A gigante do varejo online Amazon estaria negociando com a Azul Linhas Aéreas uma parceria para entrega de mercadorias no Brasil, de acordo com duas fontes ouvidas pela agência Reuters. A possibilidade de um acordo entre a varejista norte-americana e a companhia aérea brasileira animaram os investidores, fazendo as ações da Azul (AZUL4) avançarem na bolsa brasileira e na bolsa de Nova York, nos EUA.

O acordo entre a varejista e a aérea permitiria à Amazon distribuir com mais facilidade seus produtos em território brasileiro diretamente aos consumidores – sem necessidade de intermediários, superando desafios importantes de logística característicos do Brasil, como estradas de má qualidade, falta de segurança e grandes distâncias.

Além disso, uma eventual parceria entre as empresas reforçaria os ambiciosos planos da Amazon para expansão de suas atividades no Brasil. No final do ano passado, a varejista norte-americano impulsionou sua atuação no mercado brasileiro ao liberar o comércio de eletrônicos terceirizado e outros produtos em seu site no país – deixando de restringir o comércio apenas aos livros, como vinha fazendo desde 2012.

Benefícios mútuos

Um pacto entre as empresas faria com que a Amazon obtivesse acesso imediato a uma rede de mais de 100 aeroportos pelo Brasil e a mais de 3200 municípios brasileiros, nos quais a Azul oferece serviços porta-a-porta. A varejista americana também poderia ganhar com a utilização do serviço especializado de e-commerce da aérea brasileira, conhecido como Azul Cargo E-Commerce, cujo hub fica em Campinas (SP).

Para a Azul, por outro lado, esta seria uma oportunidade importante para expansão de seus serviços de logística e para dar um considerável passo à frente em relação às suas principais concorrentes no mercado nacional caso a Amazon optasse por fomentar uma parceria exclusiva com a Azul, sem considerar as rivais da aérea no Brasil.

Planos da gigante para o Brasil

Esta não é a primeira vez que a Reuters sugere um avanço da Amazon no mercado brasileiro. Em fevereiro deste ano, a agência informou que a varejista norte-americana estava procurando um galpão de 50 mil metros quadrados para alugar em São Paulo – um sinal de que a empresa teria planos para armazenar e distribuir produtos no país.

Já no mês passado a Reuters afirmou que a companhia norte-americana havia se reunido com fabricantes em São Paulo para discutir planos de estoque e venda de produtos. Na época, a notícia derrubou as ações dos principais concorrentes de e-commerce da Amazon, como o Magazine Luiza e a B2W – responsável pelas marcas Submarino e Americanas.com.

A Azul se recusou a comentar o assunto, enquanto a Amazon afirmou à Reuters que não comenta “rumores ou especulações”.

Ações da Azul em alta

Os burburinhos sobre uma possível parceria entre Amazon e Azul Linhas Aéreas parece ter animado os investidores nacionais e internacionais. Após a divulgação da notícia pela Reuters, na última terça-feira (17), as ações da Azul (AZUL4) chegaram a avançar mais de 3,4% durante a sessão na B3 (antiga BM&FBovespa), mas perderam força no final do pregão. Na tarde desta quarta-feira (18), os papéis da aérea voltavam a subir acima de 1,1% na B3, negociados a R$ 37,19.

Na bolsa de Nova York, nos Estados Unidos, as ações da Azul (AZUL) também avançavam forte na tarde desta quarta-feira, com ganhos de 2,06%, negociadas a US$ 32,99.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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