As organizações apresentam estruturas hierárquicas, em maior ou menor nível de rigidez conforme a característica da organização, que identificam as funções e atividades a serem desenvolvidas a fim de que os produtos e serviços sejam entregues e gerem resultados a empresa.

Cabe àquele que é designado como gestor dentro dessa estrutura um papel essencial de realizar a convergência de recursos humanos com os recursos físicos para entrega do fluxo de trabalho, precedido por um plano estratégico, culminando no resultado esperado.

Nesse ambiente corporativo, as chamadas habilidades de gerenciamento são apreciadas e aqueles que as têm são identificados como mais aptos para os mencionados cargos de gerência. No artigo de hoje, você conhecerá as diferenças entre liderança x gerenciamento e as características inerentes a estas habilidades.

Como entregar resultados praticando gerenciamento?

 

Na busca por aprimoramentos, as técnicas de gestão se difundem por treinamentos, imersões de capacitação. E, mesmo tudo sendo posto em prática, muitas vezes, as áreas não andam! Mesmo quando os processos definidos estão rodando, mesmo que as metas estejam definidas.

Diante do cenário de consequências desejadas não sendo alcançadas, os controles se aceleram. Reuniões e planilhas de checagem de produção, que tinham periodicidade semanal, agora são diárias.

O acompanhamento com a equipe se torna mais incisivo. Usa-se de técnicas de feedback. Campanhas de premiação. Os resultados não aparecem.

No mundo corporativo, esse cenário não é algo longe do que milhares de pessoas vivem no dia a dia. E junto com esse processo, surge a busca por respostas e ‘porquês’.

Identificando o que falta no processo

O ambiente empresarial, apesar de se basear em números, negócios, metas e contratos, é composto por pessoas desempenhando seus papéis profissionais.

O gestor, quando cumpre seu papel, consegue nesse contexto fornecer todas as ferramentas para as equipes entregarem seus trabalhos.

Mas o gestor nem sempre dispõe ou aprimora suas capacidades de liderança para guiar essas pessoas, o que permitiria fornecer-lhes além das ferramentas, significado do trabalho, identificação de quais projetos elas devem ser empenhadas e construção de uma visão comum entre a equipe.

Quando os processos de gestão são definidos, a parte de inspiração e liderança são por vezes confundidas com alguma etapa do processo de gerenciamento, como o planejamento. A prática da liderança, portanto, vai além das técnicas de gestão, que são mais facilmente quantificáveis.

Como aperfeiçoar o exercício da liderança?

Liderança fala mais com exemplo, com desenvolvimento de si mesmo e dos outros componentes do time. Com busca de sentido nas ações e pavimentação do caminho para que quem esteja ao lado perceba o significado de suas ações cotidianas

Citando Stephen R. Covey, em seu famoso “Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes”: “O gerenciamento é o grau de eficácia necessário para subir mais rápido a escada do sucesso. A liderança determina se a escada a subir está apoiada na parede correta”.

Ao passo que o gerenciamento é essencial para fornecer o material necessário ao alcance dos objetivos, com seus controles e técnicas mensuráveis, é o exercício da liderança que vai construir a característica de uma equipe, o reconhecimento de si próprio por cada indivíduo enquanto membro desse time, fortalecendo a entrega ao coletivo. No comparativo liderança x gerenciamento, portanto, há diferenças.

Capacitação e construção de times

Á luz do que preconiza Patrick Lencione, em “Os 5 Desafios das Equipes” (Overcoming the Five Dysfunctions of a Team, 2002), equipes em ambientes empresariais são inicialmente disfuncionais.  E essas disfunções podem ser realinhadas, corrigidas, aplicando-se preceitos de construção de TIMES – com o exercício da liderança.

Para Lencione, a construção de um time passa pela construção da confiança. Pois. caso a confiança não esteja estabelecida, a equipe não tem conflitos, uma vez que não existe possibilidade para troca sincera de ideias e opiniões. Em não havendo conflito, embates de ideias, os membros da equipe não se comprometem, não assumem compromissos.

Se não há compromisso, não são criadas dentro da equipe relações de responsabilidade, e se não se responsabilizam, não há engajamento para alcançar resultados, pois o membro não se enxerga como participante ativo dos resultados.

Para iniciar um processo de construção de confiança, é necessário que se importe verdadeiramente com a capacitação dos membros da equipe para agir, com a verificação da manutenção das condições adequadas para que ele se desenvolva.

De posse das competências, ele está pronto para assumir responsabilidades. Com respeito a prazos e entregas combinadas. Esse processo deve ter como base a sinceridade.

A integridade do líder deve ser atestada pela equipe. O que se fala, deve estar em consonância com o que se faz. Declarações coerentes com ações.

Uma vez estabelecida essa confiança, zele pela manutenção e reconstrução quando ela for quebrada, com os motivos da quebra de forma consistente identificados.

Conclusão

A distinção entre liderança e gestão não é devidamente delimitada, muitas vezes porque, além das equipes desconhecerem, até o próprio corpo executivo da empresa não entende ou conhece essas diferenças de liderança x gerenciamento.

Um gestor que não exerça liderança e nem tenha sido liderado pode correr o sério risco de trabalhar bastante para um fim incerto. Um fim que não foi definido.

Podem ser utilizadas todas as ferramentas de controles, porém, sem inspirar uma visão comum na equipe, levando todos à mesma direção, arregimentando as pessoas, o exercício da gestão fica incompleto.

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Autor

Daniela Viola Bona

Especialista em Finanças e Economista pela UFES (ES). Especialista em Comportamento Organizacional. Atua no mercado financeiro há 10 anos. Realiza atividades de educação e treinamento como professora/instrutora na área de banking/economia.

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