A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou, na última quarta-feira (17), que está estudando a adoção de medidas que resultem em uma melhora nas condições do cheque especial. A linha de crédito, atualmente é uma das modalidades de crédito mais caras do Brasil, ficando apenas atrás do rotativo do cartão de crédito.

Apesar de não dar detalhes das ações que estão sendo estudadas em relação à redução do custo do cheque especial para o consumidor, a Febraban informou, em nota, que possíveis medidas terão como objetivo “melhorar o ambiente de crédito no país e reduzir o spread” dos bancos.

O spread bancário brasileiro – que nada mais é que é a diferença entre os juros cobrados pelos bancos na concessão de empréstimos e o montante pago pelas instituições financeiras na captação de recursos, por meio de investimentos – é um dos mais altos do mundo, e impactam diretamente no valor dos empréstimos, que acabam se tornando elevadíssimos para o consumidor.

Em pauta no Banco Central

A adoção de medidas e possíveis novas regras para o cheque especial também estão sendo discutidas pelo Banco Central, de acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Após a divulgação da nota da Febraban, Meirelles disse que “a queda dos juros do cheque especial é importante” e informou que o Banco Central está estudando o assunto – embora ainda não haja, segundo ele, “nenhuma medida específica já definida”.

No início da semana, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou ao jornal “O Estado de S.Paulo” que os bancos que atuam no país se comprometeram em adotar novas regras para o cheque especial que possam resultar na queda dos juros cobrados pelas instituições.

Uma das maiores taxas do mundo

O cheque especial é um velho conhecido do brasileiro, e uma das linhas de crédito mais comuns entre consumidores. Os juros cobrados no país pela linha de crédito, no entanto, são um dos mais caros do mundo – e pesam no bolso de quem precisa recorrer ao empréstimo.

Em dezembro de 2017, de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), mesmo após acumular 13 quedas mensais seguidas, os juros do cheque especial no Brasil estavam em 295,48% ao ano. No mesmo período, os juros do rotativo no cartão de crédito chegavam a 321%.

Para se ter uma ideia, uma pessoa que tome R$ 1.000,00 nesta modalidade de empréstimo poderá ter de pagar R$ 3.295,48 ao final de 12 meses caso não quite a operação realizada. Além de necessária, uma mudança que diminua, de fato, o altíssimo custo do cheque especial para o tomador será, sem dúvidas, muito bem recebida pelos consumidores brasileiros.

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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