Para entender um pouco sobre os fatores envolvidos na economia brasileira, é preciso atentar para alguns índices. Um deles é o índice INPC. Ele é um dos muitos indicadores usados nos cálculos que definem os rumos econômicos do país.

Sendo assim, saber do que ele se trata, bem como seu funcionamento, é fundamental. Afinal, além de impactar diretamente a vida da população, ele também pode ser usado para nortear as finanças na hora de investir.

Acompanhe a leitura para saber mais sobre o índice INPC!

O que é o índice INPC e qual sua função?

De modo a entender o que é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), é preciso compreender sua origem. Ele foi criado em 1979 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esse órgão do Governo Federal visa levantar e fornecer dados sobre a população e o território brasileiro. O INPC é, então, divulgado mensalmente pelo IBGE. O objetivo principal do índice é ajudar a corrigir o poder de compra dos salários.

Isso é feito por meio da análise da variação nos preços da cesta de consumo da população assalariada. A abrangência inclui famílias com rendimentos de 1 a 5 salários-mínimos. É possível dizer que 50% das famílias do país se enquadram nas condições estipuladas.

Para realização do cálculo, o INPC considera alguns produtos. Entre eles, incluem-se:

  • alimentação;
  • bebidas;
  • saúde;
  • vestuário;
  • transporte;
  • despesas pessoais;
  • habitação;
  • comunicação etc.

De maneira geral, podemos dizer que o índice ajuda a compreender como a inflação afeta metade da população do Brasil. Ou seja, as famílias que estão inseridas na faixa salarial pesquisada.

Qual a relação entre o índice INPC e o IPCA?

Como você viu, a inflação pode ser medida de diferentes formas. Por isso, há índices variados. Um dos mais conhecidos é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Quais seriam as diferenças entre INPC e IPCA?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor visa medir os impactos da inflação na população que ganha de 1 a 5 salários-mínimos. Por outro lado, sabemos que ela afeta o poder de compra geral dos brasileiros, balizando o aumento generalizado do preço de serviços e bens.

O IPCA é considerado mais amplo, por isso, é o principal termômetro da inflação na economia brasileira. A principal diferença é que ele tem uma abrangência salarial maior: de 1 a 40 salários.

Em relação aos itens considerados no cálculo, o IPCA não é tão abrangente quanto o INPC. Em geral, ele exclui as bebidas, as despesas pessoais e a educação. Sendo assim, o IPCA e o INPC se relacionam, mas o cenário analisado por cada um é diferente.

Como funciona o cálculo do INPC?

De forma geral, o poder aquisitivo da população tende a diminuir quando a inflação sobe, certo? Assim, o cálculo do INPC busca estimar reajustes que impeçam o salário-mínimo de ficar defasado. Mas quais pontos são considerados nesse momento?

Para obter o índice, o IBGE coleta dados de determinados locais. Eles incluem estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. Também estão inclusas as concessionárias de serviços públicos e internet.

As cidades cujas regiões metropolitanas estão envolvidas na coleta são:

  • Aracaju;
  • Belém;
  • São Luís;
  • Fortaleza;
  • Rio Branco;
  • Recife;
  • Campo Grande;
  • Salvador;
  • Goiânia;
  • Porto Alegre;
  • Belo Horizonte;
  • São Paulo;
  • Vitória;
  • Rio de Janeiro;
  • Curitiba;
  • Distrito Federal.

Com todos os dados necessários em mãos, o órgão público cruza dois parâmetros. O primeiro é o preço praticado nas cidades citadas. O segundo é o peso de cada item na cesta de consumo da população analisada. Assim, determina o INPC.

Como o índice INPC é usado no universo dos investimentos?

Agora que você sabe o que é o INPC e como funciona esse índice de inflação, é hora de conferir sua relação com os investimentos.

Veja:

Análise de rendimento em geral

Em primeiro lugar, é preciso considerar a premissa de que bons investimentos rendem acima da inflação. Desse modo, ao acompanhar o IPCA e o INPC, por exemplo, o investidor pode se informar em relação a ela. Outros índices econômicos também podem ser considerados.

Além disso, é interessante conhecer os impactos no INPC na renda fixa. Se o indicador sobe, a tendência é que haja mais inflação na economia. Logo, o Banco Central tende a interferir, visando controlar o processo.

Em geral, isso significa um aumento nas taxas de juros — como é o caso da Selic (a taxa básica de juros da economia). Consequentemente, os títulos de renda fixa indexados a ela podem oferecer rentabilidades maiores. No cenário oposto, os juros tendem a diminuir.

Metas de Fundos de Pensão

Também podemos pensar no impacto da inflação em investimentos específicos. Um deles são os Fundos de Pensão. Eles se relacionam diretamente ao INPC, porque as metas dos fundos consideram o índice.

Títulos privados indexados ao INPC

Outro aspecto relevante é saber que alguns títulos privados são indexados ao INPC. Ou seja, sua rentabilidade depende do indicador. É o caso de aplicações híbridas. Em determinados casos, elas oferecem o INPC acrescido de uma taxa de juros fixa.

Desempenho do agronegócio

Por fim, saber o que é INPC também pode ser útil para avaliar quais setores do agronegócio estão perdendo ou ganhando espaço. Afinal, o índice reflete o aumento no valor de itens da cesta básica.

Alguns deles estão diretamente ligados ao setor, como soja, ovos e carne. Desse modo, quem investe no agronegócio pode se beneficiar de saber mais sobre o índice.

Em geral, é interessante que os investidores acompanhem os índices do mercado financeiro, não só o INPC, mas também outros. Como você viu, é uma maneira de entender como o poder de compra é afetado pela inflação — além de balizar investimentos.

E então, gostou de se aprofundar no tema? Compartilhe as informações deste conteúdo em suas redes sociais e ajude outras pessoas a conhecer esse índice também!

Autor

Equipe André Bona

O Portal André Bona é um site de educação financeira independente, que tem como missão auxiliar pessoas e famílias a melhor compreender o mercado financeiro e seus produtos. Assine nossa newsletter!

Posts relacionados

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *