Tudo bem?

É um senso comum que qualquer um está sujeito a imprevistos. Seja com um problema de saúde, um dano material ou a perda de um negócio, ninguém sabe a hora que vai precisar de um dinheiro extra. Daí é que vem aquela conhecida frase: “É melhor prevenir do que remediar”.

Para não ficar dependendo de empréstimos bancários, de familiares ou pessoas alheias — e nem passar por apertos e transtornos emocionais —, o ideal é que você monte uma reserva de emergência. Ela pode ser a sua melhor solução frente a um imprevisto e uma boa maneira de construir um patrimônio financeiro.

Quer descobrir a importância de uma reserva e como montá-la? Acompanhe nosso post abaixo!

Por que montar uma reserva de emergência?

São poucas as famílias em nosso país que conseguem juntar dinheiro na poupança no final do mês. A grande maioria acaba comprometendo toda a renda ou gastando o que resta com objetos de satisfação pessoal e imediata.

É muito comum que o brasileiro pense que recorrer aos bancos e assumir dívidas é um comportamento normal e esperado. E é exatamente por isso que os bancos brasileiros estão entre os mais rentáveis do mundo.

Não se deixe enganar por essa falsa ajuda — que vem acompanhada de altas taxas de juros — das instituições financeiras. Recorrer ao uso do cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos consignados pode deixar você em dívida por muito tempo.

Imagine uma situação hipotética, onde você ou algum membro da sua família descobre que sofre de uma doença rara e existe um país bem desenvolvido que oferece o tratamento da doença, obviamente não de graça. Os custos totais para o tratamento seriam algo em torno de R$ 150 mil reais.

Quanto antes você ou seu parente chegarem à instituição estrangeira, menos sofrerão com as sequelas da doença. Você pode ser a pessoa com a reserva financeira a ajudar a retardar os efeitos desta patologia. A sua reserva pode literalmente salvar vidas.

Por mais que essa seja uma situação extrema, não há evidências que neguem a importância de uma reserva de emergência.

Como montar a reserva

O aconselhável é que a sua reserva de emergência consiga cobrir e manter o seu padrão de vida por aproximadamente 3 a 6 meses. O ideal mesmo é que ela consiga dar a você a tranquilidade de um ano.

Para calcular as suas despesas, faça uma soma dos gastos fixos e variáveis que você tem todos os meses. Aí entram aluguel, condomínio, luz, água, telefone, internet e outros. Também inclua uma média das despesas variáveis, como alimentação, farmácia, transporte e cartão de crédito.

Por exemplo, se você tem uma despesa mensal de R$ 2 mil reais por mês, sua reserva de seis meses deve ser de R$ 12 mil reais. No mais otimista dos casos, o legal é que você consiga juntar R$ 24 mil.

Há também a opção de fazer a sua reserva baseada em seu salário ou pró-labore. Para isso, basta que você pegue o valor total e multiplique pela quantidade de meses que julga necessária para a reserva. Mas atenção: nesse caso, é imprescindível que você sempre gaste menos do que ganha, ok?

Sendo assim, pode ser que você demore um pouco mais para juntar essa quantia, mas o valor total será maior do que uma reserva construída com base nas suas despesas.

Onde investir o dinheiro guardado

No caso de uma reserva, o mais indicado é que você procure por investimentos com baixo risco e maior liquidez. Ou seja, que permitam que você tenha uma maior facilidade e velocidade de resgatar o dinheiro investido.

Para este propósito específico, investir em imóveis não é a melhor opção. Isso porque você teria que vendê-lo com certa pressa, o que pode fazer com que você se sinta obrigado a aceitar uma oferta mais baixa. Você pode obter o dinheiro que precisa, mas também pode acabar não recuperando o valor que investiu.

Moedas estrangeiras, como o euro e o dólar, também acabam não sendo uma alternativa aconselhável, devido a sua volatilidade. Se você vier a precisar do dinheiro quando elas operarem em baixa, sofrerá perdas.

Você pode considerar outros investimentos para aplicar o seu fundo para emergências, como em CDB, LCA e LCI com liquidez diária,  além de fundos de investimento DI e fundos de renda fixa.

O mais importante é você ter uma carteira de investimentos bem diversificada, podendo contar com as diferentes formas de aplicação para distintas necessidades. Mesmo que algumas delas ofereçam uma rentabilidade menor.

Por exemplo, investimentos como alguns CDBs e fundos DI permitem que você resgate o dinheiro no mesmo dia que solicitou. Já outras aplicações podem demorar um dia útil ou dois para que o dinheiro caia em sua conta. Esses são os tipos de aplicações que devem compor a reserva de emergência.

Emergências x desejos

Muita gente acaba comprometendo suas reservas por se sabotarem e confundirem desejos imediatos com situações de emergência. É necessário que você saiba diferenciar o desejo de consumo e a necessidade de consumo. Além do mais, em determinados investimentos, você pode acabar perdendo dinheiro ao solicitar uma retirada antes do prazo.

Por exemplo: você não precisa trocar o seu carro de dois anos atrás pelo novo modelo lançado pela montadora. Você realmente precisa usar a sua reserva se seu carro for roubado ou em outra situação do tipo.

Situações de emergência são consideradas aquelas que envolvem doenças, viagens de última hora e acidentes de trânsito, por exemplo. Mas para algumas dessas situações, como a última citada, é aconselhável que você já tenha outra forma de prevenção, como um seguro de carro, por exemplo.

A construção de uma reserva de emergência é a melhor maneira de estar preparado para imprevistos. Ao mesmo tempo em que garante uma proteção para toda a sua família, você desenvolve um perfil conservador e investidor. Quanto maior for a sua reserva financeira, maior será a sua tranquilidade e menores serão as chances de você precisar recorrer a terceiros em casos de imprevistos.

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Um grande abraço!

André Bona

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Andrea L A    

    Andre boa noite.

    Onde acumular renda do zero? Na poupança ou na renda fixa programada?

    Muito grata.

    1. Marluzio    

      Andrea, boa tarde. Estou iniciando nesse mundo de investimentos, mas sua pergunta vem de frente com o que estou fazendo no momento: começar do zero! De tudo que li entendo que se quiser acumular mas com a ideia de que a qualquer momento possa precisar retirar, investir no Tesouro Selic(LFT) é o melhor(se não me engano só tem que esperar 30 dias depois da compra do papel pra você vender sem ter prejuízo). Mas se você pensa em meio/longo prazo, ai já pode ir para LTN e NTN-B.

      Andre, sobre montar a carteira para emergência, no meu caso que não tenho no minimo R$5000 para investir num CDB, LCA e LCI, o ideal seria investir na LFT, e quando tivesse um montante necessário, migrar para CDB, LCA ou LCI ?

      Desde ja, Obrigado.

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