O setor financeiro é um dos mais representativos da bolsa brasileira — a B3. Como é composto por empresas que têm um grande volume de capitalização, o segmento pode chamar a atenção de investidores com diversos objetivos.

Para facilitar o acompanhamento desse segmento, foi desenvolvido o IFNC. Esse é um índice de mercado que pode ajudar na avaliação da carteira ou servir para embasar investimentos. Então vale a pena conhecer como ele é composto para entender se pode ser relevante no seu caso.

Neste artigo, você aprenderá o que é o IFNC e como ele se relaciona com as oportunidades de mercado. Confira!

O que é o IFNC?

O IFNC é conhecido apenas como Índice Financeiro. Ele é um indicador de mercado que foi desenvolvido pela bolsa e que teve seu lançamento em 2010. O índice foi criado pela até então BM&F Bovespa — hoje B3.

Qual o objetivo desse índice?

O principal objetivo do IFNC é apresentar o desempenho médio dos ativos mais relevantes do setor financeiro. Isso significa que ele busca demonstrar qual é a performance do segmento formado por ativos ligados a:

  • Instituições financeiras em geral;
  • Serviços financeiros diversos;
  • Previdência e seguros;
  • Intermediários financeiros.

Ao acompanhá-lo, portanto, você tem uma visão geral do segmento. Embora a carteira não seja formada por todos os ativos do ambiente financeiro, o resultado indica o desempenho dos investimentos mais relevantes.

Qual é a composição do IFNC?

Para atingir o objetivo que você conferiu, o INFC é composto por ações e units de empresas do setor financeiro. Na prática, seu portfólio é formado pelos ativos com maior negociabilidade e representatividade dos segmentos de interesse.

Entenda mais sobre ele!

Critérios de inclusão e exclusão

Para fazer parte da carteira, um ativo deve atender aos critérios especificados, que são:

  • ser de uma companhia listada na B3;
  • estar entre os 99% mais negociados no período das três carteiras anteriores;
  • estar presente em 95% dos pregões no período das três carteiras anteriores;
  • não ser uma penny stock, ou seja, ter cotação maior que R$ 1,00;
  • fazer parte do setor financeiro, considerando os setores já apresentados.

Por outro lado, não podem fazer parte da carteira ativos que se encaixarem em qualquer uma das seguintes condições:

  • certificados de depósito de valores mobiliários (BDRs);
  • situação de recuperação judicial ou extrajudicial, regime especial de administração temporária ou intervenção;
  • negociação em qualquer situação especial de listagem.

Tipo de índice

Também vale saber que esse é um índice de retorno total. Então, além de utilizar os preços dos ativos, ele considera a distribuição de proventos das empresas listadas na B3. Com isso, são incorporados valores referentes a dividendos, juros sobre capital próprio e outras remunerações.

Ponderação

Para apresentar o peso de cada ativo na carteira, utilizam-se critérios de ponderação. Primeiramente, nenhum ativo poderá ter participação superior a 20% na carteira teórica. Do contrário, ocorrem ajustes para redistribuição do montante excedente.

Além disso, o peso de cada ativo é calculado com base nos ativos em circulação (free float). Logo, níveis maiores de free float aumentam a participação do ativo.

Rebalanceamento

O rebalanceamento da carteira ocorre quadrimestralmente. Após o período, é feita uma análise dos ativos da bolsa e definem-se quais serão incluídos e excluídos. Também há uma possível redefinição quanto ao peso de cada um.

Como referência, em outubro de 2021, a carteira era composta por 22 ações. Entre elas, estavam:

  • SulAmerica (SULA11);
  • B3 (B3SA3);
  • Cielo (CIEL3);
  • BTG Pactual (BPAC11), entre outras.

Para que serve esse índice?

A respeito da utilidade do índice IFNC, convém saber que não é possível negociar esse índice diretamente. Um indicador não é um investimento, mas sim uma carteira teórica.

Desse modo, é uma forma de você conhecer quais são as ações e units de destaque do mercado financeiro, por exemplo. Para quem se interessa por esse setor, o IFNC pode ser usado como benchmark.

Ou seja, você pode montar o próprio portfólio voltado para o mercado financeiro e compará-lo ao do índice. Assim, saberá como está seu desempenho em relação à média. Também é possível comparar outros tipos de portfólio e ativos do segmento.

Quando vale a pena seguir o IFNC?

Como visto, o IFNC traz uma visão interessante sobre o desempenho do mercado financeiro. Com isso, acompanhá-lo pode ser uma forma de entender a variação em relação aos ativos mais representativos.

Buscar meios de investir nele também pode ser uma maneira de aproveitar a performance desse segmento. Assim, você tem a chance de se expor aos resultados de instituições financeiras de diversos tipos.

Mas isso não é uma recomendação. Você deve considerar as informações do índice e das empresas para avaliar se fazer investimentos ligados a ele faz sentido na sua estratégia.

Como investir para acompanhar o IFNC?

Como vimos, um índice não representa um investimento. Contudo, existem investimentos que seguem os indicadores. Logo, se você tiver interesse no IFNC e quiser expor seu patrimônio aos resultados dessa carteira teórica, pode recorrer ao investimento em ETF.

Esse é o fundo de índice — um tipo de fundo de investimento que visa replicar o portfólio de um indicador de desempenho. Com isso, seu resultado, antes das taxas e dos impostos, equivale à performance do índice financeiro.

No caso do INFC, o ETF de referência é o FIND11. Esse fundo foi lançado em 2011 e é gerido pelo Itaú Asset Management. Para investir em um ETF como esse, é necessário avaliar seu perfil de investidor e seus objetivos, já que esse é um investimento de renda variável.

Além disso, é preciso entender como ele se encaixa em sua estratégia. Se quiser executar esse investimento, é necessário buscar uma instituição financeira, como um banco de investimentos. Por meio do home broker, você poderá comprar as cotas.

Com base nessas informações, agora você sabe o que é o IFNC e como ele é composto. Caso tenha interesse em acompanhá-lo, em termos de investimento, pode ser interessante recorrer a um ETF. Porém, analise suas características para ter a certeza de que essa escolha é adequada para seu caso.

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Autor

Equipe André Bona

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