O conceito de risco está relacionado a um perigo, uma ameaça ou um fracasso. Quando algo que fazemos tem a possibilidade de não apresentar os resultados esperados, estamos assumindo um risco. O sucesso, nem sempre, depende só da nossa vontade.

Quando levamos o assunto para o mercado financeiro, o risco de crédito nos investimentos é, basicamente, não receber o montante que esperava quando fez uma aplicação.

Vamos supor que você empreste um dinheiro para um amigo. O combinado é receber o valor de volta, com juros. No entanto, ele é demitido e passa um tempo maior que o esperado sem arrumar outra fonte de renda. E você acabou sem receber o devido valor.

Ele não esperava por isso, mas aconteceu. Para que você entenda melhor essa analogia e cuide dos seus investimentos, vamos explicar o assunto neste post. Acompanhe e saiba mais!

O que é risco de crédito?

O risco de crédito nos investimentos é assumir a possibilidade de não receber de volta o dinheiro aplicado. Pois, por algum motivo que foge do seu controle, esses rendimentos poderão não ser pagos.

É verdade que todo investimento tem seus riscos. No entanto, dependendo da modalidade escolhida, eles podem ser maiores ou menores e geralmente está associado à sua rentabilidade e liquidez.

O mercado financeiro entende as aplicações em renda fixa como as mais seguras, já que não são tão voláteis. E muitas ainda contam como a garantia do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Este cenário muda quando se trata do mercado de ações – que, embora possa trazer maiores ganhos, também apresenta maiores riscos.

Para ajudar os investidores a fazer a escolha certa, existem agências de classificação de risco que, após um cálculo baseado em uma série de elementos, concede uma nota sobre o risco de crédito nos investimentos.

Dessa forma, quando for optar por um título, você pode encontrar a seguinte classificação:

  • nível A, AAA, AA+, A1, A2, Aa: investimento de baixo risco;
  • nível B, BBB, BB+, B1, B2, Bb: investimento de risco médio;
  • nível C e variações: investimento de risco elevado;
  • nível D: investimento de altíssimo risco

Vale pontuar que essa classificação pode variar de acordo com a agência, mas geralmente, elas têm essa apresentação. O importante é consultar essa nota para cada investimento pretendido. No entanto, é preciso ter consciência de que essas notas são apenas referências, e não verdades absolutas, ok?

Por que é importante para o investidor compreender este risco?

Quando você concentra todo o seu investimento em uma só operação, pode perder todo o seu investimento caso aconteça alguma dificuldade econômica ou recessão. No entanto, não dá para ignorar que todo investimento tem seus riscos.

É importante saber o que pode acontecer para poder avaliar onde investir e no que ficar de olho depois. Veja alguns exemplos práticos:

  • investimentos na poupança estão sob o risco de o banco escolhido quebrar;
  • investir em uma empresa está sob o risco desse negócio falir;
  • investir nos títulos da plataforma do Tesouro Direto Nacional está sob o risco de o próprio Governo quebrar.

Ou seja, em síntese, a falência de qualquer organização é o risco que se assume ao trabalhar com investimentos. Por isso, é importante buscar por alternativas sólidas e acompanhar o mercado de perto.

Qual a relação entre este e outros riscos?

O risco de crédito nos investimentos não é o único perigo que ronda esse mercado. Além dele, toda aplicação vai estar suscetível a outros riscos. Alguns deles são:

Risco de Mercado

Relacionado à economia, pode flutuar de acordo com a Taxa CDI, a Taxa Selic ou a Ibovespa, por exemplo, que são índices variáveis.

Como o mercado é um ambiente de incertezas, títulos de renda variável costumam trazer riscos maiores que os de renda fixas em relação ao mercado.

Risco de Liquidez

Liquidez é termo utilizado para definir o resgate antecipado de um investimento. Quando a aplicação tem liquidez, significa que pode ser movimentado antes do vencimento do prazo preestabelecido.

Quanto menor for a liquidez, ou seja, quanto mais tempo ele permanece sem que possa ser movimentado, maior é o risco de perder parte do dinheiro em caso de resgate antecipado.

Um exemplo prático sobre a liquidez está na venda de imóveis. Investir em casas, apartamentos e terrenos é uma boa opção, já que geralmente há uma boa valorização. No entanto, se por algum motivo for necessário vender esse imóvel rapidamente, você está sujeito a acabar passando para frente o seu imóvel por um valor abaixo do mercado.

Isso porque, na prática, os imóveis físicos têm baixa liquidez.

Risco operacional

Este é o risco que muitos investidores correm. Seja ao investir em um título de renda fixa (emprestando seu dinheiro a alguém) ou em ações, você fica suscetível ao sucesso – ou não – das decisões e empresas e instituições nos mais diferentes aspectos.

Isso significa que, qualquer escolha errada, pode significar a desvalorização dos seus investimentos, parcial ou total. Percebe a importância de conhecer este tipo de risco?

O tripé dos investimentos

Juntos, liquidez, segurança e rentabilidade formam o que é chamado de tripé dos investimentos e compreender essa relação é fundamental para fazer a escolha certa. Isso porque dificilmente um investimento oferece as 3 possibilidades.

À primeira vista, olhar somente para a rentabilidade pode parecer tentador. No entanto, quando você começa a estudar sobre o assunto, percebe que o risco é proporcional aos ganhos. Ou seja, quanto maior for a capacidade que um investimento tem de render, mais baixa será a segurança para os investidores. E esse erro pode trazer várias consequências negativas.

A liquidez, por outro lado, também deve ser muito bem planejada. É preciso pensar nas eventuais emergências e ter muito cuidado para não alocar todo o seu dinheiro em apenas um tipo de investimento. Equilibrando rentabilidade, liquidez e todos os riscos envolvidos em um investimento ficará muito mais fácil organizar e compor um portfólio sólido.

Conseguimos responder as suas dúvidas sobre o que é risco de crédito? Conhecer e entender o real risco de crédito nos investimentos é fundamental para que você possa fazer escolhas adequadas às suas necessidades, avaliando as vantagens e desvantagens de cada título com mais segurança.

Se você ainda está iniciando sua jornada no mundo dos investimentos, clique aqui e confira nossas sugestões de investimento para investidores iniciantes, considerando tudo o que você aprendeu com esse post.

Autor

Equipe André Bona

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