Ao investir na bolsa de valores, é importante acompanhar os indicadores do mercado financeiro. Pensando nisso, você sabe como está a composição do IBOV? Esse índice da bolsa brasileira é uma grande referência no mercado acionário, sendo o principal benchmark.

Isso significa que ele funciona como um termômetro da bolsa de valores nacional. Por essa razão, é imprescindível que o investidor entenda como a carteira teórica do índice é composta e como funciona.

Quer saber mais sobre o tema? Continue a leitura para entender a composição do IBOV e as suas mudanças!

O que é o IBOV?

Antes de entender como está a composição do IBOV, é importante saber o que ele é exatamente. Também conhecido como Índice Bovespa ou Ibovespa, ele é o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3. Dessa maneira, ele acompanha o desempenho das ações das empresas mais negociadas no Brasil.

Para fazer parte da composição desse indicador, as companhias precisam se encaixar em critérios específicos. Assim, podem ser selecionadas para a carteira teórica do índice, que varia conforme a cotação dos papéis.

Vale destacar que o IBOV foi criado em 1968 e era calculado manualmente, com atualizações a cada 5 minutos. Atualmente, o cálculo é feito com ajuda de tecnologia.

Como funciona o Ibovespa?

Após entender o que é o IBOV, você saberá como esse índice funciona. Como conferiu, o indicador é como uma carteira teórica com as principais ações da B3. Ou seja, não existe um investimento, de fato.

Na prática, eles são reunidos em um portfólio hipotético, considerando os critérios determinados pela bolsa. Portanto, o IBOV não é um investimento, mas a representação de ações específicas.

Como funciona a composição do Ibovespa?

Como você viu, para fazer parte do IBOV as ações devem atender a diversos requisitos. Por exemplo, o índice é composto pelos ativos das empresas mais representativas do mercado nacional.

No entanto, essa não é a única exigência. Além da alta capitalização, o índice de negociabilidade é uma condição para a inclusão de uma companhia no indicador. Ainda, existem outros critérios avaliados.

Para participar do Ibovespa, a ação deve:

  • ter preço de negociação acima de R$1,00 nos últimos 3 anos;
  • participar da lista da B3;
  • não ser de empresas em recuperação judicial;
  • ter sido negociada, no mínimo, em 95% dos pregões dos últimos 3 anos;
  • ter movimentado, ao menos, 01% do mercado à vista nos últimos 3 anos;
  • pertencer às empresas que tiveram altos resultados no Índice de Negociabilidade (IN) nos últimos 3 anos.

Além desses fatores, o método de seleção prevê uma média ponderada. Isso significa que cada ação recebe um peso diferente de acordo com seu impacto no mercado. Por essa razão, companhias maiores tendem a representar uma parcela maior do índice.

Vale saber que não há um número máximo ou, até mesmo, mínimo de ações que devem compor a carteira teórica do Ibov. Tudo depende da avaliação acerca das condições das empresas e da movimentação do mercado.

Qual é a composição do IBOV?

Agora que você já sabe os critérios utilizados para a seleção das ações da carteira teórica do Ibovespa, é hora descobrir qual é a composição dela. Nesse cenário, é preciso saber que há mudanças frequentes nos ativos que fazem parte desse portfólio.

Em setembro de 2021, as empresas com mais ações na IBOV eram: Vale, Petrobrás, Banco Itaú, Bradesco e B3.

Dessa forma, os ativos dessas companhias aparecem na bolsa sob os seguintes tickers:

  • VALE3 (Vale);
  • ITUB4 (Itaú);
  • PETR4 (Petrobras);
  • BBDC4 (Bradesco);
  • B3SA3 (B3).

Qual é a frequência das mudanças?

Como você viu, a carteira teórica do IBOV sofre mudanças periódicas em sua composição. Isso acontece com frequência é quadrimensal. Ou seja, a cada 4 meses, o índice passa por nova avaliação, que pode gerar a inclusão ou exclusão de empresas, conforme o atendimento aos critérios.

Além disso, mesmo quando não há exclusão ou inclusão de companhias, pode haver mudanças na proporção dos papéis.

Qual é a importância do Índice Bovespa?

Até o momento, você já deve ter percebido a importância do Ibovespa no mercado de ações, mas vale reforçá-la. Primeiramente, o índice atua como referência para toda a bolsa de valores brasileira, pois apresenta as ações mais negociadas e representativas do mercado, servindo como termômetro.

Além disso, o IBOV é usado como benchmark. Isso significa que é uma referência para a carteira de um investidor ou de um fundo para acompanhar o seu desempenho. Dessa maneira, é possível se basear no índice para saber se o portfólio tem performance acima ou abaixo do mercado.

Como se expor ao Índice Bovespa?

Depois de entender mais sobre o Ibovespa, é possível que você queira saber como se expor ao índice. Na verdade, não há como investir diretamente, já que ele é apenas uma referência no mercado e sua carteira é teórica.

Entretanto, há maneiras de investir seguindo o IBOV como indicador. A montagem individual de um portfólio que replique o indicador poderia ser uma opção. Porém, exige o aporte em um grande volume de ações, tornando-se uma alternativa trabalhosa e de alto custo.

Porém, existem formas mais simples e práticas de se expor ao indicador. Uma delas é por meio dos exchange traded funds (ETFs) ou fundos de índice que tem o Ibovespa como benchmark. Esses fundos são como condomínios em que investidores se reúnem para investir.

Nesse caso, existe um gestor profissional que realizará os aportes, sempre com base na carteira teórica do Ibovespa. Outra opção é procurar fundos de ações indexados ao Ibovespa, que funcionam de maneira semelhante aos ETFs, mas com cotas negociadas nas plataformas de investimento.

Ainda, é possível se expor às movimentações do índice por meio dos contratos futuros ou minicontratos. Aqui, no entanto, as operações costumam ser focadas em especulação ou hedge, visando proteger a carteira do investidor.

Agora você sabe que a composição do IBOV é feita por ações de empresas reconhecidas no mercado. Além disso, conferiu as principais formas de se expor ao índice. Porém, antes de investir, verifique se as alternativas se encaixam em sua estratégia de investimentos para decisões mais acertadas.

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Autor

Equipe André Bona

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