRs (certificados de investimentos internacionais).

Além disso, existem muitas outras possibilidades para investidores, como ETFs (fundos de índice), derivativos, e outros.

2. National Association of Securities Dealers Automated Quotations (Nasdaq)

Também localizada nos Estados Unidos, a Nasdaq é a segunda entre as bolsas internacionais de maior importância global. Ela foi fundada em 1971, a partir de uma associação de corretores com um perfil diferente da NYSE.

A Nasdaq é considerada o primeiro mercado de valores eletrônico do mundo. Inaugurou, por conta disso, as negociações pela internet, trazendo mais eficiência ao mercado.

Com valor de mercado de cerca de 10 trilhões de dólares, a Nasdaq reúne papéis de empresas de tecnologia, eletrônica, telecomunicações e biotecnologia, como Apple, Microsoft, Dell, Google, Ebay, Netflix e Facebook.

Desse modo, enquanto a NYSE engloba, principalmente, companhias mais tradicionais e com mais tempo de mercado, a Nasdaq se volta para empresas mais novas e focadas na tecnologia.

3. Shanghai Stock Exchange (SSE)

Quem tem interesse em saber sobre investimentos na China, precisa conhecer a SSE ou Bolsa de Valores de Xangai. Em seu formato atual, é um mercado de valores ainda jovem (surgiu em 1990), mas de muita importância nas negociações internacionais.

Com valor de mercado de 6 trilhões de dólares, está em constante crescimento, mesmo com a crise da pandemia. Contudo, não é tão fácil investir na China, já que o mercado de ações de lá não é completamente aberto para estrangeiros.

Entre as cerca de 1,7 mil empresas listadas na Bolsa de Xangai estão:

  • Agricultural Bank;
  • Bank of China;
  • ICBC;
  • Eagle Mining;
  • China Petrol;
  • Alibaba;
  • Foshan Haitian Flavouring.

4. Tokyo Stock Exchange

Continuando no continente asiático, uma das bolsas internacionais de destaque é a de Tóquio. É considerada a maior fora dos Estados Unidos: tem uma capitalização de mercado de 5 trilhões de dólares.

Seu índice, o Nikkei, costuma direcionar o comportamento de outros mercados mundiais. Ela surgiu em 1878 por iniciativa do ministro das finanças da época, Okuma Shigenobu e pelo advogado Shibusawa Eiichi, que investiram em diversas companhias japonesas.

A Tokyo Stock Exchange conta com papéis de mais de 2 mil empresas, entre elas, Toyota, Mitsubishi, Honda, Softbank e Sony.

5. London Stock Exchange

A Bolsa da Inglaterra é a segunda maior da Europa e a mais antiga do mundo, já que iniciou as primeiras negociações em 1571 com o nome de Royal Exchange. Uma curiosidade é ter sido aberta pela rainha Elizabeth I, sendo um espaço restrito à aristocracia inglesa.

Em 2021, tem um valor de mercado de 3,2 trilhões e negocia títulos de grandes empresas, como a AstraZeneca, HSBC, Unilever e GlaxoSmithKline.

6. Bolsa de Valores de Frankurt

Essa bolsa da Alemanha pertence à Deutsche Borse, que detém outras bolsas do país, e está listada entre as maiores do mundo. Foi fundada em 1585 e em 2021 tem um valor de mercado de 2,3 trilhões.

Seu principal índice é o DAX. Entre as companhias que compões o mercado de valores da Bolsa de Frankfurt estão: Bayer, Siemens, SAP, Allianz, Deutsche, BMW e Deutsche Bank

7. B3

Por último, não podemos deixar de incluir entre as bolsas internacionais, a B3. A bolsa brasileira foi fundada em 1890, em São Paulo. Inicialmente com o nome de BM&FBovespa, em 2016 passou a se chamar B3 (Brasil, Bolsa e Balcão) após a fusão com a Cetip S.A.

Tem um valor de mercado de cerca de 1,138 trilhão de dólares e seu índice principal é o Ibovespa. Ela também conta com papéis de mais de 400 empresas, entre elas: Vale, Ambev, Itaú Unibanco, Magazine Luiza e Petrobras.

Ainda que seja a bolsa nacional, os brasileiros que investem na B3 podem se expor a investimentos de outros países, diversificando a sua carteira. O primeiro passo é ter uma conta em um banco de investimento que dê acesso ao home broker.

Assim, é possível investir em BDR (brazilian depositary receipt), por exemplo. Trata-se de certificados de investimentos internacionais — que podem ser de ações, ETFs, títulos de renda fixa e outros.

Há ainda a opção de investir em ETF (exchange traded funds) com exposição internacional. Esses fundos têm o objetivo de acompanhar índices — que podem ser internacionais. Assim, você teria exposição a ativos de outros países.

Como vimos, mesmo que a sua atuação seja no mercado brasileiro, é indicado conhecer e acompanhar as bolsas internacionais. Isso porque os mercados globalizados apresentam impactos no Brasil e podem afetar suas decisões e seu portfólio!

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Autor

Equipe André Bona

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