A taxa de juros efetiva não é uma desconhecida dos brasileiros. Afinal, é comum ver esse termo especificado em diversas transações do mercado financeiro, principalmente em títulos de capitalização. Ainda assim, nem sempre as pessoas compreendem o que essa taxa significa dentro de suas finanças, nem como ela funciona no nosso dia a dia.

Para explicar como a taxa de juros efetiva funciona, no entanto, precisamos falar de alguns outros termos, como taxa real, taxa nominal, taxa equivalente, entre outros conceitos que estão interligados e ajudam a entender também suas diferenças.

Continue acompanhando o artigo para descobrir mais sobre o assunto e tirar suas dúvidas sobre a taxa de juros efetiva e outras taxas de juros existentes.

O que é taxa de juros efetiva?

A taxa de juros efetiva é uma das taxas de juros mais significativas do mercado financeiro. Cada modalidade de juros possui uma forma específica de cálculo e periodicidade. A taxa de juros efetiva, por sua vez, é instituída pelos juros compostos vindos das taxas nominais e declaradas.

Esses juros incidem em um período proporcional ao da formação e incorporação de juros ao capital. Com isso, essa taxa possibilita uma demarcação do real custo de uma transação, sendo muito usada no mercado financeiro.

Explicando de um jeito mais simples: quando o período da taxa referida é igual ao dos juros cobrados, estamos falando de uma taxa de juros efetiva. Ela pode ser calculada em diferentes períodos: diário, semanal, mensal, semestral ou anual.

Taxas de juros: nominal, efetiva, real, equivalente e aparente

As taxas de juros são índices essenciais na economia e nas finanças. E é importante saber quais são essas taxas e as diferenças entre elas, justamente para evitar investimentos errados e até mesmo o endividamento por desconhecê-las.

No caso do mercado financeiro, as taxas de juros podem ser classificadas quanto ao regime de capitalização – simples (linear) e composta (exponencial), ou de acordo com uma taxa de juros específica. Nesta última categoria, as taxas de juros podem ser classificadas como taxa efetiva, taxa nominal e taxa real.

Abaixo, você irá entender um pouco mais sobre as taxas de juros nominal, real, equivalente e a aparente. Além disso, você entenderá um pouco melhor a taxa de juros efetiva.

Taxa nominal

A taxa nominal é uma taxa de juros em que a unidade referencial não coincide com a unidade de tempo da capitalização. Ela é sempre fornecida em termos anuais, e seus períodos de capitalização podem ser diários, mensais, trimestrais ou semestrais.

Esse tipo de taxa é muito usada em diversas transações do mercado financeiro e não utiliza o regime de juros compostos em seu cálculo.

Exemplo de taxa nominal: 40% ao ano com capitalização mensal.

Taxa efetiva

É a taxa de juros em que a unidade referencial coincide com a unidade de tempo da capitalização. Como as unidades de medida de tempo da taxa de juros e dos períodos de capitalização são iguais, usa-se exemplos simples como 1% ao mês, 60% ao ano.

Essa também é uma taxa bastante utilizada nas calculadoras financeiras, planilhas e transações econômicas do mercado.

Exemplo de taxa efetiva: 3% ao mês com capitalização mensal.

Taxa real

A taxa real de juros apura os ganhos ou perdas em relação a uma taxa de inflação ou de um custo de oportunidade. Podemos dizer então que a taxa real é o verdadeiro ganho financeiro.

Se uma aplicação financeira rendeu 30% em um determinado período de tempo, enquanto no mesmo período a inflação bateu 5%, o ganho real da aplicação em questão não foram os 30%, já que o rendimento sofreu uma desvalorização de 5% no mesmo período de tempo.

Para saber qual foi o ganho real da aplicação é necessário fazer o cálculo para encontrar a taxa real de juros.

Taxa equivalente

Esse tipo de taxa é fornecida em unidades de tempo diferentes. Quando aplicadas a um mesmo valor durante um determinado prazo, geram um montante acumulado no final daquele período.

O conceito de taxas equivalentes está, portanto, diretamente ligado ao regime de juros compostos. Basicamente, elas geram um mesmo valor no futuro aplicadas ao mesmo valor inicial.

Exemplo de taxa equivalente: 12% ao mês, equivalente a uma taxa de 400% ao ano.

Taxa aparente

A taxa aparente é, talvez, a mais simples de ser entendida. Essa é uma taxa de juros que se obtém através de uma operação financeira sem considerar os efeitos da inflação sobre a mesma.

Se, por exemplo, a inflação for de 1%, a taxa aparente será igual à taxa real, ou seja, também será de 1%. Se a inflação for de 0%, o mesmo acontece com a taxa aparente, e assim por diante.

As diferenças entre taxa de juros efetiva e nominal

As taxas de juros efetiva e nominal são as mais trabalhadas nas transações financeiras. Enquanto a taxa efetiva é aquela na qual o período de formação e incorporação dos juros ao capital coincide com o período da taxa referida, na taxa nominal o período de formação e incorporação dos juros ao capital não coincide com o da taxa referida.

Em outras palavras, a taxa nominal realiza um cálculo inverso ao da taxa efetiva.

Na prática, a diferença entre taxa efetiva e nominal é o seu período de capitalização. Enquanto a primeira quase sempre é resultante de uma aplicação periódica dos juros previstos, a segunda é aquela que acrescentará juros às prestações de um empréstimo, por exemplo.

Sendo assim, quando falamos em um empréstimo com taxa de 25% ao ano, entendemos que essa capitalização acontece mensalmente, e que a taxa está em um período diferente  do período de capitalização. Se o prazo de referência da taxa é diferente do prazo de capitalização, então a situação trabalha com a taxa nominal.

Em muitos casos, é possível transformar a taxa nominal em taxa efetiva, dividindo a primeira pelo número de períodos de capitalização.

Conclusão

Mesmo que os termos pareçam confundir (é muita taxa!), vale a pena, portanto, estudar sobre cada um deles. Assim, você conseguirá evitar confusões que podem acabar pesando no seu bolso ou até comprometendo o desenvolvimento de bons acordos e negócios.

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Autor

Equipe André Bona

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