O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter, na última quarta-feira (1), a taxa básica de juros da economia – a taxa Selic – no patamar de 6,5% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A retomada gradual da atividade econômica e a greve dos caminhoneiros foram destacadas pelo Comitê, que não deu indicações sobre alteração ou manutenção da Selic – que está em seu menor nível histórico – para os próximos meses.

A decisão de não alterar a taxa Selic já era aguardada pelos analistas: todos os 40 economistas consultados pela agência Reuters esperavam a manutenção dos juros no patamar dos 6,5% ao ano na reunião do último dia 1º. Esta foi a terceira vez seguida que o Copom manteve a taxa de juros inalterada, após cortar a Selic em 7,75 pontos percentuais em um ciclo iniciado em outubro de 2016.

Os impactos da greve

Em comunicado, o Banco Central reiterou o efeito negativo temporário da greve dos caminhoneiros, no mês de maio, sobre a economia brasileira –  que avança em passos mais lentos do que era esperado.

“Indicadores recentes da atividade econômica refletem os efeitos da paralisação no setor de transporte de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual do que aquele esperado antes da paralisação”, afirmou o Comitê, em nota.

O cenário externo

O cenário externo – considerado “desafiador” pelo Copom, também foi citado no comunicado e segue sendo acompanhado de perto pelo Comitê. Segundo o Banco Central, uma possível “deterioração do cenário externo para economias emergentes”, como o Brasil, poderia ter efeito negativo sobre a inflação.

Os principais “riscos para a inflação” no Brasil, segundo o Copom, estão associados à política de normatização das taxas de juros nos Estados Unidos e à instabilidade do comércio global. Também na última quarta-feira (1), o Federal Reserve – banco central norte-americano – decidiu manter as taxas de juros inalteradas nos EUA, sinalizando, entretanto, um possível aumento na reunião de setembro.

Um possível aumento dos juros nos Estados Unidos afeta diretamente os mercados emergentes já que, com os juros mais altos, os investidores preferem investir em economias mais sólidas – como os EUA – ao invés de se arriscarem em mercados mais voláteis, como o Brasil.

Projeções para o futuro

Para o Copom, os próximos passos da política monetária “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Nos anteriores 12 meses até julho deste ano, o IPCA-15 – prévia da inflação oficial  no país – acumulou alta de 4,5%, voltando a ficar acima da meta de 4,5%. No último Relatório Focus divulgado pelo BC, economistas mantiveram as estimativas para a inflação em 4,11% em 2018, e 4,10% para 2019.

Onde investir meu dinheiro?

O mercado brasileiro possui uma extensa lista de opções de investimentos, que atendem tanto o investidor mais conservador quanto aqueles mais moderados ou agressivos. Em um cenário de taxa Selic mais baixa, no entanto, alguns investimentos se tornam ainda mais interessantes, enquanto outros acabam se transformando em opções menos atrativas.

Os títulos públicos e privados prefixados, como o Tesouro Prefixado (LNT),  Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), etc, podem ser boas opções em tempos de taxa de juros mais baixas. CDBs de bancos menores – que oferecem opção de alto retorno do investimento e que são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) – e ativos indexados à Selic também são interessantes para compor a carteira de investimentos

Já no mercado de ações, ativos ligados à infraestrutura em geral e de varejo, como ativos de construtoras e de empresas ligadas à concessão de rodovias, administradoras de shoppings centers, companhias de vestuário e bebidas, entre outras,podem valer a pena no médio e longo prazo. Apesar de mais arriscadas, as debêntures também podem se tornar opções interessantes para investidores com maior apetite ao risco.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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