Existem diferentes maneiras de investir em ações na bolsa de valores. Por causa disso, também há diversas estratégias ou teorias que baseiam investidores e especuladores no mercado financeiro. Você conhece todas elas?

A Teoria de Dow é uma das ferramentas que merecem ser conhecidas por quem pretende realizar operações na renda variável — principalmente se o foco estiver no curto prazo. Confira as informações que reunimos sobre o assunto e veja como aplicar a Teoria de Dow!

O que é Teoria de Dow?

A Teoria de Dow tem esse nome porque foi desenvolvida por Charles Dow, uma grande personalidade americana — que criou o Índice Dow Jones e fundou o jornal de finanças Wall Street Journal.

Dow realizava análises técnicas das ações da bolsa de valores para publicar em seu jornal. Os artigos escritos por ele acabaram por se tornar conteúdos muito relevantes sobre a estrutura e o funcionamento do mercado financeiro.

O foco de Charles Dow era discutir o comportamento dos preços dos ativos. Depois de sua morte, o trabalho foi continuado por William Hamilton e, posteriormente, organizado por Robert Rhea. Robert foi o responsável por publicar um livro específico sobre a Teoria de Dow.

Mas, afinal, do que se trata a teoria? É um estudo de análise técnica das ações. O principal objetivo é identificar os movimentos da bolsa e ajudar o investidor a perceber tendências de alta ou queda nos preços.

A proposta de como aplicar a Teoria de Dow se baseia em informações gráficas e é a maneira mais tradicional de realizar a análise técnica de ações. Por isso, é muito utilizada por especuladores que buscam obter lucro com a oscilação nas negociações da bolsa de valores no curto prazo.

O que ela ensina?

O princípio central da Teoria de Dow é que as variações no preço dos ativos indicam as tendências do mercado. Ou seja, analisando o movimento histórico de determinado ativo por meio de gráficos é possível tentar prever as movimentações.

Trata-se de uma análise complexa. Para isso, Dow instituiu seis regras básicas. Confira quais são!

1. A compensação do mercado

A análise proposta por Dow foca na movimentação dos preços, e não nas características das empresas ou da economia de maneira geral. E a explicação para isso está na ideia de que o mercado compensa tudo o que acontece.

Isto é, o preço dos ativos se movimenta no curto prazo de acordo com todas as informações relevantes sobre as empresas, a economia nacional e internacional, etc. A teoria utiliza o conceito de mercado eficiente para afirmar que ele se ajusta aos acontecimentos importantes.

2. As três tendências

O segundo fundamento da Teoria de Dow diz respeito às tendências que ele percebeu nas suas análises. São três: as primárias, secundárias e terciárias. Elas estão relacionadas à magnitude dos movimentos e foram comparadas com o mar.

As tendências primárias indicam movimentos duradouros de subida ou descida — podem durar meses ou anos e são comparadas com as marés. Enquanto isso as tendências secundárias seriam as ondas e apontam para momentos de equilíbrio e correção da alta ou baixa.

As tendências secundárias costumam dura de três semanas até alguns meses. Por sua vez, as tendências terciárias se comportam como marolas, pequenas variações curtas dentro de um período de relativo equilíbrio.

3. As subfases das tendências primárias

Mais uma ideia importante lançada por Dow é que as tendências primárias se organizam em três subfases: a de acumulação, a de participação pública e a de distribuição.

A fase de acumulação acontece quando há uma tendência de baixa no mercado, logo após um movimento de alta. É comum que muitos investidores deixem sua posição por conta do pessimismo do mercado, mas a análise mostra oportunidades de compra para especuladores.

Na fase de participação pública, é possível perceber um movimento do mercado percebendo a tendência de alta. Assim, mais investidores realizam compras e os preços começam a subir, levando a uma recuperação da bolsa.

Por fim, a fase de distribuição é aquela em que o mercado está em alta e há maiores investimentos entrando. Para os especuladores, é o momento de se desfazer da posição e obter lucro com a venda das ações.

4. A confirmação dos índices

Nem sempre é simples perceber corretamente as tendências do mercado. Por isso, uma das regras da Teoria de Dow é que uma tendência só se constitui quando os índices a confirmam.

Ou seja, os índices da bolsa devem indicar o mesmo movimento.

5. A relação entre volume e tendência

Para Dow, o volume de negociações na bolsa de valores precisa acompanhar as tendências que estão sendo percebidas. Isto é, variações de alta estão relacionadas não só ao aumento dos preços, mas também ao maior volume — e o oposto acontece nas baixas.

6. A persistência

A última regra da Teoria de Dow afirma que uma tendência se mantém pelo tempo em que não existam sinais de inversão dela.

Por meio da análise gráfica os investidores conseguem observar a existência ou não de indicadores de movimentos contrários.

Para que serve a Teoria de Dow?

Como você viu, a Teoria de Dow traz uma séria de princípios para guiar especuladores na utilização da análise gráfica de ações. Portanto, ela serve para ajudá-los a entender o mercado e perceber tendências para aproveitar as oportunidades de compra ou venda.

Saber como aplicar a Teoria de Dow na análise técnica proporciona o desenvolvimento de uma estratégia. Com isso, quem pratica operações de trade na bolsa de valores pode sentir mais segurança em relação ao momento de entrar ou se desfazer de posições.

Mesmo tendo começado a ser desenvolvida na década de 1880, a teoria de Dow ainda é um dos conhecimentos mais utilizados na análise técnica. Então, com certeza os seis princípios dela são úteis na tomada de decisões de curto prazo no mercado financeiro.

Vale a pena conhecer os detalhes da análise gráfica para utilizar a teoria corretamente. Nesse sentido, é importante ter em mente que se trata de uma análise focada nas oscilações dos preços dos ativos no curto prazo.

Investidores que têm foco no longo prazo geralmente se utilizam de outras estratégias. Por exemplo, a análise fundamentalista, que avalia os fundamentos de empresas com objetivo de identificar tendências de crescimento no futuro.

Se você se interessa por aproveitar oportunidades de curto prazo, a análise técnica ou gráfica é o instrumento mais utilizado. Então, compreender os princípios que explicamos e saber como aplicar a Teoria de Dow lhe ajudará a utilizar corretamente os recursos e tomar suas decisões na bolsa.

Este conteúdo foi útil para o seu caso? Aproveite e saiba mais conferindo o post sobre tipos de gráficos na análise de ações!

Autor

Equipe André Bona

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