Para muitas pessoas, quando se fala em economizar dinheiro, a poupança é a primeira opção lembrada. Afinal, ela é bastante tradicional e oferece rendimentos. Mas você já pensou, por exemplo, em quanto rende 50 mil reais na poupança?

Ao avaliar essa questão, fica mais fácil entender como funciona essa alternativa e o potencial de retorno. Desse modo, você terá a chance de fazer comparativos com outras possibilidades de investimento para encontrar a opção ideal para as suas necessidades.

Se você também tem essa dúvida, continue a leitura deste artigo. Nele, você aprenderá quanto rende 50 mil na poupança e como funciona a rentabilidade dessa aplicação.

Vamos lá?

O que é a poupança?

A caderneta de poupança é um investimento de renda fixa, que tem suas regras definidas por lei. A sua criação aconteceu em 1961 com o objetivo de atrair capital para os bancos. Por isso, ela faz parte dos serviços bancários ofertados pelas instituições.

Além disso, quem mantém o dinheiro na conta recebe uma remuneração mensal, seguindo a rentabilidade definida na legislação.

Como ela funciona?

O funcionamento da poupança é semelhante a uma conta corrente. Com ela, é possível fazer diversas transações, como retiradas, depósitos, pagamentos, transferências, entre outras a qualquer momento. No entanto, a diferença principal é que os valores depositados recebem rendimentos.

Esse pagamento é feito mensalmente, conforme a data de aniversário da poupança — considerando o dia do depósito. Porém, a poupança também pode trazer vantagens, como a isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos.

Esse também é considerado um investimento seguro porque conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Dessa maneira, se o banco onde está a poupança entrar em falência, por exemplo, o FGC garante o pagamento até 250 mil reais ao investidor.

A cobertura é válida por CPF ou CNPJ e por instituição financeira, com um limite global de 1 milhão de reais que se renova a cada 4 anos.

Qual é o rendimento da poupança?

Após saber como funciona a poupança, é hora de conhecer o seu rendimento. Existem duas regras aplicadas, que variam conforme a taxa Selic. Funciona assim:

  • se a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 0,5% ao mês somado à TR (Taxa Referencial);
  • se a Selic está igual ou abaixo de 8,5%, a poupança remunera em 70% da taxa Selic + a TR.

Porém, vale destacar que a TR está zerada desde o final de 2017. Isso significa que, desde então, o rendimento da poupança está vinculado somente à Selic.

Afinal, quanto rende 50 mil na poupança?

Como o rendimento da poupança varia, o rendimento dependerá da taxa Selic. Então considere a taxa em agosto de 2021, equivalente a 5,25% ao ano, e imagine um cenário no qual ela se mantivesse estável por 12 meses. Nesse caso, a regra aplicada seria de 70% da Selic. Logo, o retorno seria de 3,675% ao ano.

Considerando o aporte de 50 mil, o rendimento total (desconsiderando os juros compostos), seria de 1.837,50 reais. Por outro lado, usando a regra de rendimento de 0,5% ao mês, em um outro cenário — com a Selic acima de 8,5% ao ano, o total de retorno seria de 3 mil reais.

Em um primeiro momento, ambos podem parecer atrativos. No entanto, deve-se considerar que a poupança pode não superar a taxa de inflação do país. Isso faz com que o investidor perca o poder de compra, sem que tenha um retorno real do seu aporte.

Por exemplo, em agosto de 2020, a Selic chegou a 2% ao ano. Sendo assim, o rendimento da poupança era de 1,4% ao ano. No mesmo ano, a inflação fechou em 4,52% ao ano, fazendo com que a remuneração da caderneta não acompanhasse o desempenho do aumento dos preços no país.

Quais são as alternativas de investimentos?

Como você viu, embora a caderneta de poupança seja um investimento seguro, nem sempre o retorno é atrativo. Porém, existem outras alternativas que podem ser interessantes, incluindo opções com maior rentabilidade, alta liquidez e baixo risco.

Conheça as principais!

Títulos do Tesouro Nacional

Se a intenção é ter um investimento seguro, os títulos do Tesouro Nacional podem ser adequados. Isso porque eles são garantidos pelo Governo Federal. Desse modo, o investidor que investe em um título público se torna um credor do Estado, recebendo os juros acordados.

Existem 3 tipos de títulos federais. São eles:

  • Tesouro Selic: o rendimento é atrelado à taxa Selic;
  • Tesouro Prefixado: o retorno é determinado em um percentual fixo;
  • Tesouro IPCA +: atrelado ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais um percentual fixo;

Entre as vantagens está a liquidez diária, que permite o resgate a qualquer momento, pois o Governo garante a recompra. Porém, no prefixado e no IPCA+ há exposição à marcação a mercado, o que pode gerar perdas em caso de resgate antes do vencimento.

CDB

O CDB (certificado de depósito bancário) é um título de renda fixa emitido por instituições bancárias. Ele funciona como um tipo de empréstimo ao banco, que paga os juros ao investidor. Essa remuneração pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

No caso dos títulos pós-fixados, é bastante comum que a remuneração seja atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — uma taxa que costuma ser próxima à Selic.

Em relação à liquidez e prazo, as regras variam conforme o título — há, inclusive, alternativas com liquidez diária. Além disso, o CDB tem cobertura do FGC.

LCI e LCA

A LCI (letra de crédito imobiliário) e a LCA (letra de crédito do agronegócio) são títulos de renda fixa similares ao CDB. A diferença é que são voltadas para financiar os setores imobiliário e do agronegócio.

Esses títulos contam com rentabilidades prefixadas, pós-fixadas e híbridas. Ainda, apresentam diferentes prazos de vencimento, mas a liquidez tende a ser menor. Entre as vantagens estão a cobertura pelo FGC e a isenção de IR.

Ações

As ações são ativos da renda variável negociadas na bolsa de valores, então não é possível prever o retorno. Inclusive, há riscos de perdas financeiras, pois há maior exposição às oscilações e à volatilidade do mercado.

No entanto, ela também tem um potencial de retorno que supera os investimentos de renda fixa, especialmente no longo prazo. Assim, se o seu perfil e objetivos estiverem alinhados à alternativa, podem compor o seu portfólio.

Por que diversificar os investimentos?

Após conhecer outras alternativas de investimentos, saiba que você não precisa alocar os seus recursos em apenas uma opção. Você pode montar uma carteira diversificada, contando com investimentos variados para trazer mais equilíbrio para a relação entre risco e retorno.

Com essa estratégia, o seu patrimônio não fica atrelado a apenas uma opção. Assim, diante de um movimento que prejudique o desempenho de um ativo, por exemplo, outros podem ajudar a compensar esse resultado. Isso permite diluir riscos e aumentar a capacidade de rendimento.

Agora que você sabe quanto rende 50 mil na poupança, avalie se a opção está alinhada às suas necessidades. Lembre-se de que, apesar de ser segura, ela tende a apresentar uma rentabilidade limitada. Logo, vale a pena considerar outros investimentos para compor uma carteira mais sólida.

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Autor

Equipe André Bona

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