Ao planejar o investimento em ETFs espelhados a indicadores de criptomoedas é comum ter dúvidas na hora de escolher o HASH11 ou QBTC11. Nesse sentido, é fundamental conhecer os detalhes dos fundos de índice para tomar a decisão mais adequada para o seu portfólio.

Esses são os dois primeiros ETFs de exposição a criptomoedas do Brasil — e também da América Latina. Com a ampla valorização das moedas digitais nos últimos anos, são fundos que podem ser atrativos para quem se interessa por esse mercado na hora de compor a carteira de investimentos. Mas, será que estão alinhados à sua estratégia?

Neste post você entenderá mais sobre os dois ETFs, suas principais características e aspectos a considerar para saber se faz sentido ter no portfólio. Continue lendo e saiba escolher entre HASH11 ou QBTC11!

Vamos lá?

O que é um ETF?

Em primeiro lugar, vale a pena entender mais sobre esses veículos de investimento. O ETF ou exchange traded fund é conhecido no Brasil como fundo de índice. Isso porque ele tem o objetivo de replicar a performance de um índice no mercado, montando a carteira de acordo com o indicador.

Como os demais fundos de investimento, trata-se de uma modalidade coletiva que conta com um gestor profissional para realizar as compras e vendas de ativos. Com a aquisição de cotas, os investidores passam a ter o direito de participação nos resultados do ETF.

A gestão do ETF é passiva. Ou seja, o gestor efetua o investimento nos mesmos ativos financeiros da carteira teórica do indicador, utilizando critérios iguais. Assim, seu desempenho será semelhante ao do índice selecionado, pois o intuito não é superar o benchmark.

Os ETFs são negociados na bolsa de valores e são bastante variados. É possível encontrar veículos que focam na renda fixa ou na renda variável, por exemplo. E você pode acessar mercados diversos — como ações brasileiras, ativos internacionais, criptomoedas etc.

O que é o HASH11?

O HASH11, ou Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice, é o primeiro ETF de criptoativos do Brasil aprovado pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Ele foi criado em março de 2021 pela gestora Hashdex e tem por objetivo replicar o Nasdaq Crypto Index.

Sua composição incluía, em agosto de 2021 as criptomoedas bitcoin, ethereum, litecoin, chainlink, bictoin cash e stellar lumens. Além disso, em junho de 2021 foram adicionadas as criptomoedas filecoin e uniswap.

Os percentuais de cada uma delas são variados — e recalculados trimestralmente pelo índice. Sempre que há uma mudança, o gestor do ETF deve replicá-la no fundo.

O investimento desse ETF negociado no Brasil se dá a partir da aquisição de cotas de outro ETF — o Hashdex Nasdaq Crypto Index ETF, negociado no exterior. É ele quem oferece acesso às mais diversas moedas que compõem o indicador.

Como ele funciona?

Uma das principais características do ETF HASH11 é a simplicidade, pois a compra das cotas pode ser realizada através do home broker do banco de investimentos. Assim, o investidor se expõe, em uma mesma cota, às variadas criptomoedas que formam seu portfólio.

Com fiscalização da CVM, o investidor tem mais segurança em relação ao armazenamento dos ativos em custódia institucional. É preciso, no entanto, considerar os riscos da oscilação no preço das criptomoedas e os custos específicos dos ETFs, como a remuneração do gestor.

Em relação aos ganhos, o investidor do HASH11 é remunerado pela valorização da cota. Assim, se as moedas aumentam o preço, a cotação do ETF se eleva. Por outro lado, pode haver prejuízo em caso de venda durante a queda dos preços da cota.

Para quem o HASH11 pode ser indicado?

Os riscos de um ETF de criptomoedas tornam o fundo mais adequado para investidores de perfil moderado ou arrojado. Trata-se de pessoas com maior abertura aos riscos e às oscilações constantes dos ativos de renda variável.
As moedas, inclusive, estão entre os ativos mais voláteis do mercado — principalmente criptomoedas, que são descentralizadas. Assim, é provável que os investidores conservadores não se interessem pelo ETF HASH11 — especialmente pelo maior risco de prejuízo.

O que é o QBTC11 e como ele funciona?

O QBTC11 ou QR CME Bitcoin é também um ETF de criptomoedas, mas concentrado especificamente no bitcoin. Sua estreia na B3 ocorreu em 23 de junho de 2021, tendo como gestora a QR Asset Management.

Como ele funciona?

Ele é o primeiro ETF da América Latina 100% voltado para o bitcoin, tendo o objetivo de replicar o preço médio da moeda. O índice usado para isso é o CME CF Bitcoin Reference Rate — dos contratos futuros de bitcoin da Chicago Mercantile Exchange, a principal bolsa de derivativos do mundo.

A oferta do fundo teve coordenação da Easynvest by Nubank, em conjunto com BTG Pactual, Órama, Vitreo, Modal Mais e Inter, tendo a Vórtx como administradora da emissão. Como o HASH11, ele é negociado na bolsa brasileira e tem aprovação da CVM.

Para quem o QBTC11 pode ser indicado?

Assim como o HASH11, o QBTC11 tem riscos elevados e podem ser mais alinhados às estratégias de investidores com abertura ao alto risco. Contudo, vale reforçar que esse ETF tem exposição apenas ao bitcoin.

O que é melhor: HASH11 ou QBTC11?

Agora você conhece duas opções para quem tem interesse em se expor a criptomoedas. É importante saber que elas não são regulamentadas no Brasil.

Por isso, o investimento direto é mais arriscado e apresenta riscos de fraude. Assim, investir por meio de fundos, como os ETF, oferece mais segurança institucional.

Mas, afinal, qual escolher: HASH11 ou QBTC11? A decisão depende do seu perfil e, principalmente, seus objetivos.

Como foi possível ver, a diferença mais significativa entre eles está na composição do portfólio. Enquanto o QBTC11 se concentra 100% no bitcoin, o HASH11 se divide entre outros criptoativos — apesar de destinar um percentual maior para o bitcoin.

Assim, a escolha depende da sua avaliação em relação aos ativos. Seu interesse é focar na principal criptomoeda ou diversificar em diferentes alternativas? A diversificação pode oferecer maior manejo de risco, enquanto a concentração faz sentido para quem busca se expor apenas ao bitcoin.

Depois de saber que o mercado financeiro apresenta possibilidades diversas para investimento em criptomoedas, você pode avaliar se o HASH11 ou o QBTC11 fazem sentido para sua carteira. Não deixe de considerar sua tolerância aos riscos e suas metas pessoais na decisão.

Se você gostou deste post, que tal compartilhar em suas redes sociais? Desse modo, pode ajudar mais pessoas a entender sobre os ETFs de criptomoedas!

Autor

Equipe André Bona

O Portal André Bona é um site de educação financeira independente, que tem como missão auxiliar pessoas e famílias a melhor compreender o mercado financeiro e seus produtos. Assine nossa newsletter!

Posts relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *