Comprar uma casa, trocar de carro, estudar fora do Brasil ou abrir o próprio negócio. Não importa o motivo, os objetivos devem estar em primeiro lugar na hora de criar o hábito de poupar e estabelecer estratégias de investimentos.

Mas, para balizar as escolhas, os aplicadores precisam ter disciplina, conhecer o seu nível de aversão ao risco e separar os aportes em três gavetas: de curto, médio e longo prazo.

Saiba mais sobre a seleção de produtos e descubra como escolher o melhor investimento de acordo com seu perfil, prazo e aversão ao risco, mantendo sempre a disciplina de poupar e economizar dinheiro ao longo do tempo.

Poupar e investir

Antes de iniciar uma estratégia para poupar e investir dinheiro, é necessário que os investidores estejam com as contas em dia e saibam exatamente quais são as suas rendas e despesas mensais. Além disso, as aplicações têm de estar previstas no orçamento, assim como as despesas.

Logo, estas aplicações não podem ser encaradas como as “sobras” dos ganhos menos os custos. A disciplina aqui é fundamental e não deve ser deixada de lado.

Também não existe um número mágico que indique quanto deve ser destinado aos objetivos: o mínimo recomendado, no entanto, é de 20% das receitas mensais. O ideal – e isso serve com uma dica importante – é que investidores mais jovens – na faixa dos 20 aos 30 anos, que geralmente possuem menos gastos – possam aproveitar esta idade para destinar mais dinheiro aos seus sonhos.

Os objetivos de curto prazo

Independentemente da idade, o colchão financeiro de curto prazo deve ser a prioridade das aplicações – principalmente em um cenário no qual há mudanças de regras, como a Reforma da Previdência, ou em uma situação na qual um assalariado demora mais para se recolocar no mercado de trabalho.

O colchão deve cobrir um período de seis meses a um ano de renda e priorizar a facilidade do saque. Papeis do Tesouro Selic (LFTs), fundos de investimentos em renda fixa e até mesmo o Certificado de Depósito Bancário (CDBs) e os Recibos de Depósitos Cooperativos(RDCs) com prazos mais curtos estão entre os investimentos mais indicados, já que tendem a garantir ganhos acima da inflação.

Os objetivos de médio prazo

Os objetivos que exigem um maior comprometimento da renda e que podem ser realizados em até cinco anos são considerados de médio prazo. Entre os sonhos que costumam se encaixar nesta modalidade estão uma viagem com a família para fora do Brasil, se casar ou comprar um carro novo.

Se você tem dúvidas sobre como escolher o melhor investimento neste caso, saiba que Fundos DI com baixas taxas de administração, Fundos atrelados à inflação, fundo cambial, RDCs, CDBs, debêntures, Certificados de Operações Estruturadas (COE), entre outros, podem ser boas opções.

Os objetivos de longo prazo

Para o tempo mais longo – que permite uma maior imobilização do dinheiro, os recursos podem ficar investidos em aplicações com retorno maior e liquidez mais baixa. Dentro desse período estão os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCIs e LCAs) – que possuem isenção do Imposto de Renda – e CDBs e RDCs com carência ampliada.

Para os investidores com perfil arrojado, há ainda a opção de fundos multimercados e as ações, ou até mesmo investimentos no Capital Social de Cooperativas de Crédito.

Seja no curto, médio ou longo prazo, invista sempre com disciplina e inteligência!

 

Marcio Araujo

Educador e coaching financeiro, profissional CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA) e especialista em Cooperativismo de Crédito

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Autor Convidado

Este artigo foi produzido por um autor parceiro e/ou convidado do Blog e Valor, com a finalidade de compartilhar suas opiniões sobre temas diversos e contribuir com o site.

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