O segmento de energia elétrica oferece diversas oportunidades quanto ao investimento em ações na B3, a bolsa de valores brasileira. Como forma de indicar quais são os ativos mais representativos, foi criado o IEE.

Esse é um índice de mercado que pode orientar a tomada de decisão e também a sua gestão de investimentos, servindo de benchmark. Para compreender os dados que ele apresenta, vale a pena entender como o índice funciona.

Quer conhecer o IEE e o que ele representa? Continue a leitura e conheça esse indicador!

O que é o IEE?

O IEE ou IEEX é o Índice de Energia Elétrica da bolsa de valores brasileira. Ele faz parte do mercado de ações e é composto pelos ativos mais relevantes que atuam nesse segmento da economia. O índice foi lançado em 1996 e foi o primeiro indicador setorial da bolsa do Brasil.

Qual o objetivo desse índice?

O principal objetivo do IEE é apresentar o desempenho médio dos ativos mais negociados e representativos do setor de energia elétrica. Portanto, é uma forma de compreender a performance geral desse segmento.

Qual é a composição do IEE?

Para formar seu portfólio teórico, o IEE tem uma metodologia que determina tanto os ativos que devem fazer parte, como as características referentes à manutenção do indicador.

A seguir, confira quais são os principais aspectos e entenda a composição do indicador!

Critérios de inclusão e exclusão

O IEE estipula critérios de inclusão e de exclusão no portfólio para a formação da carteira teórica. Para fazer parte do indicador, um ativo deve:

  • ter, no mínimo, 0,01% de participação financeira no mercado à vista no período das últimas 3 carteiras;
  • participar de, ao menos, 80% dos pregões no período de vigência das últimas 3 carteiras;
  • ter tido, no mínimo, 2 negócios por dia em 80% ou mais dos pregões;
  • ter preço de negociação superior a R$ 1,00, não sendo penny stock;
  • fazer parte do setor de energia elétrica.

Convém saber que participa desse índice apenas o ativo da empresa que tiver mais liquidez. É diferente dos indicadores que contam tanto com ações ordinárias (ON) quanto com ações preferenciais (PN) da mesma empresa.

Também não podem participar do índice:

  • certificados de depósito em valores mobiliários (BDRs);
  • empresas em recuperação judicial ou extrajudicial ou em regime especial de administração ou listagem.

Tipo de índice

O IEE é um índice de retorno total, como acontece com outros indicadores do mercado financeiro brasileiro. Logo, sua composição considera tanto o preço dos ativos quanto os valores pagos em proventos, como dividendos.

Ponderação

Uma das características mais importantes do IEE é o nível de participação de cada empresa. No início do período de vigência de uma carteira, todos os ativos têm peso igual. É um método conhecido como equal value weighted.

Contudo, ao longo do período de vigência da carteira, a participação de cada ativo varia com a evolução dos preços. Portanto, ao final da vigência, pode acontecer de os ativos apresentarem pesos relativos distintos.

Rebalanceamento

A vigência da carteira teórica desse índice também está relacionada ao período de rebalanceamento. Na prática, ele acontece a cada 4 meses e se baseia nos critérios de inclusão e exclusão. Com isso, ativos podem compor ou deixar o portfólio.

Nesse momento em que ocorre o rebalanceamento, também acontece a equiparação de peso de todos os ativos. Como referência, em outubro de 2021 a carteira era composta por 18 ativos.

Entre eles, estavam:

  • Eletrobras (ELET3);
  • Cesp (CESP6);
  • Copel (CPEL36);
  • Taesa (TAEE11) e outros.

Para que serve esse índice?

Como não é possível investir de modo direto em um indicador, você não pode investir no IEE. Porém, ele pode servir para orientar a sua estratégia de investimentos, caso tenha interesse no setor de energia. Afinal, a carteira teórica reúne os ativos mais representativos.

O índice também pode servir como benchmark. Imagine que você criou a própria carteira de ações voltada para o setor de energia elétrica. É possível comparar o desempenho dela com o IEE. Desse modo, você saberá se sua performance fica abaixo, acima ou na média geral do mercado.

Quando vale a pena seguir o IEE?

Muitos investidores utilizam o índice como referência para realizar investimentos no setor de interesse. Se você quer incluir ações de energia na carteira, pode valer a pena seguir o IEE. Uma das vantagens é que empresas de energia elétrica podem ser boas pagadoras de dividendos.

Normalmente, isso acontece porque as companhias não costumam apresentar uma necessidade tão grande de reinvestimento em estrutura. Como consequência, a distribuição de proventos tende a ser favorecida.

Além disso, pode ser interessante acompanhar o IEE para conhecer as mudanças no setor de energia elétrica na bolsa de valores brasileira. Porém, isso não é uma indicação de investimentos. A escolha é pessoal e depende do seu perfil de investidor, dos seus objetivos financeiros e da sua estratégia.

Como investir para acompanhar o IEE?

Como não é possível investir em um índice, muitas pessoas recorrem ao ETF (exchange traded funds) para acessar as oportunidades. Esse é o chamado fundo de índice, que funciona com base em replicar a carteira teórica de um indicador.

Contudo, até outubro de 2021 a B3 não contava com qualquer ETF que fosse ligado ao Índice de Energia Elétrica. Portanto, essa não era uma possibilidade. Se quiser investir na mesma carteira do índice, pode ser interessante comprar as ações de modo individual.

Como você viu, o IEE é um indicador voltado para o setor elétrico e é composto por ativos da bolsa de valores brasileira. Se quiser investir de maneira alinhada a essa carteira teórica, considere seu perfil e seus objetivos para fazer escolhas condizentes.

Gostou dessas informações? Aproveite para aprofundar seus conhecimentos sobre investimento na bolsa e saiba o que é o fundo de índice!

Autor

Equipe André Bona

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