O Ibovespa – principal índice de ações da B3 (antiga BM&Fbovespa) – encerrou a sessão da última segunda-feira (28) em queda de 4,49%, com investidores apreensivos quanto aos impactos da greve dos caminhoneiros na economia e nas contas públicas. Esta foi a maior queda diária do índice desde 18 de maio de 2017, no dia seguinte à divulgação das delações da JBS.

A bolsa brasileira operou em queda durante todo o dia, mas acelerou as perdas ao final do pregão – puxada pelo forte recuo das ações da Petrobras. No final do dia, o índice Ibovespa bateu os 75.355 pontos e reverteu todos os ganhos conquistados em 2018 – operando agora em recuo acumulado de 1,37% no ano.

O sentimento de preocupação que tomou conta do mercado brasileiro desde o final da semana passada tem ligação direta com a paralisação dos caminhoneiros, que tem afetado a distribuição e abastecimento nos mais diversos setores da economia. A dúvida agora é qual será o tamanho do impacto da greve e na economia – que já vinha crescendo a passos lentos – o impacto dos descontos concedidos pelo governo federal para o diesel e nas contas públicas – já bastante deterioradas.

Petrobras em queda livre

O desempenho das ações da Petrobras foram os principais destaques negativos da nervosa sessão de segunda-feira na bolsa brasileira. Os papéis preferenciais (PETR4) da estatal recuaram mais de 14,6% na B3, seguido pelas ações ordinárias (PETR3), que recuaram 14,07%.

O pessimismo dos investidores em relação à estatal tem ligação não apenas à redução do preço do diesel – a fim de atender às reivindicações dos caminhoneiros, mas também ao anúncio de greve pelos petroleiros a partir desta terça-feira (29), que deve ser mantida ao longo dos próximos dias.

Os últimos acontecimentos, portanto, só aceleraram as quedas nos papéis da petroleira, que já vinham sofrendo consecutivas quedas nas últimas sessões. De acordo com a empresa de análises econômicas Economatica, a Petrobras já perdeu mais de R$ 146 bilhões em valor de mercado nos últimos 8 pregões.

Dólar avança frente ao real

A cotação do dólar se manteve em linha com o humor do mercado na sessão de segunda-feira, em dia de pouca liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos, que manteve a bolsa norte-americana fechada durante todo o dia. A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 1,72%, cotado a R$ 3,728 na venda.

Na máxima do dia, o dólar chegou a se aproximar dos R$ 3,74, enquanto o dólar turismo era negociado acima dos R$ 3,88 nas principais casas de câmbio do país.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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