Você certamente já ouviu falar da importância da diversificação, não é? Quem está buscando investimentos fora do Brasil pode achar que vale a pena conhecer o XINA11. Ele permite exposição à China — um país que vem crescendo e atraindo investidores.

O destaque da China no mercado faz com que ela seja concorrente direta dos Estados Unidos para o posto de principal economia mundial. Assim, investir no mercado chinês pode representar oportunidades para investidores que tenham abertura a isso.

Mas será que XINA11 é uma boa alternativa? É isso que você descobrirá neste artigo. Continue a leitura e conheça as principais vantagens e desvantagens desse ETF da China!

O que é um ETF?

Para saber se XINA11 vale a pena como alternativa de diversificação, antes é preciso compreender o que é um ETF. Ele representa uma categoria de investimento disponível para quem deseja se expor ao mercado internacional por meio de fundos e sem sair do Brasil.

Os exchange traded funds, ou ETFs, são fundos de investimento que replicam a performance de um índice do mercado financeiro. Portanto trata-se de um fundo de gestão passiva. Ou seja, a composição de ativos não busca superar um benchmark, mas segui-lo.

Assim, os fundos de índice, como também são conhecidos, oferecem uma maneira simples e acessível de diversificação. Inclusive, internacional, já que muitos ETFs negociados no Brasil podem replicar indicadores de outros países.

Como funciona o XINA11?

XINA11 é o primeiro fundo de índice brasileiro focado exclusivamente em replicar o desempenho dos principais mercados chineses. Seu objetivo é acompanhar o MSCI China, índice que lista 700 das grandes e médias empresas mais importantes da China.

Ele corresponde a cerca de 85% do total de empresas de capital aberto na China. Aproximadamente 30% desse mercado se trata do setor de consumo discricionário (não indispensáveis, como vestuário, lazer etc.).

Gerido pela XP Asset Management e administrado pelo Banco BNP Paribas, o XINA11 pode ser negociado na bolsa em lote mínimo de 1 cota. Entre os ativos do XINA11, vale destacar as gigantes mais populares e com maior impacto no cenário asiático.

Essas empresas, somando capital de mercado trilionário, estão entre as mais importantes do mundo no segmento de tecnologia. São, por exemplo:

  • Alibaba Group;
  • Tencent Holdings;
  • Xiaomi Corporation;
  • Meituan Diaping, entre outras.

Vale a pena investir em XINA11?

O crescimento econômico chinês é um atrativo para investidores que desejam se expor ao mercado asiático. O país tem ganhado destaque e há expectativas de que ele possa se tornar a maior economia do mundo, ultrapassando os Estados Unidos.

Porém, antes de investir, é preciso avaliar as condições com cautela, dentro de um plano inteligente de investimentos. É fundamental conhecer as principais vantagens e desvantagens do XINA11 para avaliar se ele é adequado para sua carteira.

Entenda melhor a seguir!

Vantagens

Como você viu, por se tratar de um ETF, o XINA11 é uma alternativa de diversificação. Afinal, com um fundo de índice você não apenas acrescenta mais ativos à sua carteira, como também distribui o potencial de risco entre os diversos setores presentes no índice.

Além disso, investir em XINA11 é muito fácil. Basta buscar o código no home broker para começar a negociar cotas na bolsa. O custo é outra vantagem comum em ETFs, já que é possível se expor a diversos investimentos com apenas uma cota.

Geralmente, a cota não tem um preço muito alto. Assim, o XINA11 pode valer a pena por ser acessível a qualquer investidor, inclusive os pequenos. A taxa de administração, cobrada para remunerar o gestor, também é considerada mais baixa, por ser um fundo de gestão passiva.

E, claro, uma das principais vantagens do XINA11 é ser um meio mais fácil do investidor brasileiro se expor ao mercado asiático. Afinal, não é preciso abrir contas internacionais e nem realizar câmbio para se expor aos resultados do cenário chinês.

Desvantagens

Para decidir se XINA11 vale a pena você precisa também conhecer os pontos negativos do investimento. Uma das desvantagens do ETF é que você não tem posse diretamente dos ativos. Assim, é uma exposição indireta.

Isso acontece em todos os fundos de investimentos, já que o investidor adquire as cotas, e não os ativos em si. Ademais, não é possível participar da escolha dos investimentos. Você terá exposição a todas as empresas que fazem parte do índice.

Mais uma desvantagem de ETFs brasileiros é não pagar dividendos. Se as empresas do XINA11 distribuírem proventos, eles serão reinvestidos no próprio fundo. Assim, a rentabilidade desse investimento acontece com a valorização das cotas.

Além disso, quem investe no ETF brasileiro está se expondo ao mercado chinês pela compra de cotas de outro fundo. Logo, há a desvantagem de acúmulo de taxas de administração. Isso porque o XINA11 paga a taxa do fundo internacional do qual ele adquire cotas.

Mas, na verdade, o investimento indireto não é tão diferente de outras possibilidades quando se fala em investir na China. Afinal, o governo chinês não permite que estrangeiros sejam donos de empresas no país. Desse modo, investir no ETF pode continuar sendo uma das melhores opções.

XINA11 vale a pena?

Agora você sabe as vantagens e desvantagens do XINA11 e pode decidir se ele vale a pena. A escolha depende não só de conhecer o investimento, mas principalmente de avaliar seu perfil e investidor e seus objetivos.

Logo, é fundamental que o investidor tenha um plano bem desenhado para a construção de um portfólio estratégico. Investir na China faz parte da sua estratégia? Se sim, o ETF pode ser uma opção acessível e diversificada.

Vale ressaltar que um ETF se trata de investimento em renda variável. Desse modo, cada investidor deve saber de antemão como lidar com a pressão dos riscos de prejuízo. Apenas assim, com planejamento, é possível concluir se XINA11 vale a pena ou não.

Agora que você tem esclarecidas as principais dúvidas sobre o XINA11, cuidado para não confundir diversificação com pulverização de recursos. Quer saber mais? Então acesse nosso artigo e entenda o que é e como evitar a falsa diversificação!

Autor

Equipe André Bona

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