No mundo ideal, chegar no fim do mês tendo cumprido todos os deveres financeiros assumidos, podendo ter uma renda extra, montar sua reserva e investir seu dinheiro seria algo muito bom. Mas, para isso teríamos de enfrentar um desafio: a gestão das finanças pessoais. 

Para muitos, a administração do seu orçamento pessoal ainda é um hábito que não faz parte de sua rotina. Pode-se afirmar que os brasileiros subestimam a importância de anotar seus gastos. Este é o ponto no que diz respeito ao aprendizado dos conhecimentos para gerir o próprio dinheiro, pois as finanças pessoais estão relacionadas ao comportamento e aos hábitos.

Apesar de termos livre acesso à ferramentas sobre finanças como blogs, vídeos e sites sobre o assunto, estas informações, quando sozinhas,  não podem mudar nossa condição financeira. A disciplina deve ser interiorizada e construída com total clareza de acordo com uma análise própria para a  realização dos objetivos futuros.

Uma missão complexa

Dentro da perspectiva da recessão vivida no país nos últimos tempos, a grande maioria dos brasileiros enfrentou uma situação que sua renda não foi suficiente para quitar as contas.Seria o impacto da crise ou o resultado da falta de planejamento nas finanças pessoais? 

A verdade é que administrar as finanças, para muitos brasileiros, ainda é uma missão complexa. Mas isso pode estar mudando.

Um levantamento feito em 2018, revela que cresceu o número de brasileiros que acompanham e analisam seu orçamento, passando de 55% em 2017 para 63% no final de 2018, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito – (SPC).  Isso significa um aumento considerável em relação ao controle das finanças pessoais!

Isso se deve à cultura do consumismo exacerbado cultivada no Brasil e também a nossa cultura mais imediatista. Podemos lembrar também que nosso país já passou pelo confisco na época do Collor, e que também tivemos uma inflação superior a três dígitos.

Por essa razão, a necessidade de educação financeira na infância, influenciada pela estrutura familiar de cada indivíduo, a fim de que essa e as próximas gerações  se organizem de maneira diferente e não sejam pegos de surpresa independente do cenário econômico. 

Finanças pessoais: uma hierarquia de valores 

Então, para quê serve o dinheiro? Comprar sensações e experiências como alegria, conforto, lazer, segurança, confiança, saúde e diversão? Somente você pode saber o real significado disso.

Mas, tendo isso em conta, como você poderia usar o seu dinheiro para proporcionar o melhor àquilo que é o mais importante na sua vida?

Considerando que temos uma hierarquia de valores ao longo da vida que, naturalmente, podem mudar – o mais importante hoje pode ser a segurança e amanhã venha a ser a saúde,  é fundamental adotar métodos simples que nos ajudarão a discernir, dentro de uma hierarquia de valores, para onde pode ser destinado seu dinheiro no momento de organizar suas finanças pessoais.

Tudo isso deve ser avaliado em termos de importância aplicando o seu recurso para um ou para outro. E, a partir disso, fazer escolhas mais interessantes e evitar o consumo desnecessário, resultando em uma situação financeira vulnerável. 

Para tal, uma boa gestão do orçamento das suas finanças pessoais começa com informações precisas sobre sua renda. Isso exige anotar as despesas fixas: aluguel, luz, telefone, internet ou TV por assinatura. Uma tarefa simples que pode ser feita uma única vez e, em seguida,  contabilizar os gastos variáveis, inclusive os pequenos gastos do dia a dia ou gastos supérfluos em produtos e serviços, como lazer, comidas e estética. 

Se comprometer com seu planejamento pode dar um pouco de trabalho mas, somente assim, você saberá o seu custo de vida real e então fazer algum plano em seguida.  

A melhor estratégia

A estratégia de manter uma disciplina rígida sobre as finanças pessoais envolve acompanhar tudo que entra e sai à risca. Essa é uma das melhores maneiras de saber se você está chegando perto das metas e objetivos definidos. Também se pode utilizar vários mecanismos diferentes de anotações simples, como em planilhas no computador ou aplicativos. 

Independente do método, é importante sempre verificar posteriormente como ficou o orçamento. Não há surpresa pior para as finanças do que descobrir que a renda do mês já foi integralmente comprometida. Fora os imprevistos que podem acontecer a qualquer instante, isso requer uma reserva de emergência que também entra para o planejamento. 

O que não lhe ensinaram na escola

Assim, para evitar qualquer ordem de escassez financeira, veja o que você pode fazer aos poucos pelo seu planejamento financeiro pessoal: 

  • Organize-se: coloque no papel absolutamente tudo! Ou seja, tenha clareza do quanto você ganha e o quanto você gasta;
  • Gaste menos do que ganha;
  • Se comprometa com a  sua poupança mensal como se ela fosse uma das suas despesas; 
  • Poupe pouco, mas poupe sempre: comece aos poucos fazendo um mapeamento de suas despesas; 
  • Procure sempre saber mais sobre finanças pessoais: se informe para que você se familiarize com o assunto, porque adquirir informações e falar sobre dinheiro é uma forma de começar a administrar as suas finanças pessoais. 
  • Não vincule a sua segurança financeira a 100% do seu emprego atual: ser demitido é uma possibilidade. Se organize

Os perfis que aplicarem esses métodos gradativamente, de forma clara e consciente, entenderão que é sobre ter domínio e se planejar com antecedência para que finalmente seja possível desfrutar dos seus rendimentos. 

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Jackeline Pereira B. dos Santos

 

*Este artigo foi produzido pelo App Renda Fixa com exclusividade para o Portal André Bona.

O App Renda Fixa é uma plataforma de comparação de investimentos, que permite ao investidor buscar e comparar produtos de renda fixa de maneira simples e intuitiva.

 

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