Quem já faz investimentos — ou pretende começar a fazer — precisa ficar muito atento aos detalhes essenciais de cada produto financeiro. A falta de cuidado ao analisar esses aspectos pode acarretar em problemas ou prejuízos.

Um dos elementos mais importantes é exatamente a liquidez nos investimentos. Não é raro encontrar investidores que têm suas expectativas frustradas por desconhecerem algumas informações sobre isso.

Então, que tal aprender tudo o que precisa sobre esse conceito? Acompanhe este post e evite dificuldades ao investir seu dinheiro!

O que é a liquidez?

Quando você investe está adquirindo um ativo, que pode ser um título público (Tesouro Selic, Tesouro IPCA, etc), um título privado (como um CDB) ou ações, por exemplo. A liquidez desse investimento diz respeito à facilidade com que o ativo pode ser transformado em dinheiro sem perder valor.

Ou seja, ela representa a possibilidade que você tem de se desfazer do ativo e resgatar o dinheiro investido sem enfrentar perdas de rendimento. Nesse sentido, os investimentos podem ter alta ou baixa liquidez.

Níveis de liquidez

Um ativo com alta liquidez apresenta maior facilidade para que você consiga resgatar. Exemplos clássicos dessa característica são a poupança e o Tesouro Selic.

Eles têm liquidez alta: você pode pedir resgate e receber o valor em pouco tempo, sem perder os rendimentos conquistados até a data do pedido.

Já a liquidez baixa significa que o resgate não pode ser feito rapidamente — ou, se puder, poderá haver um impacto significativo no rendimento.

Imagine, por exemplo, a situação de quem tem um imóvel como ativo: a venda dele costuma demorar meses (ou anos). Caso haja pressa para ter o dinheiro, o proprietário terá que diminuir o preço de venda e perder parte de seu lucro ou investimento.

Processos semelhantes a esse acontecem com alguns produtos financeiros. Existem títulos de renda fixa, por exemplo, com liquidez apenas no vencimento, Logo, pedir resgate geralmente implica em perdas.

Por que a liquidez é importante?

Agora que já esclarecemos o que é liquidez, é necessário se questionar sobre a importância dela no momento de investir. Como visto, esse aspecto interfere bastante nos seus investimentos, principalmente definindo se você pode contar ou não com o resgate do dinheiro.

Considerando isso, já podemos perceber que analisar a liquidez antes de adquirir um ativo é essencial. Mas há também outro ponto relevante: a relação entre liquidez, rentabilidade e risco.

A lógica comum aos investimentos é que maiores possibilidades de rendimento sejam acompanhadas por maiores riscos. Podemos dizer, ainda, que a baixa liquidez também entra nessa dinâmica. Ou seja, opções de maior liquidez costumam ser menos rentáveis.

Isso porque a baixa liquidez é um dos riscos de um investimento. Afinal, se você precisar do dinheiro antes do prazo enfrentará dificuldades ou perderá os rendimentos que obteve. É importante que os investidores aprendam a avaliar essa equação para conseguir equilibrar seus objetivos.

Procurar apenas produtos de alta liquidez pode limitar seus ganhos, enquanto investir somente em ativos de baixa liquidez pode trazer dificuldades por não ter acesso ao dinheiro rapidamente.

Como analisar a liquidez nos investimentos?

Depois de entender do que se trata a liquidez e conhecer as razões pelas quais esse conceito é relevante, chegou a hora de saber como analisar isso nos seus investimentos. Veja algumas orientações para ajudar você a montar uma carteira que considera a liquidez.

Conheça seu perfil de investidor

Como você viu, a liquidez é um dos riscos de um investimento. Então, tomar decisões sobre ela demanda analisar o seu perfil de investidor — ou seja, saber se você tem mais ou menos abertura a colocar seu dinheiro em risco.

Investidores conservadores normalmente procuram alocar a maior parte do seu patrimônio em ativos de alta liquidez. Enquanto isso, os moderados ou arrojados estão mais abertos a investir em produtos com liquidez menor.

Analise o prazo dos seus objetivos

Além da sua propensão ao risco, outra característica que deve ser considerada ao analisar a liquidez é o prazo dos seus investimentos. Investir baseado em objetivos é a melhor estratégia nesse caso, pois possibilita organizar seus ativos.

Por exemplo, se uma das suas metas é a independência financeira ou aposentadoria, o valor aplicado com esse objetivo pode ter liquidez baixa. Como esse é um plano de longo prazo, espera-se que o dinheiro não seja necessário em breve.

A mesma lógica deve ser empregada nas decisões de outros objetivos: liste todos os seus projetos para o futuro e procure liquidez mais alta para reservas de emergência ou curto prazo e prazos de vencimento maiores (e menor liquidez) para objetivos de médio e longo prazo.

Diversifique seus investimentos

A diversificação é, sem dúvida, a melhor técnica para investir de maneira mais tranquila, principalmente quando se fala de liquidez. Imagine que você coloca todo o seu dinheiro em uma aplicação com liquidez no vencimento para daqui a dez anos.

O que acontecerá se surgir uma emergência? Esse dinheiro estará “preso” e você não contará com muita flexibilidade para resolver esse problema. Entretanto, se essa mesma quantia tivesse sido distribuída em investimentos com liquidez e vencimentos variados, a situação seria muito mais tranquila.

Um cuidado indispensável é ter uma reserva de emergência. Nela, você separa um valor para tirar a qualquer momento e ajudar a resolver imprevistos. Com isso, fica mais fácil investir com prazos maiores e evitar pedir o resgate antecipado.

Veja exemplos de liquidez

Conhecer alguns exemplos de investimentos ajudará você a analisar a liquidez dos produtos que lhe interessarem. No começo deste post já citamos que a poupança e o Tesouro Selic têm alta liquidez, certo?

Dizer isso do Tesouro Selic não significa que todos os títulos públicos têm essa característica. O Tesouro IPCA e alguns pré-fixados, por exemplo, apresentam prazos maiores e têm o risco da marcação a mercado — existe o perigo de perder parte do dinheiro investido caso seja preciso resgatar o dinheiro antes do vencimento.

Em geral, títulos da renda fixa privada — como CDBs, LCs, LCIs e LCAs — também apresentam liquidez apenas no vencimento. Mas é possível encontrar prazos muito variados (desde alguns meses até alguns anos, por exemplo).

Por sua vez, os investimentos da renda variável têm liquidez muito diversa. Determinados fundos de investimentos definem um tempo para o dinheiro ficar disponível na sua conta. Em relação às ações, a liquidez depende do volume de negociação dos papéis.

Este post trouxe tudo o que você precisava saber sobre liquidez nos investimentos. Lembre-se de colocar nossas orientações em prática para evitar problemas e alcançar os resultados esperados na sua carteira!

Quer saber um pouco mais sobre o assunto? Veja quando escolher um investimento de liquidez diária!

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Autor

Equipe André Bona

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