A taxa de câmbio representa a relação de uma moeda em relação a outra. E essa taxa pode sofrer oscilação, chamada de variação cambial.

Essa variação mostra que a taxa de câmbio não é estática e pode sofrer alterações, principalmente quanto mais interligadas forem as economias das moedas em questão.

No Brasil, a variação mais acompanhada é a do Real em relação ao Dólar americano. Vamos entender porque ocorre essa variação e como funciona.

Continue a leitura e entenda!

Regime Cambial do Brasil

Antes de começarmos a falar sobre variação cambial e sobre o comportamento da cotação de uma moeda, é necessário entender que cada país adota um regime cambial. E que, dependendo desse regime adotado, o câmbio pode ser fixo e não sofrer variação, pode sofrer uma variação limitada por determinada faixa ou pode flutuar.

Leia nosso artigo sobre Regime Cambial para entender mais sobre os regimes cambiais.

No Brasil, o regime adotado é o de câmbio flutuante, porém com intervenções do Banco Central quando esse julga necessário operar no mercado de câmbio para promover ajustes e garantir seu bom funcionamento.

A livre variação cambial só é possível em um regime cambial flutuante, uma vez que o fator preponderante para a taxa de câmbio será a oferta e demanda da moeda.

Variação cambial: O que é e quando acontece?

O custo de uma moeda obedece a lógica de mercado de procura e oferta. Quanto mais escasso determinado bem ou ativo, maior seu valor. Da mesma forma, quanto mais liquidez há desse ativo, ou quantidade à disposição, seu valor tende a diminuir.

Dessa forma, a taxa de câmbio não é estática e sofre variação, sendo possível observar alterações ao longo de um mesmo dia, inclusive.

A cotação de uma moeda sofre variação de acordo com fatores econômicos, entrada e saída de moeda estrangeira do país, com investimentos externos, operação de exportação e importação, transferência de valores entre países e até mesmo atração de turistas que trazem dinheiro de fora – moeda estrangeira – para a economia local.

Situações que influenciam na demanda por moeda

Podemos elencar algumas situações que influenciam na busca por uma moeda:

  • Taxa de Juros para investimentos em um país em relação ao risco país: Quando a relação é atrativa, atrai fluxo de moeda externo – investimento externo, valorizando a moeda interna em relação à moeda que entra no mercado; quando a relação é desinteressante, há saída de recursos estrangeiros com desvalorização da moeda interna
  • Turismo: Épocas com grande entrada de turistas estrangeiros em um país e entrada de moeda externa, há a valorização da moeda interna; grande saída de turistas para o exterior buscando moeda estrangeira para viajar, gera desvalorização
  • Exportações X Importação: quanto mais se vende para fora, e recebe em moeda estrangeira, há maior quantidade dessa moeda internamente e ela fica mais barata. Da mesma forma, quando há compra expressiva de itens importados, há a necessidade de se gastar moeda externa e seu preço sobre
  • Incertezas econômicas: Incertezas sempre geram busca por moeda forte, como forma de segurança. Cenário políticos incertos levam geralmente a uma desvalorização da moeda interna.

Brasil – Real X Dólar

No Brasil verificamos que é o dólar americano a principal moeda de referência, assim como em grande parte do mundo.

Segue um comparativo do valor do real em relação dólar: (31/12/2019)

  • Dólar dos Estados Unidos/USD X Real

1 USD = 4,0301 BRL

No site do Banco Central do Brasil é possível realizar a conversão de moedas por um conversor de moedas online.

Historicamente é possível notar que em momentos de incertezas e instabilidade internas o valor do dólar apresentou um aumento, como em épocas de eleições presidenciais.

Dessa forma, verifica-se que a variação cambial não se limita a fatores puramente de mercado. Desdobramento políticos internos e externos tendem a influenciar a busca por uma moeda e geram oscilação, principalmente no curto prazo.

No longo prazo, distorções tendem a ser amenizadas com movimentos tanto do Banco Central que pode entrar operando no mercado e também por um ajuste natural do mercado.

Conclusão

O Brasil sempre atraiu um capital estrangeiro especulativo interessado na alta taxa de juros interna praticada, representando grandes possibilidades de ganhos para os agentes internacionais e trazendo fluxo de reserva estrangeira. Porém, com a queda da taxa de juros, a taxa SELIC, iniciada em 2017 e acentuada em 2019, existe uma saída desse capital, o que forçou uma desvalorização do real.

Esse movimento de mercado tem mostrado que mesmo com uma alta do dólar em um câmbio flutuante, os desvios não são tão bruscos, refletindo uma economia mais sólida com capacidade crescente de captar capital externo de investimento sustentável e com a segurança ainda de altos níveis de reservas internacionais que permitem ao Banco Central intervir quando necessário.

Gostou de conhecer mais sobre variação cambial? Quer aprender mais sobre economia e mercado financeiro? Leia nosso artigo sobre crises econômicas 5 Grandes crises mundiais que abalaram o mundo.

Autor

Equipe André Bona

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