Ao pesquisar sobre o mercado de capitais e começar a investir, surgem alguns conceitos que podem trazer dúvidas ao investidor. Um deles é o de empresa de capital aberto. Afinal, o que caracteriza esse tipo de negócio?

Para que uma companhia possa entrar na bolsa de valores, ela precisa abrir capital, o que a faz seguir uma série de exigências. Assim, a forma como ela será gerida também é diferente quando se compara a uma empresa de capital fechado.

Está curioso para entender quais as características dessas companhias? Continue a leitura e entenda, ainda, as obrigações e direitos do investidor que compra ações dessas empresas!

Vamos lá?

O que é uma empresa de capital aberto?

Como o próprio nome indica, empresas de capital aberto são aquelas que abrem seu capital social para novos sócios que desejam fazer parte do negócio. Para isso, elas entram na bolsa de valores — ambiente no qual poderão oferecer suas ações.

Dessa maneira, quem compra as ações se torna acionista e passa a deter uma fração do negócio. Ou seja, passam a ter direitos de participação nos lucros. Do mesmo modo, ficam expostos aos riscos do negócio. Assim, é possível ter prejuízo.

O processo de abertura de capital faz, portanto, com que o negócio tenha uma participação ampla. Nesse modelo, os proprietários e sócios majoritários não detêm mais o controle total da empresa. A sociedade passa a ser dividida com todos os investidores.

Alguns exemplos de empresas de capital aberto no Brasil são a Petrobras, Itaú Unibanco, Ambev, Vale e Bradesco. Todas elas podem ser acessadas na bolsa de valores, de modo que você consiga acompanhar as movimentações nos preços dos papéis — que costumam refletir os resultados dos negócios.

Quais suas características?

Como você viu, a primeira característica da empresa de capital aberto está no capital formado por ações que são negociadas na bolsa de valores. Desse modo, pessoas externas (os acionistas) passam a fazer parte do controle do negócio.

No caso da compra de ações ordinárias, que dão direito a voto, eles podem participar de assembleias do negócio e votar em questões importantes. Já nas ações preferenciais, normalmente não há a possibilidade de votar — mas existe preferência no recebimento de proventos.

Devido à complexidade exigida para abertura de capital, é preciso seguir uma série de regras. Entre elas, garantir a transparência na relação com os investidores. Além disso, o cuidado com a análise das contas — realizada por um conselho eleito pelos acionistas — é essencial.

Quais as diferenças entre uma empresa de capital aberto e fechado?

Quando uma empresa passa a funcionar, geralmente, é de capital fechado. Com isso, todas as decisões ficam por conta de proprietários ou sócios, que detêm total autonomia do negócio. Aqui, também existem ações, mas elas são divididas entre os sócios iniciais.

Com isso, todos os investimentos que são realizados também devem vir dos donos, que dividem os lucros e prejuízos que a companhia tiver. Em alguns casos, é possível receber investimentos de outras formas, fora da bolsa de valores.

No futuro, ao alcançar um patamar de maior maturidade, a empresa pode decidir abrir capital e atrair novos investidores.

Por que as companhias resolvem se tornar de capital aberto?

De modo geral, a abertura do capital é uma forma de atrair recursos para a companhia e destacar a empresa no mercado. Assim, oferecer ações na bolsa de valores marca um novo momento da companhia, indicando o caminho para a solidez e crescimento.

Tornar-se uma companhia de capital aberto é, portanto, uma estratégia para aumentar os recursos financeiros do negócio. Essa entrada de dinheiro pode ser reinvestida, possibilitando novos projetos.

Além de lançar ações, uma empresa pode captar recursos ao vender títulos de dívidas do negócio. É o caso das debêntures, um investimento de renda fixa que funciona como um empréstimo a ser pago com juros.

A abertura de capital é um processo diferente, que permite que quem aporte dinheiro tenha participação no negócio. Pode ser uma forma mais barata de aumentar o patrimônio líquido e até de auxiliar na reconstrução financeira de um negócio.

Como é o processo de abrir capital?

Quando uma companhia resolve abrir seu capital precisa realizar alguns passos. O primeiro deles é o registro da empresa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instituição do mercado financeiro que autoriza essa operação.

Ao conseguir a aprovação da CVM, pode fazer a abertura de capital na bolsa. O processo se chama IPO, sigla em inglês para oferta pública inicial.

Depois, os diretores precisam fazer o prospecto de oferta — um documento que será apresentado para quem decide investir. Nele, mostram as perspectivas daquele negócio, situação no mercado, riscos, planos da administração, entre outras informações.

O IPO também envolve uma série de taxas e custos, como a contratação de uma auditoria externa, além de burocracia e tempo. Por isso, na maioria das vezes, são empresas grandes e já com certo grau de maturidade que buscam a possibilidade de entrar na bolsa.

No IPO, as primeiras ações são lançadas e o dinheiro captado é da empresa. Logo depois, os papéis podem ser negociados no mercado secundário da bolsa. Ou seja, entre os próprios investidores. Nesse caso, o dinheiro não vai mais para a empresa, e sim para quem vendeu os ativos.

Quais as vantagens do capital aberto para o investidor?

É interessante que o investidor, principalmente o iniciante, pesquise sobre o mercado de capitais. Com isso, passa a entender as principais características da empresa de capital aberto e pode saber como investir em ações.

Ele fica ciente de como se dá o funcionamento desse negócio e sabe como será sua participação e direitos ao comprar uma ação. Ter esse entendimento ajuda a analisar melhor as companhias que estão listadas na B3 para saber se vale a pena ter os papéis no seu portfólio.

O objetivo deste conteúdo foi esclarecer o que é uma empresa de capital aberto, mostrando como elas funcionam e qual é o papel do investidor nesse tipo de negócio. Como você viu, pode ser uma maneira de diferentes companhias crescerem no mercado e gerarem oportunidades ao investidor!

Gostou das informações que conferiu neste post? Já que falamos bastante sobre as empresas que estão na bolsa de valores, é interessante conhecer também o perfil de investidor na B3!

Autor

Equipe André Bona

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