O IDH é uma sigla conhecida pela maioria das pessoas, principalmente por ser muito citada em notícias e até mesmo na escola. Apesar de grande parte dos indivíduos saber o que significam essas três letras, poucos imaginam como se mede o IDH e o que é levado em consideração nas análises.

O cálculo desse indicador de desenvolvimento não é tão simples assim e diversos fatores são levados em consideração. Mesmo sendo importante e um ótimo panorama para analisar a qualidade de vida de uma nação, há críticos que dizem que esse fator não é eficiente.

Conheça mais o IDH, para que serve e como esse indicador é medido!

O que é IDH?

IDH é a sigla para Índice de Desenvolvimento Humano, um indicador muito utilizado para definir o grau de desenvolvimento de uma cidade, estado ou país. Diversas áreas entram na análise, como: expectativa de vida, acesso à educação, padrão de vida, renda e saúde.

Começou a ser usado em 1990 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Os níveis de IDH têm valores que variam de 0 a 1. Quanto mais próximo de zero, menor o índice de desenvolvimento da nação. Se o contrário ocorrer, ou seja, se o índice for próximo de 1, isso demonstra que a localidade é bastante desenvolvida.

Não há países com índices iguais a 0 e 1 no mundo, mas existem países com índices muito próximos do valor máximo, os quais serão mostrados mais a frente no artigo. Outro lado interessante desse indicador é que pode ser utilizado como um comparativo entre diversos países, pois sempre são os mesmos quesitos analisados.

Como se mede o IDH?

Analisar os quesitos de educação, saúde e renda de praticamente todos os países do mundo inteiro é um trabalho longo e complexo, mas como exatamente é feito o cálculo do IDH?

Para realizar o cálculo de todos os países, como dito, devem ser analisados 3 pilares, os quais constituem esse estudo: educação, saúde e renda nacional bruta (RNB). Esses dados são coletados pelo PNUD utilizando informações de bases internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Mundial da Saúde.

Nas análises sobre educação, são avaliados fatores como: tempo de escolaridade que espera-se que os cidadãos tenham e o tempo médio de estudo da população. Na saúde, analisa-se a expectativa de vida ao nascer e a da população, ou seja, a idade média alcançada pelas pessoas de um país.

A renda nacional bruta é conseguida a partir de dados que mostram a renda bruta do país (valor do PIB) e o poder de compra dos habitantes.

A partir da análise desses dados, os países são classificados em 4 grupos:

  • Muito alto desenvolvimento humano: IDH de 0,8 ou mais;
  • Alto desenvolvimento humano: IDH entre 0,7 e 0,799;
  • Médio desenvolvimento humano: IDH entre 0,551 e 0,699;
  • Baixo desenvolvimento humano: IDH de 0,550 ou menos.

Esses valores podem mudar de acordo com outras fontes. Além dessa divisão, os países são classificados em: países desenvolvidos, países em desenvolvimento e países subdesenvolvidos.

Para que serve o IDH?

O IDH é utilizado para acompanhar o desenvolvimento humano dos países e avaliar se o crescimento econômico das nações melhora a qualidade de vida da população. Como é analisado todos os anos, é possível identificar se um país melhorou ou piorou ao longo dos anos.

Todos os países que têm seu IDH medido anualmente devem verificar em quais setores precisam melhorar e encontrar medidas para aumentar a qualidade de vida de sua população.

IDH no mundo

O Índice de Desenvolvimento Humano demonstra a desigualdade e a disparidade entre diversos países no mundo. O país com maior IDH é a Noruega, com 0,954. Logo atrás vem a Suíça, com IDH de 0,946 e a Irlanda com IDH de 0,942. O quarto lugar fica com a Alemanha, com índice de 0.939.

No final da lista, Níger recebeu o menor IDH do mundo, com apenas 0,377. a República Centro-Africana fica com o segundo pior índice: 0,381. Chade tem o terceiro pior IDH, com 0,401 e, depois dele, o Sudão do Sul, com 0,413. Todos esses países pertencem ao continente africano, enquanto os melhores são europeus.

IDH do Brasil

O Brasil teve alguns avanços se comparado com anos anteriores, mas em 2019 caiu da posição 78ª para a posição 79ª. O país apresentou IDH de 0,761 e ficou empatado com a Colômbia. Logo, pode ser colocado no grupo dos países de alto desenvolvimento humano.

Contudo, o Brasil fica atrás de outros países da América Latina, como Argentina, Uruguai, México e Chile. Mas ter um índice desses não torna o país melhor.

Ao analisar o IDH todos os anos, percebe-se que o país ficou estagnado nos últimos anos e diversos indicadores são preocupantes, o que prejudica a qualidade de vida e o acesso às oportunidades.

Indicadores complementares ao IDH

Além do IDH, existem outros indicadores de desenvolvimento humano que sempre são analisados, que é o IDHAD, IDG e o IPM. Conheça-os a seguir.

Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à desigualdade (IDHAD)

Apesar de o IDH medir o nível de desenvolvimento humano em uma nação, acaba mascarando a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano na população do país. Por isso, foi introduzido o IDHAD, que analisa a desigualdade em todas as dimensões do IDH.

Com esse indicador, o IDH pode ser considerado como um índice de desenvolvimento humano potencial, enquanto que o IDHAD pode ser considerado um índice de desenvolvimento real.

Índice de Desigualdade de Gênero (IDG)

Esse índice reflete a desigualdade com base no gênero das pessoas em três áreas: saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica. A saúde reprodutiva leva em conta as taxas de mortalidade materna e a fertilidade entre adolescentes.

A autonomia é medida pela quantidade de envolvidos na política no tocante aos dois gêneros e a obtenção de diploma de nível secundário e superior para os dois grupos. A atividade econômica mede a participação no mercado de trabalho.

O IDG mostra a perda no desenvolvimento humano devido à desigualdade de oportunidades e às conquistas entre as três categorias que o índice mede.

Índice de Pobreza Multidimensional (IPM)

Utilizado para indicar privações em setores como: educação, saúde e padrão de vida nas mesmas residências. De maneira resumida, se o índice de privação em um domicílio for de 33,3% ou mais, isso significa que todos na casa são pobres.

Os domicílios com nível de privação maior ou igual a 20%, porém menor que 33,3% são considerados vulneráveis ou estão em risco de tornarem-se pobres. O IPM é um importante indicador complementar que tem como objetivo acompanhar a pobreza, que vai além da renda. Demonstra que a pobreza por renda é apenas um fator.

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Muitos conhecem, mas não têm ideia de como se mede o IDH de um país. Como visto, estabelecer o IDH de um lugar é trabalhoso e envolve análises de diversas áreas.

O índice recebe críticas de especialistas que entendem que trata-se de um estudo muito superficial e analisa somente os dados que os próprios países mostram. Assim, alegam que muitos dados podem acabar não sendo verdadeiros.

De qualquer forma, não se pode negar que o índice é importante e serve como referência para os próprios países analisarem sua situação e entender o que precisa ser feito para melhorar no ranking.

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Autor

Equipe André Bona

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