No mundo das finanças e investimentos, alguns movimentos podem receber nomes específicos, como é o caso do buyout, que nada mais é que uma modalidade de aquisição do patrimônio de uma empresa. É comum, ainda, o mercado financeiro utilizar os termos operação de compra ou management buyout (MBO) para a mesma especificação.

Se você nunca ouviu falar sobre nenhum desses termos, este artigo é para você. Afinal, se você tem o hábito de fazer operações ou ler mais sobre o mercado financeiro, é importante conhecer os termos utilizados neste ambiente, a fim de evitar confusões ou dúvidas sobre o que está sendo decidido no caso de uma transação.

Continue acompanhando o artigo para entender um pouco mais sobre o buyout e confira em quais situações essa pode ser – ou não – uma prática vantajosa para os seus investimentos.

Acompanhe!

O que é buyout e como funciona?

O buyout é a aquisição de uma participação controladora em uma empresa. Isto é, quando um grupo ou uma única pessoa compra a maioria do capital social de uma empresa, passando a controlá-la, essa aquisição é chamada de buyout.

Vale ressaltar que esse tipo de aquisição só ocorre quando o comprador adquire mais de 50% da empresa, levando a uma mudança no controle da mesma.

Essa compra pode ser feita por uma equipe de gestores já da própria empresa, ou por grupos exteriores. Em muitos casos, essas aquisições gerenciais, também chamadas de MBOs, são manobras utilizadas para ajudar na administração da organização, como forma de adicionar valor de mercado à empresa, por exemplo.

Algumas empresas, inclusive, são especializadas em financiar e facilitar essas aquisições, agindo sozinhas ou em parceria com outros negócios e sendo, geralmente, financiadas por outros investidores institucionais ou empreendedores.

Assim, entende-se que os buyouts (aquisições de empresas) podem ser aplicados por diversas razões, inclusive por instituições especializadas em identificar essas oportunidades, também chamadas de empresas de buyouts

Por que a prática de buyout é interessante?

As operações de compra no estilo buyout podem ocorrer por vários motivos. Em alguns casos, o comprador acredita que os ativos de uma empresa estão subvalorizados e podem ser revendidos para obter lucro.

Em outras situações, o comprador acredita que receberá benefícios financeiros e estratégicos da aquisição, como maiores receitas, entrada mais fácil em novos mercados, menos concorrência ou maior eficiência operacional.

Em última análise, quase todas as aquisições ocorrem porque o comprador acredita que pode fornecer mais valor aos acionistas de uma empresa do que a atual administração da companhia.

Podemos listar ainda algumas outras razões para a prática do buyout:

  • risco de falência ou da compra da empresa por concorrentes;
  • a manutenção de cargos e empregos em caso da empresa estar com problemas financeiros;
  • jogos de sucessões de controle da empresa;
  • movimentação de mercado, entre outros

Portanto, a prática de Buyouts pode até mesmo ser necessária para “salvar um negócio”.

O processo de compra

O processo de compra, geralmente, começa quando um comprador ou grupo de compradores interessados ​​faz uma oferta formal ao conselho de administração de uma empresa, que é o representante dos acionistas da mesma. Depois das negociações, o conselho de administração eventualmente recomenda que os acionistas vendam suas ações para o comprador ou os desencoraja de fechar o negócio.

Vale ressaltar que nem sempre os gerentes e diretores da empresa recebem ofertas de compra, mas como a decisão é sempre dos acionistas, algumas negociações acabam sendo mais hostis, enquanto outras acontecem de forma mais amigável.

Trabalhar com buyout também pode ser lucrativo para as empresas que fazem o papel de intermediar essas negociações. É comum que essas empresas procurem por organizações que estão com baixo desempenho no mercado ou até mesmo subvalorizadas, a fim de “consertá-las” e vendê-las ou publicá-las muitos anos depois, lucrando em cima disso. Quando vende uma de suas empresas, a empresa de aquisições recebe uma comissão, que é repassada a seus investidores.

Assim, as empresas de buyout também estão frequentemente envolvidas em aquisições gerenciais, que são negócios conduzidos pela administração da empresa que está sendo comprada, passando a desempenhar papéis-chave nas chamadas Leveraged Buyout, que são aquisições financiadas com dinheiro emprestado.

Diferença entre Management Buyout e Leveraged Buyout

A diferença entre os termos Management Buyout e Leveraged Buyout está na forma como é feita a aquisição da empresa em questão. Se a participação for comprada pela administração da empresa, ela é conhecida como Management Buyout (ou MBO).

Mas, se a compra for feita usando quantidades significativas de dinheiro emprestado, com os ativos da empresa sendo adquiridos como garantia para os empréstimos, temos uma Leveraged Buyout (compra alavancada ou, ainda, LBO). A empresa que executa a LBO pode fornecer apenas 10% do capital, com o restante financiado por dívida.

Enquanto as MBOs fornecem uma estratégia de saída para grandes corporações que querem vender divisões que não fazem parte de seus principais negócios, ou para empresas privadas cujos proprietários desejam se aposentar, as LBOs são estratégias de alto risco, mas também de alta recompensa, onde a aquisição tem que gerar altos retornos e fluxos de caixa para pagar os juros da dívida.

Vale lembrar que o financiamento necessário para uma MBO é, muitas vezes, uma combinação de dívida e capital próprio que é derivada dos compradores, financiadores e, por vezes, até mesmo o próprio vendedor.

Categorias de Buyouts

Assim como outros tipos de operação de compra, os Buyouts possuem algumas classificações que diferenciam certas particularidades. São eles:

  • Employees buyout: quando os funcionários da empresa, e não uma equipe administrativa, realizam a aquisição do controle da mesma;
  • Management buy-in: quando uma equipe de gestão externa faz a aquisição da empresa, passando a controlá-la;
  • Management and employees buyout: uma mistura dos dois termos anteriores, significando que a empresa foi adquirida por funcionários da empresa, composto tanto por gestores como não gestores

Lembre-se que, como toda ação de compra ou venda, o Buyout tem seus riscos envolvidos, e um estudo de cada caso é sempre fundamental para entender se essa é a melhor prática para a situação em questão.

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Autor

Equipe André Bona

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