Quem nunca sonhou com uma carreira de artista, que realiza dezenas de shows pelo Brasil, com agenda cheia, a carreira sólida e muitas benesses deste tipo de vida? Com certeza, muitos que ingressam na carreira musical almejam receber um bom cachê, ser reconhecido e valorizado pelo seu trabalho.

O trabalho como músico, assim como qualquer outro trabalho autônomo, exige cuidados. Todo planejamento é bem vindo e a preocupação com a formação e a constante atualização são, com certeza, fatores que ajudam no sucesso dessa empreitada.

Mas, será que é mesmo necessário saber de finanças e planejamento financeiro para este tipo de profissão? Continue a leitura e entenda por que vale a pena focar em finanças para músicos e aprender a gerenciar e a ganhar mais dinheiro nesta profissão, pensando também no futuro.

A carreira de músico e os rendimentos

É sabido que no Brasil a carreira de músico está subvalorizada, não é difícil encontrarmos diversos talentos que desistiram da música e outros tantos talentos que vivem ainda marginalizados e que se apresentam apenas para pequenos públicos, e outros que alcançam sucesso, mas não se mantém, pois a mídia é dinâmica e se manter no topo das paradas é tarefa difícil nos tempos atuais.

Para muitos jovens no início da carreira, cursando Conservatórios e Faculdades de Música, o sucesso no trabalho sugere depender apenas do esforço, de treinos diários e do tempo decorrente destas. Mas somente esses fatores não garantem o sucesso, além de estar preparado para o mercado da música – quando a oportunidade aparecer – é preciso estabelecer uma boa rede de contatos desde o início dos estudos e estar ciente do fator financeiro durante toda a sua jornada.

Finanças para músicos: o planejamento financeiro

O planejamento financeiro na vida do músico ajuda a concretizar também o planejamento da carreira, pois ambos caminham juntos. A realização das metas depende muito do fator remuneratório, seja como instrumentista, produtor ou uma das tantas possibilidades de atuação.

Embora existam os músicos autodidatas – o STF não obriga o registro na Ordem dos Músicos do Brasil, recomenda-se o estudo, seja nível técnico ou superior, para o aprimoramento das suas capacidades e aumento das possibilidades de ascensão na carreira.

A média de remuneração do músico é R$85,00 por hora, mas como profissional autônomo, muitas vezes o músico se esquece de incluir no valor do cachê parte de seus gastos fixos e variáveis, como transporte, estacionamento e alimentação. Entram nesse cálculo outros valores pouco percebidos, como o custo de oportunidade – valor atribuído ao profissional que poderia estar recebendo o mesmo valor, ou maior, exercendo sua atividade em outro local -, e também os custos relacionados à sua própria formação, pois a remuneração pode depender da formação e da experiência do músico.

Finanças para músicos: a previdência e a reserva de emergência

Outro aspecto bastante importante de todo profissional autônomo está relacionado à previdência e à formação de uma reserva de emergência, para casos eventuais, como reparo dos instrumentos, manutenção do veículo, cancelamentos de shows sem cláusulas rescisórias e até para casos pessoais como gastos médicos e imprevistos diversos.

A recomendação neste caso é que sempre se gaste menos do que ganha e reserve uma parte do cachê para a formação da reserva de emergência – até que forme algo em torno de 3 a 6 meses de remuneração -, e outra parte para a aposentadoria – algo em torno de 15% a 20% da remuneração.

Ao formar a reserva de emergência, o ideal é continuar poupando para investir. Ao adquirir o hábito de reservar uma parte dos ganhos para este fim, torna-se muito mais fácil o planejamento a médio e longo prazo, como a realização de turnês e adquirir novos equipamentos, tudo com bastante tranquilidade.

Finanças para músicos: os investimentos

A dica é dedicar uma parte do tempo para procurar investimentos que fazem sentido com seus objetivos de curto, médio e longo prazo, e atribuir a liquidez necessária para cada plano e adquirir conhecimento sobre o tripé dos investimentos: Segurança/risco, liquidez e rentabilidade. O investimento financeiro também permite o investimento em formação, pois quanto mais bem preparado o profissional estiver, mais chances ele tem de tornar a sua carreira rentável.

A internet é fonte de conhecimento musical e também financeiro, o profissional da música deve procurar estar informado, para que em um futuro próximo não seja pego de surpresa e tenha que interromper seus sonhos por falta de planejamento.

Conhece algum profissional da música que pode se interessar por este tema sobre finanças para músicos? Então compartilhe com ele este artigo e ajude-o a ter um planejamento e uma vida financeira muito mais tranquila!

 

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Autor

Mario Jorge Bandeira

Músico Baterista, Administrador Público e Contador. Organizador do BatucAçu – Orquestra de Baterias. Apaixonado por finanças pessoais. Acredita que o conhecimento é a única forma de escapar de pegadinhas.

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