Nos dias atuais é comum ouvir, entre as notícias do mercado financeiro, informações a respeito alta ou queda do dólar. Mesmo quem não trabalha com investimentos sabe que a variação do dólar interfere diretamente na economia.

Porém, falando sobre a queda do dólar, essa situação não é exatamente ruim para os negócios brasileiros. Pelo contrário: pode representar uma melhora da economia nacional.

Continue acompanhando o artigo para entender a ligação entre a desvalorização do dólar e os investimentos, além de conferir como é possível ganhar dinheiro com a queda do dólar.

O que é a queda do dólar?

A queda do dólar está ligada aos resultados do câmbio de moedas. Esse câmbio pode ser realizado através de políticas monetárias ou de flutuações de mercado, nesse caso, negociado através de bancos autorizados.

As flutuações de moeda ocorrem a partir do esquema de “oferta e demanda” do mercado de câmbio. Sendo assim, quando entra muito dólar na economia de um país, a moeda nacional valoriza, enquanto o dólar desvaloriza (queda do dólar).

O contrário também pode acontecer: quando um país perde muito dólar, sua moeda nacional é desvalorizada, e o preço do dólar dispara (alta do dólar).

Essas variações podem ocorrer como resultado de diversas ações. Dentre as principais estão:

1. Aumento das taxas de juros no país

Com as taxas de juros mais altas, os investidores miram na oportunidade do negócio render mais, e acabam investindo internamente no país e não nos Estados Unidos.

Com uma maior circulação da moeda nacional, há uma queda na cotação do dólar.

2. Risco-país

É chamado de risco-país o grau de instabilidade de um país. Quanto mais baixo for esse risco, mais investidores se interessam por apostar em investimentos naquela nação.

Já quanto mais alto for o risco-país, menos o país recebe em investimentos estrangeiros. Essa instabilidade é medida de acordo com diversos fatores, incluindo a política nacional.

3. Balança comercial

A balança comercial é o resultado entre importações e exportações de um país. Se a balança comercial está positiva, ou seja, com mais exportações que importações, é sinal de mais dólares estão entrando no país e, novamente, a cotação do dólar cai.

4. Intervenção do Banco Central

Qualquer intervenção do Banco Central na tentativa de conter a inflação pode afetar a variação cambial. O Banco Central pode retirar ou injetar dólares no mercado brasileiro, através de medidas relacionadas aos impostos e taxas de juros, por exemplo.

O Banco Central do Brasil tem uma reserva em dólar que é utilizada para controlar o valor dessa moeda no nosso mercado. Quando sobe muito, o Banco Central injeta dólares na economia e vice-versa.

5. Commodities

As commodities são itens comercializados mas que não sofrem qualquer tipo de alteração, como o petróleo. Seus preços também afetam diretamente a queda do dólar, já são produtos que fazem parte da balança comercial, sendo importados ou exportados pelo país.

Por que a queda do dólar afeta os investimentos?

Com todos esses fatores que podem influenciar diretamente na alta ou queda do dólar, não é difícil perceber a influência dessa moeda na economia. Além de ser o dinheiro de maior referência no mercado internacional, o dólar acaba afetando as relações entre os países e as negociações de mercados externos e internos.

Para a economia, de forma geral, a oscilação do dólar afeta os preços de importados, além de bens de consumo nacionais, já que muitas das matérias-primas dessas indústrias têm o preço em dólar. Nesse caso, entram produtos industriais e rurais, o que significa a alteração dos preços de boa parte dos alimentos.

E se a oscilação cambial do dólar afeta a economia, obviamente, ela também acomete o mundo dos investimentos.

Essa interferência acontece de forma diferente de acordo com o tipo de investimento. A poupança, por exemplo, não é afetada quando o dólar diminui ou aumenta. Mas, vale lembrar, que essa segurança é justamente um dos motivos pelos quais os rendimentos da poupança são baixos.

O dólar e os investimentos

Dentre os investimentos e mercados afetados pela oscilação da moeda norte-americana, estão:

  • Bolsa de Valores: a Bolsa de Valores é sempre afetada pelas oscilações do dólar. Quando o dólar diminui, as negociações de ações de empresas nacionais aumenta, já que estas tendem a ter um desempenho melhor. Porém, isso não é uma regra geral.
  • Renda fixa: os ativos de investimento em renda fixa não sofrem uma influência direta com a variação do dólar mas, com a queda do dólar, há uma inflação mais controlada. E, por isso, os juros sobre aplicações nesse estilo, como o Tesouro Selic, podem perder um pouco da rentabilidade;
  • Fundos cambiais: diferente da renda fixa, os fundos cambiais são afetados diretamente pela alta e queda do dólar, já que o seu rendimento é prefixado justamente à variação cambial. Nesse caso, quando cai, o fundo perde rentabilidade;
  • Ativos prefixados: esses investimentos prefixados pagam sempre o mesmo rendimento e, por isso, a queda do dólar não os afeta. Porém, quando a moeda sobe, a taxa de juros também podem subir, e isso prejudica os rendimentos prefixados;
  • Fundos multimercados: como esses fundos apresentam diferentes tipos de ações, commodities, moedas e títulos públicos, eles costumam ter uma maior proteção em relação às oscilações do dólar, com os rendimentos podendo ser menos  afetados.

Como ganhar com a queda do dólar?

Sabendo como cada investimento é ou não afetado pela oscilação do dólar, você pode, portanto, escolher investir mais naqueles que geram boa rentabilidade quando o dólar cai. E, se você investe em bolsa, pode também procurar verificar quais empresas costumam se beneficiar mais com a queda do dólar e quais delas tendem a avançar na bolsa quando a moeda norte-americana sobe.

Não se esqueça, entretanto, que as estratégias de investimento devem estar alinhadas ao seu perfil de investidor e às suas metas pessoais. E que a melhor maneira de conseguir bons resultados com seus investimentos é manter aportes frequentes, certo?

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Autor

Equipe André Bona

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