Adam Smith é, provavelmente, um dos economistas mais conhecidos da história – tanto que é difícil encontrar alguém que não o conheça. Apesar de ser do século XVIII, seus pensamentos tem influência até os dias de hoje.

Considerado o pai do liberalismo e da economia moderna, as teorias de Adam Smith são respeitadas e aceitas por muitos economistas da atualidade. Por isso, vale a pena saber mais sobre ele, certo?

Reserve alguns minutos e conheça um pouco sobre um dos filósofos e economistas mais importantes da história!

Quem foi Adam Smith?

Adam Smith foi um filósofo e economista britânico que nasceu na Escócia. No ramo da filosofia, foi um filósofo social influenciado pelas ideias do Iluminismo.

Durante sua vida, abordou temas como: divisão do trabalho, crescimento econômico, livre concorrência, moral, evolução social, dentre outras questões. Saiba mais sobre ele a seguir!

Um pouco da história de Adam Smith

Smith nasceu em uma pequena cidade portuária na Escócia, em 1723. Na sua região, não havia atividade industrial, apenas uma pequena indústria de alfinetes.

Adam Smith acaba tendo contato com essa fabrica e consegue observar a forma de organização do estabelecimento, passando a entender as novas formas de produção.

Mesmo perdendo o pai com meses de vida, conseguiu ter acesso a uma boa educação. Quando pequeno, estudou latim, história, matemática e escrita no Burgh School of Kirkcaldy, em sua cidade natal.

Com apenas 14 anos, ingressou na Universidade de Glasgow, no curso de Filosofia. Graduou-se em 1740, ano em que ganhou uma bolsa de estudos da Universidade de Oxford para estudar no Balliol College.

Dedicou-se muitos anos à vida acadêmica. Na Universidade de Glasgow, deu aulas de filosofia e retórica e foi nomeado professor da Cátedra de Lógica. Um ano depois, foi nomeado docente da Cátedra de Filosofia Moral. Em 1758, sete anos depois de começar a lecionar em Glasgow, se tornou o reitor da universidade.

Smith se tornou tutor do duque de Buccleuch e viajou pela França e Suíça entre 1763 e 1766. Nessa época, teve contato com grandes pensadores – sendo um deles, Voltaire.

Ele nunca se casou e há poucas informações sobre sua vida íntima e privada. No dia 17 de julho de 1790, o economista faleceu em Edimburgo.

Suas teorias deram origem a teoria econômica e seus livros são vistos como referência para economistas e filósofos até hoje no mundo inteiro. Além disso, é sempre mencionado na maioria das universidades ao redor do mundo em diversos cursos, como Direito, Filosofia, Economia, História, dentre outros.

O que Adam Smith defendia?

Adam Smith é considerado o precursor do liberalismo econômico. Confira suas principais ideias:

Natureza econômica

Smith alegava que a economia se move pelo interesse pessoal das pessoas. Por exemplo, um empregado não levanta todos os dias de manhã porque ama seu emprego, mas sim porque precisa do trabalho para viver.

Entretanto, com essa atitude, ele ajuda a sociedade e graças ao seu esforço, seus dependentes também são beneficiados. Ou seja, mesmo que não fosse intencional, o egoísmo das pessoas redunda ao bem comum.

A mão invisível

Esse é, talvez, um dos ideais mais conhecidos de Adam Smith – tornando-se uma das ideias econômicas mais famosas e o lema do liberalismo econômico. Smith utiliza essa metáfora para explicar que a “mão invisível”  leva seres humanos a preferirem produtos nacionais do que estrangeiros, por exemplo.

Outro exemplo que ele defendia era sobre o fato de os ricos não conseguem consumir toda a riqueza que possuem. Assim, mesmo quando utilizam seu dinheiro para interesses pessoais, seja comprando bens ou abrindo negócios, essa riqueza acaba sendo distribuída naturalmente pela mão invisível ao resto da população, atingindo um equilíbrio econômico.

A teoria da mão invisível aparece na sua primeira obra publicada: “A Teoria dos Sentimentos Morais”. Esse conceito será utilizado posteriormente para explicar as leis de mercado e as leis de oferta e demanda.

Divisão do trabalho

Smith defendia que o trabalho deveria ser feito em etapas para que todo trabalhador melhorasse seu empenho ao longo da produção.

Além disso, defendia que cada nação deveria produzir apenas alguns poucos produtos para vendê-los no mercado. Isso criaria mão-de-obra qualificada e um conhecimento difícil de ser superado por outros países.

Estado apenas para manter a segurança pública

No século XVIII vigorava o Mercantilismo, no qual havia forte intervenção estatal e entraves no comércio exterior. Nessa época, a riqueza de uma nação era medida pela quantidade de ouro e prata nos cofres.

Adam Smith discordava e alegava que a riqueza de uma nação está na habilidade de produzir bens. Para isso, os cidadãos devem ser capacitados e o Estado não deve intervir.

Ele defendia a propriedade privada, a não intervenção do Estado na economia e a liberdade contratual entre patrões e empregados. Assim, o papel do Estado deveria ser apenas de manter a segurança pública e a ordem e garantir o direito de propriedade privada e as liberdades individuais das pessoas.

Quais as principais obras de Adam Smith?

A primeira obra de Smith foi publicada em 1759, quando ainda estava na Universidade de Glasgow. Intitulada de “Teoria dos Sentimentos Morais”, o autor questiona por que consideramos certas atitudes como imorais e outras como moralmente corretas. Ele cita que a imparcialidade no julgamento das próprias ações e do comportamento alheio é um dos princípios básicos da consciência moral do indivíduo.

A obra mais famosa de Smith talvez seja “A Riqueza das Nações”. Nesse livro, Smith analisou os benefícios da divisão do trabalho, criticou o mercantilismo e os efeitos negativos das intervenções estatais.

O nome original desse livro é “Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações”.

Críticas a Adam Smith

Os princípios de Adam Smith são, até hoje, defendidos por diversos economistas. Entretanto, há quem discorde de seus ideais.

Há estudiosos que criticam e rebatem o princípio da “mão invisível”, como o economista Alfred Marshall. Ainda, há críticos que veem incoerência entre a postura do Adam Smith economista político e do Adam Smith filósofo moral. Isso porque sua obra econômica refutava as ideias morais ditas no seu primeiro livro.

Seja qual for o caso, Adam Smith é até hoje lembrado por suas teorias relacionadas ao liberalismo econômico e principalmente, por ideias como a mão invisível e a liberdade individual. Seu pensamento revolucionou a economia e, por esse motivo, deve ser considerado um dos nomes mais importantes para o pensamento econômico!

Gostou de aprender sobre Adam Smith? Confira agora a “briga” entre Keynes e Hayek e entenda o que esses dois economistas defendiam!

Autor

Equipe André Bona

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