Quando um empreendedor pensa em começar um negócio, ele é levado por sua “grande ideia”, acreditando poder entregar algo de valor aos clientes e receber por isso. Afinal, no Brasil, o ato de empreender é visto, em muitas situações,como uma alternativa ao desemprego ou como necessidade de gerar renda.

E, invariavelmente, seja qual for o caso, a gestão do negócio é deixada em segundo plano. Mantém-se foco total no centro dos negócios, sem dar a devida atenção aos desempenhos financeiros.

O resultado deste hábito é a dificuldade na mensuração do desempenho financeiro da empresa. E uma possível falência do negócio. Mas não precisa ser assim.

Preparamos esse artigo para que você conheça 6 indicadores financeiros para empresas que todo empreendedor deve conhecer para manter sua empresa nos trilhos certos rumo ao crescimento sustentável Vamos lá?.

ROI

Dentre tantos indicadores financeiros, vamos iniciar com aqueles que dizem respeito ao Retorno do negócio: ROI e ROA. Um dos mais famosos indicadores, o ROI, representa ‘Return on Investiment’, ou seja, o Retorno sobre o Investimento.

Esse índice é frequentemente utilizado no embasamento de decisões que envolvam projetos de investimento de capital em uma empresa. É também uma métrica de comparação entre diferentes empresas.

Esse retorno é calculado pela fórmula:

ROI = Lucro operacional / Investimento

Veja mais detalhadamente sobre ROI em seus negócios aqui. E aproveite para aprender também a como calcular o ROI de seus investimentos.

ROA

Já o ROA, é o índice que reflete o Retorno sobre o Ativo. Indica a utilização dos ativos da empresa na geração de lucro.

O ROA é dado por:

ROA = Lucro operacional / Ativos

Dessa forma, ROI e ROA se diferem por medirem o Retorno sobre o investimento e sobre os ativos, respectivamente.

EBITDA (ou LAJIDA)

EBITDA é a sigla para ‘Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization’. Em português, LAJIDA – Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

O principal dado que esse indicador vai lhe fornecer é a receita da empresa gerada por sua atividade principal, antes de serem computadas as incidências de taxas e afins. Dessa forma, o EBITDA mede com maior precisão a eficiência do negócio em si.

Ele pode ser um grande aliado na hora de verificar se decisões financeiras e contábeis, fora do ‘business’ da empresa, estão afetando o resultado final e mascarando a real produtividade.

Como não existe negócio sem pagamento de taxas, junto com o EBITDA devem ser mensurados diversos outros indicadores, com uma análise conjunta. É possível inclusive, que uma empresa apresente um EBTIDA positivo, mas não consiga arcar com suas obrigações, não estando solvente.

EBTIDA, portanto, é igual a Lucro líquido + Juros + Impostos + Amortizações + Depreciações

Saiba mais detalhes sobre o EBITDA aqui.

Índices de Liquidez

Os índices que calculam a liquidez de uma empresa mostram o capital disponível que ela tem para fazer frente a seus compromissos. Ou seja, a capacidade de pagamento das obrigações dessa empresa.

A partir do Balanço da empresa é possível calcular os índices de liquidez, observando que quanto maior o resultado, maior a liquidez.

  • Liquidez corrente: mede a disponibilidade de recursos no curto prazo.
  • Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante
  • Liquidez seca: indica quanto de recursos a empresa pode dispor para obrigações de curto prazo sem necessidade de venda de estoques.
  • Liquidez Seca = (Ativo Circulante – Estoques) / Passivo Circulante
  • Liquidez imediata: indica a porcentagem dos compromissos/do passivo, que a empresa tem condições de liquidar de forma imediata.
  • Liquidez Imediata = Disponível / Passivo Circulante
  • Liquidez Geral: é feita uma análise de Longo Prazo, entrando no cálculo direitos e obrigações de Longo Prazo.
  • Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)

Para saber mais a fundo sobre Índices de Liquidez, leia nosso artigo sobre os Indicadores de liquidez corrente, seca, imediata e geral.

Margem de Contribuição

A margem de contribuição de um produto mostra o ganho bruto que a empresa tem com aquele produto, naquele preço. Assim, a margem de contribuição é o valor das Vvndas, menos os valores de custos e das despesas geradas por essa venda, que gera a contribuição para pagamento das despesas fixas e geração de lucro.

Margem de Contribuição = Valor das Vendas – (Custos Variáveis + Despesas Variáveis).

Uma margem de contribuição negativa representa uma operação que está gerando prejuízo para a empresa. É normal, inclusive, ter em uma empresa produtos com diferentes margens – sendo imprescindível a análise individual de cada um.

Existem produtos com grande margem, mas valor unitário pequeno ou volume de vendas pequenos, enquanto outros produtos podem ter margem menor mas volume de vendas maior ou valores maiores também. Tudo isso precisa ser analisado.

Ponto de Equilíbrio

Após calcular a Margem de Contribuição dos produtos e serviços vendidos, será possível por exemplo calcular o volume mínimo de vendas necessário para pagar as despesas. Ou seja, o Ponto de Equilíbrio.

A análise do Ponto de Equilíbrio de seu negócio é fundamental para não se operar com prejuízos e para que você tenha clareza dos valores de faturamento necessários para gerar superávit. Esse índice é dado em % da receita projetada, ou seja, a partir de que valor de receita a empresa passa a ter lucro.

O Ponto de Equilíbrio é proporcional ao risco do negócio. Ou seja, quanto mais baixo for esse índice, menos arriscado ele é. Da mesma forma, quanto maior o percentual da receita projetada for necessário para atingi-lo, maior o risco.

Conclusão

Agora que você conheceu esses indicadores, é importante que você coloque em prática em sua vida, principalmente como subsídio ao processo de tomada de decisões.

Até mesmo quando você contrata um profissional especializado para tratar de assuntos contábeis e financeiros de seu negócio, conhecer sobre o assunto faz com que se estabeleçam relações de maior confiança, uma vez que a dúvida sobre o trabalho de alguém, por puro desconhecimento, não existirá.

Continue aprendendo mais sobre negócios e investimentos lendo sobre os principais desafios de uma boa gestão empresarial.

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Autor

Daniela Viola Bona

Especialista em Finanças e Economista pela UFES (ES). Especialista em Comportamento Organizacional. Atua no mercado financeiro há 10 anos. Realiza atividades de educação e treinamento como professora/instrutora na área de banking/economia.

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