Quando pensamos em grandes crises econômicas mundiais – ou locais, geralmente lembramos da Quebra da Bolsa de Nova Iorque de 1929 e da crise dos mercados imobiliários de 2008, não é mesmo? Isso porque aprendemos pouco sobre crises mundiais e acabamos lembrando somente das mais recentes.

Houveram inúmeras crises econômicas ao longo dos séculos. E muita gente sequer sabe da existência de algumas delas.

Quer saber mais sobre o assunto? Então conheça agora algumas das maiores crises econômicas que abalaram o mundo.

Por que crises econômicas acontecem?

A economia nunca é “segura” o tempo todo. Em alguns momentos apresenta estabilidade e, em outros, queda da atividade econômica. Isso é natural – especialmente no sistema capitalista. Ou seja, é inevitável que passemos por crises de tempos em tempos.

Contudo, as razões que levam a uma crise podem variar, assim como os setores que serão afetados e a intensidade. De certa forma, podem até mesmo acabar atingindo mais de um país, pois muitas nações são dependentes entre si.

As consequências de um problema econômico acabam se conectando. A atividade econômica cai, a demanda por produtos e serviços diminui e as empresas passam a lucrar menos.

Com isso, demitem funcionários, aumentando o desemprego. Quanto maior o desemprego, menor a renda e, por consequência, menor a demanda

É um ciclo que tende a se reproduzir e se intensificar. Para que não piore, o Estado deve adotar políticas econômicas que costumam ajudar a determinar a duração do problema.

5 crises econômicas mundiais que você precisa conhecer

A seguir, confira algumas das crises que abalaram o mundo – seja ele em sua totalidade ou parcialmente – no passado.

Acompanhe!

1. Crise das Tulipas

A mais antiga das crises que tiveram grande impacto em países do mundo foi a Crise das Tulipas, ou Tulipomania, na Holanda em 1637. Esta é considerada a primeira bolha especulativa da história.

Nessa época, as Tulipas foram introduzidas na era de ouro da Holanda, no século XVII.

Ficaram muito populares por sua beleza e o público começou a desejá-las, tornando-se objeto de luxo e status.

Por causa da alta demanda, os preços dessa flor não paravam de crescer. Desde 1620, o mercado acreditava que, sempre no ano seguinte, o valor das Tulipas aumentariam –  o que de fato acontecia.

Assim, muitas pessoas investiam nas tulipas, chegando a vender propriedades para lucrar com a especulação das Tulipas. Depois de um certo tempo, elas começaram a ficar em falta no mercado.

Mesmo assim, as pessoas negociavam em mercados futuros na bolsa de valores de Amsterdã. Ou seja, as pessoas passaram a comprar tulipas de uma colheita futura que sequer haviam sido plantadas.

No auge, uma tulipa chegou a valer o preço de uma casa na capital holandesa. A bolha estourou porque o valor era sustentado apenas por especulação, e não pelo seu valor real.

Depois, as pessoas perceberam que essa flor não valia tudo aquilo e os preços despencaram, deixando pessoas, bancos e empresas falidos. A crise afetou boa parte da Europa.

2. A crise dos países da América Latina

Essa crise aconteceu na década de 1980. No final dos anos 60 e meados dos anos 70, os países latino-americanos se endividaram rapidamente por causa do acesso ao crédito barato.

A maior parte do dinheiro foi utilizado para projetos de infraestruturas. Assim, todos tiveram boas taxas de crescimento de PIB, inclusive o Brasil.

Porém, a explosão dos preços do petróleo causou aumento na inflação dos Estados Unidos. Os EUA, então, aumentou seus juros para controlar a inflação, o que pesou para os países em desenvolvimento –  pois boa parte dos empréstimos foram feitos com taxas pós fixadas (definidas no momento do pagamento).

Piorou quando os EUA passaram por uma regulamentação de seu sistema financeiro, dificultando a concessão de empréstimos. Depois disso, esses países enfrentaram grandes problemas de inflação.

3. A crise do peso mexicano

Aconteceu em 1994. O México não conseguiu manter a taxa de câmbio fixo em relação ao dólar e, por consequência, o Governo mexicano anunciou a desvalorização do peso nacional. Por não confiarem na economia mexicana, houve grande saída de capital.

Dessa forma, os créditos acabaram, a produção caiu e o desemprego chegou a 60%. Toda a América Latina sofreu impacto. As consequências negativas sobre os outros países do continente ficou conhecida como “Efeito Tequila”.

4. Atentado às Torres Gêmeas

Os atentados do dia 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas em Nova Iorque trouxeram grandes prejuízos e um grande saldo de mortos. Contudo, este evento ocasionou uma crise que afetou o mercado mundial.

Houve queda nas bolsas. O índice Nikkei, do Japão, caiu forte. Os pregões europeus tiveram grandes recuos e os investidores passaram a investir no mercado do ouro.

Apesar de ter sido um fato isolado, é importante destacar que eventos que abalam o mundo também impactam diretamente o mercado e as economias mundiais.

5. Crise dos Gigantes Asiáticos

Em 1997, a moeda tailandesa desvalorizou. Após isso, as moedas da Malásia, Indonésia e Filipina também despencaram.

Esse feito repercutiu em Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul. Outras economias da região também sentiram o impacto, tornando essa crise uma das maiores em escala global.

Alguns especialistas consideram que foi a primeira das maiores crises econômicas que afetaram o mundo.

Conclusão

Crises econômicas mundiais acontecem e são inevitáveis. Vários países já passaram por inúmeras crises.

O importante é entender que vivemos em um sistema que favorece o encadeamento dessas crises. Por isso, não há países 100% seguros ou imunes a eventuais crises – que vem e vão.

Entretanto, conhecer as crises que aconteceram – tanto nacionais quanto as mundiais – ajuda países e investidores a se comportarem diante possíveis problemas futuros.

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Autor

Equipe André Bona

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