Dos pequenos restaurantes às grandes redes de fast-food. Por todos os lados você encontra opções de alimentos originalmente produzidos com carne, mas com substituições vegetais para quem pratica o veganismo.

Hambúrguer de soja, de vegetais e a base de plantas são algumas das versões direcionadas ao veganismo, que já faz parte da rotina de milhões de pessoas em todo o mundo. Se antes era praticamente impossível encontrar versões sem carne, hoje é possível alimentar-se sem o consumo de carne, inclusive, em restaurantes mais populares.

Mas uma dúvida muito pertinente a essa discussão refere-se às semelhanças entre o veganismo e o vegetarianismo. Apesar de ambos os estilos de vida eliminarem a carne do cardápio, há outras questões bem mais relevantes envolvidas.

Quer saber mais sobre as características do veganismo, estilo de vida cujo número de adeptos cresceu mais de 600% no mundo, nos últimos anos? Acompanhe e boa leitura!

Veganismo: estilo de vida, e não dieta

Antes de iniciar qualquer pontuação sobre o veganismo, é de extrema importância destacar que não se trata de uma dieta ou de um protocolo alimentar passageiro. O significado do veganismo está atrelado a um estilo de vida mais consciente, preocupado não somente com a saúde mas, principalmente, pelo processo presente na cadeia alimentar como um todo.

Como principal significado do veganismo pode-se destacar a preocupação em poupar os animais – independente de quais forem – do sofrimento.  E isso vai além de retirar a carne branca ou vermelha do seu prato.

Tal reflexão não se refere apenas ao abate de animais, como boi, galinha e vaca, para o consumo direto. A preocupação estende-se, inclusive, a extração de pele de animais para a indústria do vestuário, uso de animais para testes na indústria farmacêutica e cosmética e outras questões culturais.

Mas quando surgiu o veganismo e o vegetarianismo? Eles são atuais?

Não, não são. Há históricos de que há cerca de 2 mil anos já existiam pessoas preferindo o consumo de produtos vegetais aos animais. Quer exemplos famosos? O filósofo Pitágoras e o próprio Buda, até onde se sabe, já eram seguidores, de forma mais leve, do vegetarianismo.

Para você saber: embora não existam pesquisas tão recentes sobre o número de brasileiros veganos, há uma expectativa que, atualmente, este volume já ultrapasse os 5 milhões.

Em suma, se você pensa em seguir o veganismo, saiba que não basta apenas retirar a carne da sua alimentação. É necessário repensar todo a sua veia consumista e considerar as possíveis substituições.

Qual a diferença entre vegano e vegetarianismo?

Outro tópico que merece reflexão refere-se ao conceito de vegano e vegetarianismo. Aliás, você sabia que há diferença entre vegano e vegetarianismo? Enquanto os vegetarianos eliminam apenas o consumo de carne em seus cardápio, priorizando o ovo e outras proteínas, como a soja, por exemplo, o veganismo vai além.

Adeptos do estilo de vida vegano não consome qualquer produto, alimentício, cosmético ou vestuário, que possua em sua formulação algum traço de origem animal. Além dos componentes, também são proibidos o consumo de itens cujas fabricações causem impacto nos animais.

Alimentos veganos: você sabe quais são?

Como há a negativa no consumo de produtos de origem animal, é comum que um aspirante a vegano não saiba exatamente como substituir os alimentos, principalmente quando se trata de carne vermelha e carne branca.

Sabe-se que o sabor e a textura da carne podem ser pontos relevantes na adoção do estilo de vida vegano. Mas, além disso, também existe a preocupação com a saúde.

No entanto, existem bons substitutos que resolvem esta questão. Além, é claro, da reposição de vitaminas e proteínas presentes na carne.

Confira a seguir uma relação bem completa de alimentos que podem ser consumidos de forma livre por veganos – e, por que não, por vegetarianos:

  • Grãos: arroz (integral ou branco), feijão, lentilha, ervilha seca, grão de bico, verduras, alface, couve, couve-flor, agrião, brócolis, espinafre.
  • Farinhas: farinha de trigo triguilho, fubá, polvilho doce e azedo, farinha de mandioca, farinha de rosca.
  • Legumes: batata, batata doce, cenoura, milho, aipim, berinjela, pepino, pimentão, tomate, abóbora, inhame, abobrinha, vagem, beterraba.
  • Frutas: banana, maçã, laranja, pera, caqui, manga, uva, melão, melancia, abacaxi, coco, kiwi e morango.
  • Temperos: curry, açafrão, colorau, molho de pimenta, louro em pó ou seco gengibre em pó, alho, cebola, orégano.
  • Petiscos: castanha do Pará, castanha de caju crua, nozes, amêndoas, uvas passas, ameixas secas.
  • Ultraprocessados: leite condensado de soja, creme de leite de soja, chocolate em barra, proteína vegetal texturizada, margarina vegetal.
  • Acompanhamentos e frios: tofu, pastas vegetais caseiras (de grão de bico, soja, castanha, amêndoas etc), requeijão vegetal e maionese vegetal.

O veganismo traz riscos para a saúde?

Uma dúvida relevante na vida de quem se interessa pelo veganismo relaciona-se com o impacto da redução de proteínas animais na manutenção da saúde.

Assim como qualquer outro cronograma alimentar, o ideal é que o vegano, pelo menos nos primeiros meses de transição, seja acompanhado por um nutricionista. Desta forma, todas as substituições serão realizadas corretamente, sem prejuízo à saúde.

No entanto, caso a alimentação vegana não seja minimamente planejada por um profissional, há chances de reflexões negativas no organismo. A principal reflexão está na carência da vitamina B12. A B12 é de extrema importância para o fortalecimento neurológico e está ligada a formação dos neurônios. Seus níveis ideais permitem o bom funcionamento do metabolismo.

Além da vitamina B12, a alimentação vegana deve substituir positivamente  as proteínas animais, bem como seus nutrientes. Vale destacar que os alimentos a base de proteína animal são ricos em  ômega-3 e os ácidos graxos, ferro, zinco, cálcio, além das vitaminas do grupo D. Estes por sua vez, precisam ser inseridos de alguma forma no cardápio vegano.

Mas fique tranquilo sobre estas substituições de proteínas. Há inúmeros produtos que podem ser consumidos pelos veganos e que auxiliam na reposição das vitaminas. Confira alguns exemplos.

  • Feijão;
  • Ervilha;
  • Grão-de-bico;
  • Lentilha;
  • Pó de agar-agar;
  • Proteína de soja texturizada;
  • Cogumelos;
  • Jaca verde, que pode ser utilizada, inclusive, como recheio de coxinhas e tortas salgadas;
  • Amendoim;
  • Paçoca;
  • Seitan, como excelente substituto da carne;
  • Castanhas;
  • Tofu;
  • Aveia.

Conclusão

Se bem equilibrado, o veganismo não oferece riscos à saúde. Na verdade, o que já vem sendo comprovado é que o consumo exagerado de carne vermelha é que pode trazer sequelas a longo prazo.

Adotar um estilo de vida menos focado no consumo de produtos de origem animal pode então gerar grandes benefícios para a sua saúde. O importante é refletir se este estilo de alimentação (e de vida) é adequado ou não ao seu dia a dia e às suas necessidades e desejos.

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Autor

Equipe André Bona

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