Ouvir que muitas empresas não chegam a sobreviver por mais de dois anos assusta qualquer empreendedor, correto?  Estudos do Sebrae apontam que, nas Microempresas (ME), com faturamento anual até R$ 360 mil, o índice de mortalidade após este período é, aproximadamente, de 50%.

Em muitos casos, no entanto, o problema não está no produto ou serviço prestado, e sim na gestão financeira da empresa. Por isso, estudar sobre gestão e conseguir garantir um bom controle financeiro empresarial pode ser a diferença entre uma empresa sobreviver ou não.

Se você pretende fazer parte dos que prosperam em seus negócios, continue a leitura e implemente as 3 dicas que compartilharemos a seguir para quem deseja manter um bom controle financeiro empresarial.

Acompanhe!

Dica 1 – Acompanhamento rigoroso das receitas e despesas

Se uma empresa é uma fonte de arrecadação de receita, com geração de custos para seu funcionamento, o acompanhamento da evolução dessas variáveis dever ser de primeira ordem. Por isso a importância do acompanhamento das receitas e despesas.

Ainda de acordo com o Sebrae, nas empresas que ficaram inativas, o índice desse acompanhamento rigoroso era de 65%, enquanto nas empresas que permanecem ativas, esse percentual sobe para 74%.

Como fazer o acompanhamento de receitas e despesas?

Os recursos financeiros de uma organização precisam ser mapeados e organizados com a elaboração de um orçamento.

Nele devem constar todos os dados financeiros como receitas, gastos, estoques, aplicações e custo de empréstimos. Todos esses dados precisam ser revisados continuamente, já que podem ter uma considerável oscilação.

O gestor precisa visualizar onde estão os grandes custos da empresa, onde atacar para reduzir custos fixos elevados, onde focar para aumentar a receita.

Você empreendedor, saberia dizer agora, qual foi o custo que mais se elevou no último ano de seu negócio? Se não, acenda a luz vermelha!

Se no seu negócio não há uma área específica para controle financeiro, deixe essa tarefa a encargo de alguém específico ou de você mesmo. Lembrando que ela deve ser enxergada com uma rotina a mais da empresa e não como um contratempo, algo que surge algumas vezes e que você precisa resolver.

Tenha em mente que não há como fugir da gestão financeira em um empreendimento.

Neste aspecto,vale lembrar que cada dia surgem mais aplicativos e programas que facilitam substancialmente o lançamento e acompanhamento desses dados e elaboração desse orçamento. Basta uma pesquisa nos sites de busca da internet e logo você irá se deparar com inúmeras possibilidades.

Mas lembre-se que mais importante que ter os programas é, efetivamente, entender que uma parte considerável de seu trabalho como gestor deve ser voltada a esse gerenciamento.

Dica 2 – Conciliação de prazos de pagamentos com prazos de recebimentos

Uma grande questão em uma empresa é o recebimento de suas vendas, com as formas de pagamento que ela disponibiliza ao seu cliente – descontos, prazos para pagamentos, venda a crédito, opções de parcelamentos e até promoções.

Da mesma forma, quando a empresa está no papel de cliente, comprando de seus fornecedores, deve negociar prazos e formas de pagamento. Além dos custos que ela deve pagar ao exercer suas atividades.

Essas duas pontas devem ser convergentes, uma vez que não é saudável ter um prazo de recebimento de receitas divergente dos prazos nos quais a empresa precisa honrar seus compromissos. É preciso, portanto, organizar o fluxo de caixa.

Se a empresa compra determinado insumo a ser pago integralmente ao fornecedor no prazo de 30 dias, e o produto gerado por aquele insumo é vendido em 3 parcelas a serem recebidas em 30, 60 e 90 dias, há um descasamento entre as datas que ele gera receita e a que ele gera despesa.

Como em um negócio várias operações rodam simultaneamente, com mais de um fornecedor, mais de um produto, mais de um tipo de pagamento negociado, no cômputo geral, rotineiramente uma receita acaba compensando a outra. E isso pode acontecer.

Porém, se não há um controle e um estudo específico de cada produto, esse descasamento pode gerar uma situação crônica de dificuldades para pagamentos de seus fornecedores e compromissos, gerando necessidade de empréstimo ou atraso nos pagamentos – mesmo tendo valores a receber.

Verifique se você tem utilizado frequentemente linhas de crédito de antecipação de recebíveis ou atrasado algum pagamento. Pode ser um indício de que é a hora de negociar formas de pagamento com fornecedores, ajuste de datas de compromissos financeiros e de rever opções de pagamento disponibilizadas aos clientes. Ou, ainda, pode estar mascarando uma operação deficitária.

Dica 3 – Criação de um planejamento financeiro

Controle não combina com surpresas e imprevistos, correto? No mundo dos negócios, um fato negativo inesperado pode ter como consequência a falência.

Para não ficar dependente da sorte ou de que nada inesperado aconteça, a realização de um planejamento financeiro é uma ferramenta eficaz.

Ao realizar um planejamento de curto, médio e longo prazo, são estudadas as possibilidades e projeções de custos e receitas, mercado, sazonalidades, preço e tantos outros indicadores que forem necessários.

Dessa forma, você consegue obter o controle da situação, avaliando a probabilidade de ocorrência de cenários diversos e se organizando para vivenciá-los com os menores prejuízos possíveis e maximizando resultados.

Sua empresa pode ser considerada como um navio que se lança ao mar. Ao planejar o trajeto, os pontos de tormenta são analisados e podem ser evitados, assim como os melhores caminhos, com aguas mais calmas e navegáveis são buscados.

Caso essa tripulação se lance ao mar somente com vontade e sabendo aonde quer chegar, pode atravessar algumas intempéries.

Concluindo

Organizar os custos e receitas, ajustar para que eles sejam conciliados, e planejar o futuro são dicas valiosas para que você mantenha um bom controle financeiro empresarial.

Conforme já falamos em outros artigos de gestão por aqui, já partimos da premissa nesse texto que todas as contas da empresa são devidamente separadas da contabilidade das contas pessoais de seus sócios, sendo esse o passo mais básico e principal no controle financeiro de um negócio.

Se você se interessa por assuntos de gestão de empresas continue lendo nossos artigos. Acompanhe agora 6 desafios para lidar na gestão de empresa familiar.

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Autor

Equipe André Bona

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