A crise provocada pelo coronavírus reforçou a importância de se ter atenção às dicas financeiras para manter o orçamento organizado durante um período de recessão. Seja ele por uma crise sanitária, econômica ou por uma crise pessoal, como a perda do emprego.

Embora o ideal é que o cuidado com as finanças pessoais seja um hábito, nem todo mundo está preparado para enfrentar os maus momentos. Pensando nisso, reunimos algumas dicas importantes para que você possa colocar em prática daqui para frente e cuidar melhor do seu dinheiro.

Acompanhe e confira 7 dicas financeiras para manter o seu orçamento organizado na crise e depois dela!

1. Continue abastecendo a reserva de emergência

Ter uma reserva de emergência é uma das dicas financeiras básicas para quem se preocupa com o orçamento e deseja uma segurança em relação ao futuro.

Se esse hábito já faz parte do seu planejamento pessoal, ótimo! Entretanto, se não for o caso, nunca é tarde para começar.

O objetivo dessa reserva é, basicamente, ter um dinheiro guardado para enfrentar qualquer tipo de situação inesperada. Por este motivo, o ideal é que o dinheiro cubra, no mínimo, 6 meses de despesas.

Como estamos falando em imprevistos, esse dinheiro deve ser investido em aplicações com alta liquidez, como os títulos públicos do Tesouro.

2. Vigie seus hábitos

Muitas pessoas acreditam que o motivo de não conseguir compor uma reserva de emergência é ter um orçamento apertado. As facilidades de consumo promovidas pelo mercado são inegáveis. No entanto, não basta considerar se as parcelas cabem no bolso.

Também pode ser preciso revisar seus hábitos e adequar o padrão de vida periodicamente. Por exemplo, você escolheu um pacote de TV por assinatura que contempla uma grande quantidade de canais. Depois de um tempo, percebe que não aproveita metade deles.

Nesse caso, optar por um plano mais enxuto pode trazer uma folga para o orçamento. E o valor pode ser investido na reserva de emergência.

3. Avalie a real segurança da sua reserva

Ninguém quer ou espera passar por uma crise. No entanto, essa hora pode chegar sem aviso prévio. Quando isso acontece, aqueles que já têm uma reserva devem calcular por quanto tempo os investimentos realizados são capazes de cobrir o orçamento doméstico.

Com as oscilações da inflação e as mudanças no modo de consumo da família, é necessário colocar as contas fixas no papel e avaliar que tipo de adequações serão necessárias para passa por esses momento com mais tranquilidade.

Lembre-se, portanto, de avaliar com alguma frequência se a reserva que você possui ainda cobre os seus custos mensais por algum tempo.

4. Faça um planejamento para sair da crise

Nenhuma crise dura para sempre. A economia e o mercado financeiro são cíclicos, dividindo-se entre períodos de recessão e prosperidade. Para enfrentar as fases complicadas com mais tranquilidade, a maneira como você sai de uma período ruim é fundamental.

Muitas pessoas acabam adquirindo algumas dívidas durante a crise. O ideal é não assumir despesas desnecessárias para evitar essa situação. Contudo, se mesmo com todas as precauções você não conseguiu evitar o problema, é importante ter um plano para contornar a situação da forma menos prejudicial.

Manter o contato com o credor avaliando as condições de juros e pagamentos, estudar a portabilidade das pendências ou fazer uma solicitação de crédito a uma instituição financeira com juros mais baratos que os juros cobrados pela dívida que já possui são hipóteses que devem ser avaliadas.

Busque sempre pelo melhor custo-benefício, respeitando sua condição de pagamento.

O importante é não ignorar o problema. Além disso, esse planejamento deve considerar as dicas que relatamos até aqui — como o cuidado com a reserva de emergência e a revisão periódica das despesas da família. Assim, se você tem uma dívida, concentre-se em pagá-la e adote, como próximo passo, formar seu colchão financeiro para não passar novamente por dificuldades.

Cortar custos e avaliar despesas são tarefas fundamentais para definir os próximos passos e tomar decisões mais seguras em relação às finanças pessoais. Inclusive nos casos em que a crise tem um impacto maior que o esperado no seu dinheiro.

5. Aprenda a avaliar os cenários

A crise provocada pelo coronavírus pegou o mundo de surpresa, da mesma forma que uma demissão também pode surpreender.

Entretanto, algumas situações podem ser previstas. E aprender a acompanhar o mercado é essencial para que você não seja pego de surpresa. Para isso, fatores como flutuação econômica e as políticas adotadas pelo governo federal devem ser constantemente observados.

Assim, você consegue avaliar o melhor momento para se comprometer com gastos mais elevados. Dessa forma, você mantém as finanças sempre bem organizadas, além de se antecipar a uma possível crise e amenizar seus efeitos.

Vale destacar, contudo, que você não deve balizar suas decisões financeiras e de investimento em cenários econômicos. Tenha em mente que, para alcançar a independência financeira, é essencial manter uma boa relação constante com o seu dinheiro. E fazer investimentos frequentes.

6. Seja realista

Embora possa ser uma tarefa difícil, ser realista durante uma crise é essencial para evita excessos e manter o orçamento organizado.

O otimismo é fundamental e faz bem para nossa saúde mental. Entretanto, esta pode ser uma armadilha – e pode influenciar algumas escolhas inadequadas durante o período.

Portanto, seja realista e avalie com cuidado suas possibilidades e as projeções para o futuro. Com calma e uma boa dose de realidade você conseguirá superar qualquer desafio!

7. Adote um estilo minimalista

Ostentação virou uma palavra da moda, mas pode ser um risco para aqueles que estão tentando organizar as finanças em busca de uma vida mais confortável. Pode ser difícil resistir à aquisição de um determinado produto ou serviço. Mas, nesses momentos, é hora de pensar o quanto você precisa realizar essa compra.

Se não for extremamente necessária, é melhor deixar para lá. Seja minimalista em relação aos supérfluos e mantenha o controle do seu dinheiro durante os períodos turbulentos. E, claro, adote este hábito para a sua vida!

Afinal, as dicas financeiras devem ser transformadas em hábitos. E não apenas utilizadas nos momentos de crise. Então, mais do que estar preparado para as turbulências, cuidar das finanças e organizar o orçamento é fundamental para estabelecer metas em curto, médio e longo prazo. E alcançá-las com tranquilidade, apesar das eventuais crises.

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Autor

Equipe André Bona

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Comentários

  1. Gabriel Advogado Rio de Janeiro    

    Excelente artigo! Renegociações extrajudiciais e judiciais de contratos e dívidas, podem dar um fôlego na organização financeira de pessoas físicas e jurídicas.

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