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Existem diversas alternativas de investimentos disponíveis no mercado financeiro, sendo que cada uma pode atender um perfil de investidor distinto. Por isso, é importante identificar o seu perfil de investidor entre os três tipos disponíveis: conservador, moderado e arrojado.

A depender do seu nível de abertura aos riscos, objetivos e o prazo em que deseja atingi-los, você será enquadrado em um desses perfis. Desse modo, essas características podem ajudar a guiar a sua escolha sobre onde investir.

Neste artigo, você conhecerá mais a respeito do perfil moderado de investidor e suas principais características. Além disso, conhecerá 4 opções de investimentos para esse perfil.

Confira!

O que é um perfil de investidor?

O mercado financeiro é composto por diferentes tipos de investimentos, que apresentam características distintas em relação à rentabilidade, prazo, liquidez e risco.

Por exemplo, quanto maior o risco assumido em um investimento, maior tende a ser a rentabilidade proposta. Por outro lado, uma segurança maior resulta em retornos menores.

Ao mesmo tempo, cada investidor tem um perfil de risco diferente: alguns aceitam correr mais riscos em busca de maior rentabilidade, enquanto outros priorizam a segurança. Portanto, esses fatores devem ser considerados em suas decisões de investimento.

Desse modo, com base na sua abertura aos riscos e nas suas expectativas de retorno e prazo, você será classificado em um perfil de investidor. Ele pode ser conservador, moderado ou arrojado.

Quem tem o perfil conservador costuma priorizar investimentos mais seguros, mesmo com rendimentos mais baixos. Por exemplo, pode ser o caso de uma pessoa que já se aposentou e não quer correr o risco de perder o dinheiro que juntou ao longo de anos de trabalho.

O perfil arrojado é o oposto, busca as maiores rentabilidades do mercado, ainda que o nível de risco aumente. Pode ser o caso de um investidor que já tenha um conforto financeiro que lhe permita aumentar o risco de sua carteira na expectativa de aumentar seus ganhos.

Agora, é importante sinalizar que o fato do investidor possuir o perfil conservador não significa que ele não possa ter no portfólio um investimento arriscado. E o mesmo vale para o perfil arrojado, que pode ter em carteira opções seguras.

Quem é o investidor moderado?

Agora que você já conhece o perfil conservador e arrojado, ainda falta explorar quem é o investidor moderado e como ele se comporta no mercado. Quem possui esse perfil investe com o foco em equilibrar o risco e o retorno de sua carteira.

Assim, ele reserva uma parte do seu capital para investimentos seguros e outra para investimentos arriscados. Contudo, o percentual de distribuição em cada tipo de investimento pode variar de acordo com o investidor.

Na prática, é comum que esse investidor mescle alternativas de renda fixa e variável, aproveitando as vantagens oferecidas por cada uma delas.  Portanto, o perfil moderado se caracteriza por ter um apetite médio aos riscos. Nesse sentido, ele se arrisca um pouco mais sob a perspectiva de poder realizar lucros maiores.

4 Investimentos para o investidor com perfil moderado

Se você se identificou com o perfil moderado, vale a pena conferir 4 investimentos que, geralmente, são encontrados na carteira de quem tem esse perfil. Veja!

1. Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um dos títulos emitidos pelo Governo e disponibilizados para negociação na plataforma do Tesouro Direto. Ele integra os investimentos de renda fixa, ou seja, aqueles em que a rentabilidade, ou ao menos sua lógica de cálculo, é conhecida antes de você fazer a aplicação.

Esse título funciona como um empréstimo feito pelo investidor ao Governo. Em troca, você receberá a quantia emprestada no prazo fixado, acrescido de uma taxa de juros — sendo considerado um dos investimentos mais seguros disponíveis.

O Tesouro Selic paga ao investidor 100% da variação da taxa Selic (a taxa básica de juros). Sua liquidez é diária, o que significa que você pode resgatar o investimento a qualquer momento.

2. CDBs

Os certificados de depósito bancário (CDBs) têm funcionamento semelhante aos títulos do Tesouro Direito e também integram a renda fixa. Entretanto, o emissor é uma instituição bancária. É possível encontrar títulos com rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida.

A rentabilidade prefixada pagará ao investidor um valor fixo. Já a pós-fixada está atrelada a um índice de mercado, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — uma taxa próxima à Selic. Por fim, títulos híbridos mesclam taxas prefixadas e pós-fixadas, muitas vezes ligada ao IPCA (índice oficial da inflação).

Esses títulos contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Logo, caso o emissor não consiga quitar a dívida, o FGC ressarce o investidor em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição. Ainda há um limite global de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos.

3. FIIs

Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) são alternativas de investimento coletivo. Eles concentram o capital de diferentes investidores que possuem o objetivo de investir no setor de imóveis.

Nesse caso, o patrimônio do fundo é administrado por um gestor que escolhe os investimentos que serão feitos. O FII é uma alternativa de renda variável negociada na bolsa de valores e os ganhos podem ser incertos.

Vale destacar que as alternativas permitem buscar ganhos de diferentes formas. As principais são pela venda das cotas após a valorização e o recebimento de dividendos. Afinal, os FIIs precisam distribuir uma parte dos lucros aos investidores, no mínimo, semestralmente.

Entre as vantagens da alternativa está a possibilidade de se expor ao setor imobiliário, mesmo com pouco capital. Isso porque o preço de uma cota é muito inferior ao que seria necessário para comprar um imóvel.

4. Fundos de investimento

Outra possibilidade que integra a renda variável são os diferentes fundos de investimento existentes. Com o funcionamento semelhante ao dos FIIs, é possível encontrar fundos com estratégias e níveis de riscos distintos.

Por exemplo:

  • fundo de ações;
  • fundo de câmbio;
  • fundo de ouro;
  • fundo de criptomoedas;
  • fundo multimercado;
  • entre outros.

Em relação aos fundos, é importante ficar atento à cobrança de taxa de administração e performance (se houver). Ambas as taxas visam remunerar o serviço do gestor. Além disso, diferentemente dos FIIs, suas cotas são negociadas na plataforma do banco de investimentos.

Agora você já sabe quais são os investimentos que podem ser encontrados na carteira de quem tem o perfil de investidor moderado. No entanto, vale frisar que esses são somente exemplos e a tomada de decisão é individual. Assim, alinhe seus objetivos e prazos ao seu perfil antes de investir.

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