Poder de compra é um conceito econômico que diz respeito à capacidade de adquirir um bem ou serviço com uma determinada quantia em dinheiro.

Na prática, pode ser utilizado para comparar a quantidade de um determinado produto que era  possível comprar, no passado, com uma soma em dinheiro especifica, em relação à quantidade que pode ser comprada agora, sempre levando em consideração o mesmo valor.

Por exemplo, quantos quilos de arroz eram comprados em 1995 com R$10 reais e quantos você pode comprar agora com o mesmo valor? É sobre isso que esse método de análise trata.

Você com certeza já ouviu falar no assunto, mas será que entende o seu conceito? Continue a leitura e entenda mais a respeito do poder de compra!

Como funciona o poder de compra?

Embora muitos relacionem o poder de compra somente com o binômio “valor do dinheiro vs. valor dos produtos”, em realidade esse fator tem laços estreitos com a inflação do lugar onde o indivíduo mora.

Ou seja, o poder de compra do brasileiro está intimamente ligado com a inflação do Brasil, assim como o poder de compra de um italiano está relacionado com a inflação da Itália, e assim por diante.

Quem geralmente define as diretrizes para a inflação e a política monetária nos países são os Bancos Centrais, e no Brasil não é diferente. São as chamadas “metas de inflação” que ditam o poder aquisitivo de uma nação.

Os brasileiros já tiveram o seu poder de compra modificado diversas vezes, seja ao longo dos anos ou até durante o mesmo ano. Mas, atualmente, qual será o real poder de compra do brasileiro?

Confira no próximo tópico.

Como está o poder de compra do brasileiro?

Se o poder de compra é a capacidade de obter bens e serviços com uma determinada quantidade de dinheiro. E se você está no mercado de trabalho há alguns anos, possivelmente tem alguma noção se o seu poder de compra aumentou ou diminuiu.

Pense no seguinte: você consegue comprar os mesmos produtos com a exata quantidade de dinheiro, como nos anos anteriores? A resposta, obviamente, é não.

Para se ter noção, um chinês tinha um poder de compra quinze vezes menor que o poder aquisitivo de um brasileiro nos anos 80, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, em 2016, o poder aquisitivo dos chineses passou a ser maior do que o dos brasileiros.

Além da China, outros países passaram a ter um poder de compra maior do que o nosso, é o caso do Uruguai, da Tailândia e da República Dominicana, por exemplo. Algumas décadas atrás, a população desses países tinha um poder de compra inferior.

Além da inflação, o poder de compra tem ligação com a moeda local. Há índices que medem a quantidade de determinados produtos que podem ser comprados com o salário mínimo em cada país. Um deles é o conhecido Índice Big Mac.

Índice Big Mac

O índice Big Mac é bem conhecido e pode ser utilizado para analisar o poder de compra de diversos países. O objetivo é comparar quantos Big Macs podem ser comprados com um salário mínimo de um determinado local.

Por exemplo, um estadunidense consegue comprar mais Big Macs com o salário mínimo dos Estados Unidos do que um brasileiro consegue comprar Big Macs aqui no Brasil com o salário mínimo local. Logo, o poder de compra de um estadunidense é maior do que o do brasileiro.

Lembrando que, quando se faz essa comparação, não deve ser feita a conversão, pois lá nos Estados Unidos a população ganha em dólares e compra produtos na mesma moeda. Logo, sempre que for comparar o poder de compra dos países, seja pelo índice Big Mac ou outro, deve ser realizada a comparação do valor do produto em relação ao salário mínimo do próprio país.

Mas afinal, como está o poder de compra do brasileiro?

De forma geral, por mais que o salário mínimo tenha aumentado, e cresça todo ano, a inflação, as políticas do Banco Central e também a depreciação do Real interferem no poder de compra da população.

Vale lembrar que o real foi a quarta moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar no mundo em 2019, de acordo com o site de notícias G1.

O poder de compra pode ter aumentado em alguns períodos nos quais o Brasil esteve bem economicamente, mas diminuiu nos últimos anos por diversos motivos, principalmente por conta da inflação e da crise econômica.

Além disso, vale citar que, 100 reais em 1994 hoje valeriam apenas 22,35 reais. Ou seja, se em 1994 uma pessoa conseguia comprar o que precisava com apenas uma nota de 100 reais, hoje ela precisaria desembolsar cerca de 400 reais para comprar as mesmas coisas.

Em resumo, o valor dos produtos está acima do valor do dinheiro. Assim, os produtos aumentaram mais que o esperado e o nosso dinheiro acabou perdendo valor.

Quais os países com maior poder de compra?

Vale citar que o Brasil não está na lista dos países com os maiores poderes aquisitivos do mundo. Inclusive, o país fica atrás até de vizinhos da América Latina, como Argentina, Chile e Uruguai, por exemplo.

Infelizmente, nenhum país da América do Sul integra o ranking dos 50 países com maior poder de compra. De acordo com o jornal de economia Dinheiro Vivo, de Portugal, os Estados Unidos se encontram na posição 12 do ranking. O top 10 é composto por:

  • 10 – Suíça;
  • 9 – Kuwait;
  • 8 – Emirados Árabes Unidos;
  • 7 – Noruega;
  • 6 – Irlanda;
  • 5 – Brunei;
  • 4 – Singapura;
  • 3 – Macau;
  • 2 – Luxemburgo;
  • 1 – Qatar.

Conforme visto, os 10 países onde se tem maior poder de compra encontram-se na Europa e no Oriente Médio.

Existe como manter um bom poder de compra?

O poder de compra é afetado por fatores externos que você não pode controlar. Por isso, seu dinheiro em reais não deixará de perder valor em uma inflação acentuada e em um processo de desvalorização da moeda.

O que você pode fazer é evitar que isso afete sua qualidade de vida, buscando maneiras de aumentar sua renda e investindo seu dinheiro para rentabilizá-lo.

O conceito de poder de compra é até bem conhecido pela população. No entanto, o que muitos não imaginam é que ele sofre influência de diversos fatores, como: inflação, política monetária, desvalorização da moeda, decisões do Banco Central e até das crises econômicas.

Agora que você sabe melhor sobre o assunto, não deixe que isso seja um problema para a sua vida financeira e afete sua qualidade de vida!  Continue estudando sobre finanças e investimentos e siga acompanhando nossas publicações aqui no portal!

Autor

Equipe André Bona

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