Se você é um investidor, ou quer se tornar um, já deve ter buscado investimentos com base no retorno financeiro, certo? Mas não é aconselhável considerar apenas ele como critério. É preciso pensar em outras características, como a relação risco e retorno.

Muitas vezes vemos no mercado algumas ideias sobre investimento. Por exemplo: “retorno maior que a poupança”, “rentabilidade acima da Selic” ou “supere o índice Bovespa”. Entretanto, você já se questionou acerca do risco envolvido nesses investimentos?

Saber considerar aspectos além da rentabilidade é fundamental. Quer entender mais para cuidar melhor das suas finanças? Então acompanhe a leitura e compreenda o risco e retorno!

O que são risco e retorno?

Em linhas gerais, retorno é a remuneração esperada pelo investimento. Sua definição é simples de ser contextualizada. Como nos exemplos: 8% ao ano, 2% ao mês, 100% do CDI (certificado de depósito interbancário), IPCA (índice de preços ao consumidor amplo) + 3% etc.

Já o risco se traduz na possibilidade do investimento não alcançar a remuneração esperada, sendo um pouco mais complexo de ser explicado. Uma vez que cada investimento está sujeito a diversos tipos de risco.

Alguns deles são o risco de mercado, de liquidez e de crédito. Também há o risco político, o internacional e diversos outros que podem impactar no resultado. O risco pode ser tido, ainda, como o quanto o investidor aceita perder, caso o investimento se comporte de forma contrária à prevista.

Para que eles servem?

Não há dúvidas que ninguém quer ver seu patrimônio ser reduzido por conta de uma decisão ruim.  Contudo, o que diria de aportar capital em um investimento que pague uma ótima rentabilidade sobre o valor investido, em um curto período?

Se tudo ocorrer como o esperado parece ótimo. Mas e se o risco dessa operação fosse perder todo o valor investido, caso o mercado se comporte de modo distinto ao previsto? Ela ainda continuaria atraente?

Como você pode ver, a relação entre risco e retorno tem a função de mostrar ao investidor o que pode acontecer no investimento. Por um lado, se ele atingir o seu objetivo de remuneração. Por outro, o prejuízo capaz de causar se o contrário acontecer.

Por que risco e retorno são importantes para os investidores?

Embora o risco e o retorno apresentem dados relevantes para auxiliar o investidor na tomada de decisão, sua análise isolada se torna ineficiente.

Se você analisar somente o retorno, estará sujeito a enfrentar contratempos não calculados e se frustrar com o resultado. Observar somente o risco também não é adequado, já que, sob essa ótica, os investimentos podem não parecer interessantes.

Portanto, a análise conjunta é importante para o investidor. Feita a comparação do risco em relação ao retorno, você terá condições de decidir se vale a pena correr determinado risco, na busca de dado potencial de retorno.

Como avaliar os investimentos em relação a risco e retorno?

Como visto, a avaliação do risco e retorno tem o objetivo de nortear o investidor, quanto à escolha de seus investimentos. Mas como ela deve ser feita?

Confira dicas!

Identifique seu perfil de investidor.

Antes de se aventurar no ramo dos investimentos, o interessado deve traçar o seu perfil de investidor. Isso porque ele retrata exatamente a abertura ou não do investidor a riscos.

Existem três perfis principais:

  • conservador – para quem tem aversão ao risco e prioriza a segurança;
  • moderado – aceita um risco controlado, em busca de retornos mais atrativos;
  • agressivo – o investidor que prioriza o potencial de rentabilidade, aceitando correr maiores riscos.

Estude as oportunidades do mercado

Com a expansão do mercado de investimentos e a popularização da bolsa de valores, existem atualmente investimentos acessíveis para todos. Mas antes de aportar seu capital na primeira oportunidade que aparecer, pesquise o assunto.

Não é adequado investir sem entender como o produto funciona. Além disso, é importante buscar e comparar opções, para saber qual oferece melhor relação entre retorno e risco.

Alguns investimentos de renda fixa como a poupança, títulos do Tesouro Direto e CDBs  possuem baixo risco. Já na renda variável o potencial de retorno pode ser maior, trazendo também um risco mais alto. Por isso, avalie com cuidado.

Busque investimento com o risco x retorno vantajoso

Ao analisar os investimentos considerando o risco e o retorno, você deve focar na relação entre eles. Não seria vantajoso, por exemplo, aceitar correr um risco muito maior sem receber um potencial de retorno também maior, certo?

Para que o investidor aceite investimentos mais arriscados, é preciso que a possibilidade de retorno compense. Por isso, uma dica é comparar sua opção com investimentos seguros — como o Tesouro Selic.

Considere a taxa de rentabilidade oferecida no investimento seguro para avaliar os de maior risco. Se o risco for bem maior, mas o retorno não acompanha a proporção, pode não ser a melhor alternativa. Logo, busque por investimentos que tenham um retorno maior ou igual ao risco.

Considere o Índice de Sharpe

Complementando a dica anterior, há uma forma matemática de avaliar o risco e retorno. O índice de Sharpe é uma equação capaz de identificar a remuneração de um investimento. Ela considere o retorno do investimento, subtraído pelo retorno de um que seja livre de risco, dividido pelo risco.

Veja:

[retorno do investimento – retorno do investimento livre de risco] / risco do investimento

Feita essa conta, quanto maior o resultado, melhor a relação risco e retorno do investimento.

Diversifique sua carteira de investimentos

Nossa última dica é ter uma carteira de investimentos diversificada, reunindo diversos ativos — que podem ser de renda fixa e variável. A importância da diversificação reside na possibilidade de equilibrar a relação risco e retorno dos investimentos.

Isso permite a diluição do risco de alguns deles e o aumento da expectativa de retorno esperado por outros. Assim, é possível encontrar um ponto de equilíbrio. Ter uma parte do capital em segurança e outra em maior risco é um exemplo que pode otimizar a relação risco e retorno.

Conclusão

A utilização da relação risco e retorno para montar uma carteira de investimentos, pode ser uma boa aliada do investidor. Com ela, você conseguirá escolher os investimentos que melhor se adequam ao seu perfil, considerando a rentabilidade que espera e o risco que está disposto a assumir.

Dessa forma, sua atuação terá maiores chances de sucesso, dado que os riscos serão minimizados, e os retornos potencializados. Porém, não se esqueça: investimentos podem trazer prejuízo.

Então estude bastante antes de iniciar essa jornada, e não hesite em buscar ajuda profissional se precisar!

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Autor

Equipe André Bona

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