É muito comum que as pessoas pensem que as decisões financeiras são feitas de maneira racional. Afinal, elas demandam raciocínio lógico e análise de números.

Mas, será que isso é o que acontece, de fato? Pense bem: ter informações sobre economia e investimentos é o suficiente para mudar os seus hábitos financeiros?

Provavelmente não, certo? E isso pode ser explicado pela Psicologia econômica. Ou seja, os pensamentos e as emoções que temos em relação ao dinheiro, muitas vezes, tomam o lugar da racionalidade na hora de fazer escolhas e controlar os gastos.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira nosso artigo!

O que é a Psicologia econômica?

Psicologia econômica é uma disciplina científica que faz a interface entre a Economia e a Psicologia. Por muitas décadas, economistas desenvolveram teorias considerando apenas os aspectos lógicos e numéricos relacionados à sua ciência. Entretanto, alguns especialistas começaram a questionar isso.

Apesar desse termo ter sido usado pela primeira vez no ano de 1881, por Gabriel Tarde, a Psicologia econômica ganhou força apenas na década de 1970. Assim, vemos que esses conhecimentos são recentes e ainda precisam se expandir bastante — principalmente no Brasil.

Uma das principais ideias defendidas por especialistas dessa área é que ao estudar as decisões econômicas também é preciso investigar o comportamento humano. Afinal, pessoas não são como máquinas, que tomam decisões baseadas somente na lógica. Por trás das escolhas humanas, existem pensamentos e emoções que, muitas vezes, não são conscientes.

Isso permite levantar hipóteses para explicar, por exemplo, por que o endividamento ainda é tão alto, mesmo que todos saibam que não se pode gastar mais do que se ganha. Por que as informações não bastam para tomar boas decisões financeiras? O que dificulta o desenvolvimento de hábitos saudáveis em relação ao dinheiro? Essas são perguntas que a Psicologia econômica pode ajudar a responder.

O que está por trás dos seus hábitos financeiros?

Se as escolhas que você faz não são totalmente racionais, como saber o que influencia sua relação com o dinheiro? Existem alguns elementos a serem abordados nessa questão. Confira a seguir.

Padrões familiares

Eles estão entre os principais fatores que influenciam o seu comportamento financeiro. Nesse ponto, você pode pensar “mas eu nunca conversei sobre esse assunto com minha família”. Ainda assim, não significa que não existiam conceitos sobre dinheiro. Pelo contrário, o silêncio, nesse caso, diz muito!

Enquanto você crescia, ia aprendendo determinados valores financeiros a partir de como seus pais e outros adultos de referência se relacionavam com esse tema. Então, tenha sido isso explícito ou não, os padrões familiares costumam exercer influências relevantes nos comportamentos que você adota na vida adulta.

Seus pais tinham um controle financeiro e passaram conhecimento sobre isso para você? Ou o orçamento era descontrolado e as dívidas eram perigos constantes? Que emoções vêm à tona quando você pensa sobre dinheiro? Reflita um pouco e tente perceber os valores construídos ao longo da sua vida.

Aspectos culturais

Outro elemento essencial quando se discute sobre Psicologia econômica e a relação entre as emoções no comportamento financeiro é a cultura da sociedade em que vivemos. Ou seja, os hábitos coletivos dos brasileiros exercem também uma forte influência sobre a sua vida financeira.

Infelizmente, a nossa cultura ainda é marcada por maus hábitos econômicos. Por exemplo, 58% dos brasileiros afirmam que dedicam nenhum ou pouco tempo às atividades de controle do orçamento. E menos da metade da população tem alguma reserva de dinheiro investida.

Além disso, as finanças no Brasil também são caracterizadas pelo imediatismo e pelo abuso do parcelamento. É importante destacar, ainda, a cultura do status: há uma valorização do consumo constante de produtos de marcas caras. Todas essas condições explicam a falta de planejamento e as altas taxas de endividamento ou inadimplência.

Como usar a Psicologia econômica a seu favor?

Você já sabe o que pode estar por trás das suas decisões financeiras. Mas, como transformar a Psicologia econômica em uma aliada? Veja algumas dicas para superar as influências ruins e tomar decisões mais conscientes!

Perceba seus padrões

O segredo para colocar a Psicologia econômica em prática é exercer o autoconhecimento. Você consegue identificar os seus padrões em relação ao dinheiro? O que você pensa sobre o assunto, que sentimentos estão mais presentes na sua vida financeira e como suas escolhas são realizadas?

Refletir sobre isso é o primeiro passo para superar os obstáculos e mudar suas finanças. Você pode perceber, por exemplo, que faz alguns gastos por status, e não pode dar importância verdadeira ao que consome. Estar mais consciente desse tipo de comportamento é essencial para mudar isso.

Busque educação financeira

Nós começamos este artigo falando que a informação não é suficiente para mudar suas práticas. Entretanto, isso não significa que ela é desnecessária. Ao contrário, educar-se financeiramente é um passo fundamental para saber o que precisa ser mudado e como isso pode ser feito.

Juntando a informação com o autoconhecimento, você tem uma ótima estratégia para alcançar melhores resultados no seu planejamento. Por isso, busque estudar o assunto e pegar dicas interessantes sobre hábitos mais saudáveis para a vida financeira — como o minimalismo.

Estabeleça metas de mudança

Uma vez que você se der conta das emoções que estão por trás dos seus comportamentos financeiros e tiver informações relevantes sobre o que deve ser feito, é hora de tentar mudar sua realidade. Provavelmente, essa tarefa não vai ser fácil no começo. Afinal, os padrões são antigos e costumam passar despercebidos por muito tempo.

A dica é estabelecer metas em relação ao que você quer transformar. Ter objetivos claros é uma forma de usar a Psicologia econômica a seu favor, pois vai existir um foco para seguir. Isso ajuda a modificar seu mindset financeiro (ou seja, a forma como você pensa sobre dinheiro).

Se uma das metas for controlar gastos e diminuir seu custo de vida, por exemplo, vai ficar mais fácil planejar as compras e evitar o descontrole. Da mesma forma, se você definir o objetivo de priorizar o que considera importante, desenvolverá o hábito de ponderar melhor antes de realizar qualquer gasto.

Entender a Psicologia econômica permite que você reflita sobre o que influencia suas decisões. Dessa forma, é possível se conhecer melhor e saber quais são as suas principais dificuldades na hora de desenvolver bons hábitos. Colocando nossas dicas em prática, você vai colher ótimos resultados!

Agora que você sabe um pouco mais sobre finanças, que tal contar com a nossa ajuda para aperfeiçoar a sua vida financeira? Assine a newsletter do blog e acompanhe nossos conteúdos!

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Autor

Equipe André Bona

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