Antes de montar ou ampliar a carteira de investimentos é essencial analisar o mercado e identificar as oportunidades. Os mercados emergentes, por exemplo, podem ser uma boa alternativa, mas é preciso saber se são adequados aos objetivos e perfil de cada investidor.

Para quem busca por ativos diferenciados e está disposto a correr um risco mais elevado, esse é um tipo de investimento que pode trazer potencial de retorno interessante no médio e longo prazo.

Quer saber mais sobre o que são e como investir nos mercados emergentes? Continue lendo e descubra suas principais características!

O que são os mercados emergentes?

Conhecidos como países em crescimento ou subdesenvolvidos, os mercados emergentes são nações com potencial de investimento em sua produtividade. Na classificação mundial, essas economias não são países pobres, mas também não estão entre as maiores potências.

Assim, apresentam potencial de crescimento e determinados desafios. São muitos os países considerados desse grupo (27 nações). Entre os mais conhecidos, estão o Brasil, China, México, Rússia, Indonésia, Turquia e Índia — o chamado E7.

Onde estão os mercados emergentes no mundo?

Além dos 7 países no topo da lista de mercados emergentes, outras 20 nações estão entre aquelas com grande capacidade produtiva, de crescimento rápido e lucrativo.

São elas:

  • África do Sul;
  • Arábia Saudita;
  • Argentina;
  • Catar;
  • Chile;
  • Colômbia;
  • Coreia do Sul;
  • Egito;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Filipinas;
  • Grécia;
  • Hungria;
  • Kuwait;
  • Malásia;
  • Paquistão;
  • Peru;
  • Polônia;
  • República Tcheca;
  • Tailândia;
  • Taiwan.

Embora sejam países com cultura, política, economia e matérias-prima diferentes, eles têm em comum seu desempenho médio medido pelo índice MSCI Emerging Markets. Os resultados chamam a atenção para a capacidade de desenvolvimento positivo e crescimento expansivo nos últimos anos.

Quais as principais características dos mercados emergentes?

Como economias em desenvolvimento, os mercados emergentes apresentam características específicas. Um fator marcante em muitos deles é o destaque para a agricultura e a exportação de matérias-prima.

Em busca de maior notoriedade, geralmente os países trabalham para estimular suas atividades econômicas e ampliar a concorrência. Enquanto isso, investem esforços para estabilizar a moeda, trazendo maior equilíbrio fiscal e sustentabilidade para suas economias.

Ao mesmo tempo, vivenciam desafios particulares, como a instabilidade política ou fiscal. Confira mais detalhes a seguir!

Participação no mundo

Os mercados emergentes contribuem de modo significativo para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em nível global. Com isso, se tornam subpotências em que muitos investidores internacionais investem.

Eles estão em busca de potencial de crescimento, considerando a velocidade do seu desenvolvimento, e também de taxas de juros competitivas. Além disso, há a vantagem do custo de câmbio, que beneficia as transações de países com economia mais forte.

Assim, os investidores de economias estáveis geralmente encontram moedas desvalorizadas em países emergentes. Por isso, há interesse em procurar retornos maiores ao aplicar, por exemplo, na renda fixa dessas nações.

Crescimento

Como você viu, os países emergentes estão, normalmente, em franco crescimento. Assim, há investidores que acreditam fazer sentido direcionar uma fatia da carteira de investimentos para eles.

Afinal, as possibilidades de valorização e lucro no Brasil e em outros países emergentes podem trazer diferentes oportunidades.

Riscos

Ao falar em investimentos feitos em países emergentes, no entanto, é preciso considerar os maiores riscos. Isso porque o potencial de crescimento e rentabilidade também está ligado a esse fator. Nações em processo de consolidação apresentam, portanto, maior risco.

Em contrapartida, isso faz com que seus títulos públicos ofereçam taxas mais altas de rentabilidade. No Brasil, por exemplo, a taxa Selic esteve em patamares altos por bastante tempo.

Essa é uma das principais características para atrair investidores internacionais em busca de oportunidades. No entanto, a instabilidade política — comum nos mercados emergentes —tende a impactar a economia, e desestimular muitos investidores.

Além disso, pode afetar a infraestrutura que fornece suporte à produtividade desses países.  Esse cenário pode acarretar na desvalorização dos ativos disponíveis para investimentos e consequente alta volatilidade, também se relacionando com os riscos.

Como investir nos mercados emergentes?

Se você vê oportunidades e deseja investir em outros mercados emergentes, pode fazer isso diretamente pela bolsa de valores brasileira, a B3. Também por alternativas disponíveis em plataformas dos bancos de investimentos — como você verá a seguir.

Alguns exemplos são os BDRs e os ETFs que tenham ligação com ativos ou índices desses mercados. Veja como funcionam algumas dessas possibilidades!

BDRs

O BDR ou brazilian depositary receipt é um certificado de ativos estrangeiros, negociados no Brasil. Trata-se de uma modalidade de investimento indireto que permite a exposição a títulos, ações e ETFs (fundos de índice) internacionais.

Ao encontrar BDRs que representem ativos ligados a países emergentes é possível se expor aos respectivos mercados. Assim, você pode ter ganhos associados às taxas de juros ou às companhias desses locais.

ETFs

Os fundos de índice são fundos de investimentos que têm como objetivo acompanhar índices econômicos. É possível encontrar ETFs diversos, relacionados tanto a indicadores nacionais como internacionais.

Logo, a nível global você consegue investir pela bolsa brasileira de forma indireta em economias fortes ou em mercados emergentes. Desde 2020, os ETFs têm crescido bastante no Brasil e é possível avaliar diversas alternativas nesse sentido.

Fundos internacionais

Outra forma de investir nos mercados emergentes é por meio dos fundos internacionais que tenham foco nos países em desenvolvimento. Essa modalidade é distribuída em plataformas de bancos de investimentos e conta com um gestor capacitado para montar o portfólio.

Depois de conhecer mais sobre os mercados emergentes, se torna mais fácil decidir se eles representam investimentos que valem a pena na sua carteira. Apesar disso, não deixe de observar se as alternativas estão em sintonia com seus objetivos pessoais e perfil de investidor.

Gostou do post? Para entender mais sobre os fundos de investimentos, saiba agora a função do gestor, administrador, distribuidor e do custodiante!

Autor

Equipe André Bona

O Portal André Bona é um site de educação financeira independente, que tem como missão auxiliar pessoas e famílias a melhor compreender o mercado financeiro e seus produtos. Assine nossa newsletter!

Posts relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *