Conhecer os conceitos econômicos a partir de uma abordagem mais abrangente é necessário para entender os altos e baixos do mercado. Quando falamos sobre isso, estamos nos referindo à noção de macroeconomia.

Apesar de esse termo ter sido definido em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, pelo economista John M. Keynes, sua definição pode ainda trazer dúvidas. Muitas pessoas não entendem ao certo o que é macroeconomia.

Se você busca compreender melhor esse campo de estudo da economia, gostará de acompanhar as informações a seguir.

Continue a leitura e descubra qual é a relação que existe entre a macroeconomia e os investimentos!

Qual é o conceito de macroeconomia?

A macroeconomia se volta para entender o comportamento de uma região ou nação por meio de um conjunto de fatores econômicos.

Assim, é uma ciência que permite fazer uma análise de todas as atividades responsáveis pelo funcionamento da economia nacional, bem como as políticas adotadas nesse cenário. Nesse caso, as políticas macroeconômicas.

Considera, assim, uma abordagem mais geral da economia na sociedade — e não empresas, setores ou consumidores de forma isolada. Seu foco está na conjuntura agregada, e não na análise de mercados individuais.

Índices da macroeconomia

Para a análise macroeconômica, são considerados alguns índices, como:

  • inflação — sua oscilação afeta o poder de compra da população e os preços da cadeia de produção de forma geral;
  • taxa de juros (no Brasil, a Selic) — a alta ou queda desse índice compromete a relação de crédito do país;
  • nível de emprego — taxas de desemprego elevadas apontam para um momento de crise;
  • Produto Interno Bruto (PIB) — considera a soma de todas as riquezas (o que foi produzido por empresas e pessoas) do país, sendo afetado por um período de recessão, por exemplo. Sua elevação, por outro lado, é reflexo de crescimento econômico;
  • taxa de câmbio — aponta a valorização ou desvalorização da moeda nacional de acordo com a situação econômica;
  • endividamento da população — índice que afeta a obtenção de crédito pelas pessoas.

Esses e outros indicadores demonstram como a economia está se comportando. Em um cenário de alto nível de emprego, por exemplo, as pessoas recebem seus salários e podem fazer a economia crescer, comprando mais produtos.

Já no cenário oposto, ou seja, com o desemprego, as mercadorias se acumulam nas prateleiras — afetando diferentes setores de produção. Viu só como o índice de emprego tem uma forte relação entre oferta e demanda? Por isso, ele é considerado importante na análise macroeconômica.

Quando se trata da taxa básica de juros, sua alta indica que o crédito para as pessoas e para empresas está mais caro, e, desse modo, há uma redução na circulação do dinheiro no país. Esses exemplos da macroeconomia consideraram o Brasil, mas também valem para uma análise internacional.

Qual a diferença entre macroeconomia e microeconomia?

Como você pode acompanhar, falamos de um conceito mais amplo de análise econômica. Porém, é preciso ter um entendimento também sobre a microeconomia e como os dois campos de estudos podem se complementar.

A microeconomia é uma área que se volta para um entendimento mais individualizado das atividades econômicas. Aqui entram o desempenho de um setor da economia ou o comportamento de compra dos consumidores.

O campo analisa esses pontos em relação a preços, movimentação de recursos, bens, serviços e produção. Com isso, direciona seu olhar para pequenos agentes econômicos (consumidor, famílias, empresas ou setor do mercado).

Logo, é possível perceber que a macroeconomia e a microeconomia devem ser estudadas em conjunto para compreender melhor a sociedade e os seus diversos setores. Com isso, torna-se viável entender como os comportamentos variados determinam as movimentações na economia.

Quais são os objetivos da macroeconomia?

Você viu o que é macroeconomia e como essa área tem relação direta com o funcionamento econômico de um país. O foco desse campo de estudo é direcionar o olhar para os índices econômicos agregados, como taxa de desemprego, PIB, taxa de câmbio e outros.

A partir disso, fornece embasamento para políticas e decisões econômicas que podem, por exemplo, equilibrar os preços de produtos e serviços. Em linhas gerais, pode-se dizer que os objetivos dessa análise abrangente são:

  • estabilidade dos preços;
  • bom desempenho da economia;
  • controle da inflação;
  • alto nível de empregos;
  • equilíbrio nas transações com o mercado externo.

Quais são os cinco mercados da macroeconomia?

Quando se estuda as noções de macroeconomia, é necessário listar os cinco mercados que constituem a sua estrutura. São eles:

  • mercado de bens e serviços — referente ao nível dos preços e o agregado da produção;
  • mercado de trabalho —é a oferta e procura por mão de obra, refletindo nos salários e taxas de emprego;
  • mercado monetário — oferta e demanda da moeda, que determinam as operações econômicas e a inflação;
  • mercado de títulos — analisa os agentes econômicos superavitários e os deficitários;
  • mercado de divisas — é o mercado de moeda estrangeira, voltado para as transações econômicas realizadas com outros países (importações e exportações).

Qual a relação entre a macroeconomia e os investimentos?

Ao considerar o que é macroeconomia, surge uma pergunta: existe, de fato, uma influência dela no mercado de capitais? Muitas vezes, ao escolher um ativo financeiro os investidores se preocupam mais com o cenário micro — entendendo o emissor do título ou ativo, por exemplo.

Mas existe sim uma relação significativa entre a macroeconomia e investimentos — e ela deve ser avaliada. Isso porque todo negócio é afetado pela conjuntura econômica mais ampla. Assim, seus investimentos, sejam de renda fixa ou variável, sofrerão impacto das questões macro.

Uma companhia listada na bolsa pode, por exemplo, ser afetada pelo baixo poder de compra da população. Assim, isso pode ter reflexo em sua saúde financeira e no preço de suas ações. De modo semelhante, mudanças na taxa de juros impactam o rendimento de títulos públicos e privados.

Outro ponto de influência nos investimentos é que a macroeconomia está ligada também à confiança do mercado interno e externo no país. Dessa maneira, analisar os aspectos mais gerais da economia pode ajudar o investidor a identificar riscos e oportunidades.

O intuito deste post foi apresentar o que é a macroeconomia, suas características e objetivos, para que você entenda a relação dela com seus investimentos. É importante compreender o assunto para ter mais informações na sua tomada de decisão como investidor!

Agora que você conferiu as principais informações sobre a macroeconomia, pode saber também por que vale a pena entender o PIB!

Autor

Equipe André Bona

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