A escolha de um investimento pelo investidor no mercado financeiro costuma, de maneira geral, ser pautada em dois quesitos: risco e rentabilidade. E, apesar de não serem os únicos quesitos que devem ser analisados na hora de tomar uma boa decisão quanto aos investimentos, é fato que todo investidor busca encontrar o melhor rendimento alinhado à menor exposição possível aos riscos.

Nesta jornada de avaliação de rentabilidade dos investimentos, no entanto, são muitos os investidores que se perdem pelo caminho. O motivo, na maior parte as vezes, é a falta de conhecimento para examinar e classificar os produtos que, de fato, oferecem boa rentabilidade e melhores riscos.

Pois, afinal, como saber se um investimento tem ou não boa rentabilidade? Como descobrir se um determinado produto performou positiva ou negativamente em um determinado período? Para todas estas perguntas, há uma única resposta: isto é possível por meio da análise dos benchmarks dos investimentos.

O que é um benchmark?

Um benchmark – ou “referência”, em tradução livre – nada mais é que um parâmetro, uma referência para estabelecer um comparativo entre algo ou alguém. No ambiente do mercado financeiro, são os benchmarks dos investimentos que permitem ao investidor analisar e comparar uma determinada rentabilidade com uma referência específica.

É possível utilizar esta base comparativa de investimentos em quaisquer ativos – sejam eles ativos de renda fixa ou de renda variável. Sem um benckmark, o investidor pode ficar às escuras – sem saber se está fazendo bons aportes ou se os seus investimentos estão performando de maneira positiva.

Para estabelecer um benchmark corretamente, entretanto, é preciso cuidado – uma vez que é preciso ajustar as referências a outros aspectos envolvendo os investimentos, como os riscos de um determinado produto financeiro.

O benckmark na prática

Ainda não compreendeu a importância do benchmark para os investimentos e para o investidor? Então imagine a seguinte situação: suponha que você tenha uma carteira de ações que rendeu 10% em um ano. Tente responder à pergunta: a performance do seu portfólio de ações foi boa ou ruim neste período?

Considerando uma taxa Selic a 6,5% ao ano, por exemplo – taxa esta que baliza os investimentos em renda fixa, você poderá dizer que 10% em rentabilidade ao longo de um ano no mercado de ações foi positiva. Mas, e se o índice Ibovespa – uma das principais referências para investimentos em ações – entregou 20% de rentabilidade neste período?

Nesta situação, você percebe que os seus 10% de rendimento pode até fazer sentido se comparado à renda fixa, mas não terá sido um bom resultado se comparado ao Ibovespa. E, neste caso, é imprescindível que a comparação da rentabilidade seja feita entre referências que possuam um mesmo risco.

Lembre-se que quando maior tende a ser o risco de um investimento, melhor deveria ser a rentabilidade por ele oferecida – a fim de compensar os riscos aos quais o investidor se expôs. Para uma carteira de ações, portanto, a comparação correta seria entre o seu portfólio e o índice Ibovespa – que é um dos principais benckmarks dos investimentos no Brasil.

Os principais benchmarks dos investimentos

Conheça a seguir os principais benchmarks dos investimentos no mercado brasileiro e descubra como utilizar cada um deles na hora de acompanhar – e analisar – sua carteira de investimentos.

Taxa DI

A taxa DI – ou CDI – é um dos principais benchmarks dos investimentos em renda fixa. Com movimentação próxima à taxa básica de Juros Selic, o CDI é uma importante referência para aqueles que investem em produtos mais seguros no mercado financeiro.

Para saber se um título privado está entregando boa rentabilidade, por exemplo, os investidores tendem a comparar os rendimentos com o CDI no período. Um investimento em renda fixa que entregue mais que 100% do CDI em rentabilidade, por exemplo, tende a ser mais interessante para o investidor que um outro produto que renda menos de 100% que a taxa DI.

Inflação

Outro benchmark importantíssimo para qualquer mercado, a inflação é a responsável por mostrar ao investidor se ele está ganhando ou perdendo dinheiro com determinado investimento – justamente por conta da movimentação da inflação em um determinado período. Superar a inflação, portanto, é condição essencial para qualquer investimento ser positivo para o investidor.

Quando um determinado produto ou carteira não supera a inflação, isso tende a significar que o investidor está perdendo dinheiro com o seu aporte – já que o seu dinheiro está se desvalorizando ao longo do tempo em relação à inflação do período. Atualmente, o principal benchmark dos investimentos para medir a inflação é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Muitos investimentos em renda fixa, inclusive, oferecem uma determinada rentabilidade ao longo de um período específico acrescida do IPCA – a fim de proteger o investidor da variação da inflação.

Ibovespa

Como já falamos, o índice Ibovespa é um os principais benchmarks dos investimentos em renda variável. Por representar o desempenho de uma carteira teórica – composta pelas ações mais líquidas e mais negociadas da bolsa brasileira, o Ibovespa atua como referência para aqueles que possuem uma carteira de ações e desejam identificar se o seu portfólio performou positiva ou negativamente em um determinado período.

O índice Ibovespa é também, muitas vezes, utilizado como benchmark dos investimentos via fundos de ações. A superação da rentabilidade do IBOV em uma determinada época tende a sugerir que o investimento está gerando bons rendimentos ao investidor.

IFIX

Pouco conhecido entre boa parte dos investidores brasileiros, o IFIX é o índice de referência para os Fundos Imobiliários (FIIs). Divulgado a partir de 2010, este benchmark tem sido utilizado, pouco a pouco, no mercado para identificar e ponderar a rentabilidade entregue pelos FIIs ao longo dos anos.

Conclusão

Os benchmarks são ferramentas indispensáveis para qualquer investidor que deseja identificar, de maneira sólida e correta, se sua carteira de investimentos ou se um determinado produto está perfomando de maneira satisfatória no mercado financeiro.  É importante apenas que o investidor entenda a importância de utilizar o benchmark adequado para seu portfólio – a fim de evitar erros na hora de analisar a rentabilidade dos produtos.

Se você já investe no mercado financeiro ou pretende iniciar seus aportes em breve, não deixe de considerar os benchmarks dos investimentos em suas análises de rentabilidade. Se usadas corretamente, estas referências só têm a agregar à sua carteira e ao seu dia a dia quando o assunto for seus investimentos!

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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