Olá, como vai?

Para aumentar o patrimônio, uma das possibilidades de aplicação mais utilizadas no Brasil é o investimento em renda fixa. Oferecendo relativa segurança a uma rentabilidade adequada, essa opção é benéfica tanto para quem é muito experiente no mercado como para aqueles que estão começando agora.

Indo do curto ao longo prazo, esses investimentos podem mudar a sua relação com o seu patrimônio. Para conseguir isso, veja a seguir tudo o que você precisa saber sobre esse tipo de investimento!

O que é investimento em renda fixa?

O investimento em renda fixa é o tipo de aplicação que garante que você sempre receberá alguma rentabilidade ao final. A rentabilidade pode ser conhecida na hora em que se faz o investimento — do tipo pré-fixado — ou então após o final da vigência do contrato — do tipo pós-fixado.

É uma opção bem mais segura e, por isso, possui uma expectativa de rentabilidade menor do que a renda variável, porém, praticamente garantida. Investimentos de renda variável são aqueles que não oferecem garantia de ganhos, mas que, ao mesmo tempo, possuem expectativas de rentabilidades mais elevadas no longo prazo.

Voltando ao investimento em renda fixa, ele é uma opção adequada a todos os perfis investidores. Um investidor conservador praticamente só realiza esse tipo de investimento, enquanto o moderado pode dar preferência para essa opção. Já o arrojado, por sua vez, usa a renda fixa para gerar alguma diversificação em sua carteira de investimentos.

Quais os tipos de investimentos em renda fixa?

Embora a poupança seja um investimento em renda fixa, ela é uma opção que vem perdendo atratividade ao longo dos anos. Por isso, quando se fala em investimentos do tipo, o foco maior é em títulos que ofereçam segurança e rentabilidade ao mesmo tempo. Nesse sentido, os principais tipos são:

Tesouro Direto

O Tesouro Direto baseia-se na possibilidade de adquirir títulos públicos em troca de uma rentabilidade pré ou pós-definida. Nesse caso, o investidor torna-se credor do governo ao financiar parte dos seus custos. Como o governo geralmente é considerado um bom pagador, essa é uma opção segura.

A rentabilidade pode acontecer de três formas:

  • Pré-fixada (LTN ou tesouro prefixado).
  • Pré-fixada com juros semestrais (NTN-F ou tesouro prefixado com juros semestrais)
  • Pós-fixada acompanhando a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia (LFT ou tesouro selic).
  • Pós-fixada acompanhando a inflação por meio do IPCA (NTN-B ou tesouro IPCA+ com juros semestrais; NTN-B Principal ou tesouro IPCA+).

Uma das grandes vantagens desse tipo de aplicação é que o investimento mínimo exigido é de R$ 30,00, sendo uma opção bem acessível. Com opções de médio e longo prazo, esta opção oferece uma boa liquidez, mas o investidor deve se atentar aos prazos recomendados para cada título.

Quanto às desvantagens, a taxa de administração cobrada pelos bancos e corretoras é uma delas. Como só é possível investir depois de ter uma conta em uma corretora, o investimento pode ser menos rentável dependendo da taxa de administração cobrada.

O investimento também não é isento de Imposto de Renda, tendo uma cobrança regressiva de IR. Assim, quanto mais tempo o dinheiro passar aplicado, menor é o imposto incidente, que parte de 22,5%.

Outra coisa importante é que vender os títulos antes do prazo pode afetar a rentabilidade e até mesmo gerar prejuízos. Em situações como essa, o valor é definido pelo mercado no momento e, com isso, pode haver perdas se você tentar resgatar o investimento de maneira antecipada.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento em que você, como investidor, oferece recursos para que os bancos possam financiar as suas operações, como empréstimos. Em troca, você é remunerado pela rentabilidade.

Esse tipo de investimento pode ser pré ou pós-fixado, mas essa segunda opção é mais comum. Nesse caso, a rentabilidade acompanha o CDI, um indicador econômico. Em geral, a rentabilidade ocorre de acordo com o percentual do CDI. É comum, por exemplo, que um CDB pague 80% ou 90% do CDI. Dependendo do banco, há possibilidades que chegam a mais de 100% do CDI. Ou seja: existem CDBs com boas taxas e existem CDBs com taxas baixas. É preciso comparar pois é isso que define a rentabilidade.

A grande vantagem desse investimento é justamente essa possibilidade de rentabilidade mais elevada. Quando o banco possui menos recursos ou tem mais riscos, ele oferece uma rentabilidade maior.

Ao mesmo tempo, isso também aumenta os riscos do investimento, então vale a pena prestar atenção. Apesar disso, ele também conta com garantia de até R$ 250 mil do FGC, o que oferece mais segurança. Ou seja: mesmo que o banco onde você fez seu CDB quebrar, em até 250 mil, você está “assegurado”.

Outra vantagem é que esse tipo de investimento permite o aproveitamento de uma situação financeira do país. No caso do investimento pós-fixado, um aumento na taxa de juros geralmente resulta em mais rentabilidade.

A desvantagem fica por conta, principalmente, da tributação, da mesma forma que acontece com o Tesouro Direto. Além disso, a falta de liquidez nos ativos de maior rentabilidade também pode ser um problema, já que alguns investimentos podem ter prazo de alguns meses ou anos, impedindo o uso do dinheiro.

LCI e LCA

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos com lastros no mercado imobiliário e do agronegócio, respectivamente. Ao adquirir papéis desse tipo você financia algumas de suas operações, as quais possuem prazos variáveis.

A rentabilidade pode ser pré ou pós-fixada de acordo com a variação do CDI, o que é mais comum de acontecer. Para investir em LCI e LCA é preciso comprar os títulos junto a bancos ou corretoras.

A grande vantagem desse tipo de investimento é a isenção do Imposto de Renda. Por isso, é uma espécie de “CDB isento”, aumentando e favorecendo a rentabilidade. Há também a garantia por parte do FGC e, com isso, é considerado um dos investimentos de renda fixa mais benéficos.

Tanta popularidade, entretanto, traz a desvantagem de esses papéis serem cada vez adequados para montantes mínimos maiores. A liquidez também pode ser um problema, já que o prazo de investimento depende de qual é o destino dos recursos desses papéis.

O investimento em renda fixa é uma possibilidade se você deseja rentabilidade com segurança e relativa previsibilidade. Para começar a investir, basta escolher a opção que fizer mais sentido para a sua realidade financeira e seus objetivos, fazendo uma análise de riscos e oportunidades.

Embora alguns títulos tenham imposto de renda e outros não, isso não garante que sempre títulos sem imposto de renda serão mais rentáveis. O investidor precisa fazer a conta de “chegada” ou seja: comparar a rentabilidade final de duas opções pois em muitas situações, investimentos que tem IR podem render mais do que investimentos isentos de IR.

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Grande abraço,

André Bona

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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