O mercado financeiro oferece diversas oportunidades para quem deseja investir. Porém, é comum procurar dicas de investimento e outras informações para compreender melhor o funcionamento de cada alternativa.

Inclusive, esse é um cuidado importante para saber como guiar as suas decisões de investimentos para compor uma carteira que se alinhe às suas necessidades. Quer aprender mais sobre o tema?

Neste conteúdo, você aprenderá 4 dicas de investimento para iniciar a sua jornada no mercado financeiro. Confira!

Entenda melhor sobre como começar a investir

O primeiro passo para começar a investir é melhorar a sua educação financeira. Ela engloba conceitos relacionados à sua relação com o dinheiro, consumo consciente e o planejamento do orçamento.

Ainda, pode abranger os temas relacionados aos investimentos, ajudando a trilhar o seu caminho no mercado financeiro. Nesse momento, existem alguns passos essenciais que você precisa observar para auxiliar em suas escolhas.

Veja só:

  • entenda a diferença entre renda fixa e renda variável;
  • estabeleça objetivos de investimento a curto, médio e longo prazo;
  • observe a liquidez dos investimentos;
  • aprenda mais sobre as diferentes alternativas de investimentos;
  • pesquise sobre a diversificação de investimentos e suas vantagens;
  • monte uma reserva de emergência (e invista o valor);
  • seja paciente e disciplinado ao investir seu dinheiro;
  • acompanhe o desenvolvimento dos seus investimentos.

Além disso, é fundamental identificar o seu perfil de investidor. Ele se refere ao seu nível de tolerância aos riscos, podendo ser conservador, moderado ou arrojado. Com essas informações, você terá condições de avaliar as opções do mercado e tomar decisões mais acertadas.

Veja 4 dicas de investimentos para começar a investir hoje mesmo!

Agora que você já entendeu quais etapas podem ser seguidas ao investir, vale a pena conhecer algumas das principais alternativas para começar os seus aportes.

A seguir, veja 4 possibilidades de investimento para quem está iniciando no mercado financeiro!

1. Tesouro Selic

Para quem está começando a investir e, muitas vezes, saindo da poupança, pode ser interessante contar com o Tesouro Selic. Esse é um título público federal negociado na plataforma do Tesouro Direto.

Trata-se de uma aplicação com rendimentos pós-fixados que acompanham a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Assim, apesar de não ser possível ter certeza sobre o rendimento que será obtido, o investidor saberá qual será a lógica utilizada para calculá-lo.

Isso traz maior previsibilidade em relação ao aporte. Outro benefício trata da segurança dessa aplicação. Os títulos do Tesouro Direto são garantidos em sua integralidade pelo Tesouro Nacional, então são considerados os investimentos mais seguros do país.

Também vale saber que o Tesouro Selic tem liquidez diária, então permite resgate a qualquer momento, mesmo antes do vencimento. Já em relação à tributação, ele segue a tabela regressiva do Imposto de Renda (IR), com alíquotas que variam entre 22,5% e 15%, conforme o prazo de aplicação.

2. CDB

Outra possibilidade que pode ser interessante é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Ele é emitido por instituições financeiras visando arrecadar recursos para financiar seus projetos. Assim, é uma alternativa de renda fixa, funcionando como um tipo de empréstimo.

Em troca do recurso, o emissor oferecerá uma taxa de rentabilidade para o investidor. Ela pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. Aqui, é bastante comum encontrar opções que acompanhem o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é bastante próximo da Selic.

Sobre a liquidez, as regras variam conforme o título. Existem alternativas com liquidez diária, e outras com resgate apenas após o vencimento ou um período de carência. Já em relação à cobrança de IR, o CDB também segue a tabela regressiva.

Por fim, no que tange à segurança, ele tem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Assim, ele garante pagamentos limitados a R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, até o limite de R$ 1 milhão.

3. Fundos de renda fixa

Também é possível contar com fundos de investimentos focados na renda fixa. Nesse caso, são modalidades coletivas em que o investidor adquire cotas de participação para se expor aos resultados do veículo.

Os recursos alocados pelos investidores são administrados por um gestor profissional. É ele que se responsabilizará pelos aportes e resgates, seguindo a estratégia do fundo. Em troca, o investidor paga uma taxa de administração.

A alternativa pode ser vantajosa por permitir que o investidor se exponha a diversas aplicações por meio de um único aporte. Contudo, é preciso saber que os fundos podem ter diferentes estratégias.

Portanto, antes de investir, é necessário verificar qual é o foco dos investimentos e sua tolerância aos riscos. Observe, ainda, as regras sobre o resgate e outros detalhes sobre a gestão.

Essa modalidade também tem tributação do Imposto de Renda, seguindo tabelas regressivas que variam conforme o tipo de fundo. Se ele for de longo prazo, as alíquotas variam entre 22,5% e 15%. Se for de curto prazo, elas ficam entre 22,5% e 20%, sempre considerando o prazo médio dos títulos que compõem o portfólio.

4. ETF

Após conhecer as alternativas de renda fixa, vale conhecer a renda variável. Aqui, não há previsibilidade sobre os ganhos e os riscos são maiores, pois também há chances de perdas. Porém, o potencial de retorno é maior.

Uma das alternativas que podem ser utilizadas por quem deseja iniciar sua jornada na renda variável são os ETFs. Essa é a sigla para exchange traded fund (ETF), ou fundo de índice, em português. Esse é um tipo de fundo de investimento cuja estratégia é acompanhar um índice de mercado.

Para tanto, ele replica a carteira teórica do indicador, que pode ser de renda fixa ou de renda variável, nacional ou internacional. Por essas características, é possível encontrar alternativas para diferentes perfis e objetivos financeiros.

Nesses fundos de investimento, o Imposto de Renda (IR) pode ter duas regras diferentes. Se o ETF for de renda variável, a alíquota é de 15% sobre o ganho de capital na venda das cotas, ou de 20% em operações de day trade.

Porém, se for um ETF de renda fixa, a alíquota varia entre 25% e 15%, conforme o prazo médio de vencimento dos títulos que fazem parte do portfólio.

Agora que você aprendeu 4 dicas de investimento para começar a investir hoje mesmo, organize-se para colocá-las em prática. E lembre-se de que, ao montar a sua carteira, é essencial respeitar seu perfil de investidor, considerando seus objetivos financeiros e os aportes mensais que consegue fazer.

Gostou do conteúdo? Aproveite sua visita para saber mais sobre opções de investimento para iniciantes!

 

Autor

Equipe André Bona

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