Estar com o CPF negativado pode ser um empecilho para que você concretize seus objetivos. E certamente não é um bom indicador quando tratamos de finanças pessoais.

A restrição no nome representa que você fez uso de um crédito ou se comprometeu com uma promessa de pagamento, a qual não pode cumprir. Mas ninguém quer permanecer no cadastro de devedores, correto?

Por isso, neste artigo, você conhecerá 4 estratégias que você pode adotar para limpar o seu nome. Continue a leitura e confira!

Analise sua situação

Antes de pontuarmos as estratégias, é importante que você tenha em mente a necessidade de fazer um plano de ação para organizar suas finanças.

Não fique desesperado, estressado ou mal emocionalmente com ligações de cobrança. Quem está cobrando está no papel dele, não deixe que isso paralise você.

Muitas pessoas perdem para elas mesmas, não encontrando forças para se organizar. Mas saiba que, quanto mais cedo você entender que se trata de números e que você deve dominá-los, melhor.

É necessário mudar sua forma de se relacionar com o dinheiro e organizar suas dívidas. Nosso artigo ‘Estratégias para começar a organizar as dívidas’ pode lhe ajudar nesse ponto.

Agora que você já refletiu que deve encarar de frente a situação, vamos às estratégias que vão lhe auxiliar nessa jornada.

Estratégia 1 – Renegocie as dívidas

A mais clássica e comum saída para pagar uma dívida negativada é renegociá-la. No entanto, essa forma deve ser utilizada com cautela.

Na renegociação com novo parcelamento, uma concessão de crédito é feita, já que você assumirá um novo compromisso mensal, com um novo contrato para quitar o inadimplente.

Este é um caso de pagamento de ‘juros em cima de juros’. Portanto, você deve analisar criteriosamente as taxas cobradas para essa renegociação e os prazos.

Com taxas e prazos altos, você pode se surpreender com o total que pagará ao fim – um valor de 2 a 3 vezes maior que a dívida contraída inicialmente.

Temos que lembrar também que o Brasil atravessa uma queda histórica da SELIC, proporcionando margem para as instituições praticarem juros mais baixos. Não aceite juros altos nessa renegociação.

Analise também se essa parcela cabe no seu orçamento, pois caso ocorra uma nova inadimplência, o ciclo de juros sobre juros mencionado acima, se tornará uma espiral perigosa.

Estratégia 2 – Negocie descontos para pagamento à vista

Caso exista a disponibilidade de algum valor, seja por organização ou recebimento de recursos, como saldo de FGTS, por exemplo, em uma rescisão contratual de trabalho, você terá a oportunidade de realizar o pagamento a vista de seu débito.

Nesse caso, você tem também o poder de negociar descontos para a quitação. É importante analisar que as instituições fornecem descontos muitas vezes bastante relevantes de acordo com a situação da dívida – existem descontos de até 90% do valor da dívida.

É possível também que, no caso de descontos muito altos, a instituição coloque seu CPF em uma espécie de “quarentena”. Isso significa que não tão cedo estas instituições emprestarão novamente a você.

Portanto, verifique até que ponto você deve equalizar esse desconto, pagando abaixo do valor inicial da dívida. Ou se vale a pena um desconto menor mas permanecer com a possibilidade de contrair crédito.

Estratégia 3 – Analise o momento de pagar a dívida

Esse ponto é bastante controverso, mas é real e vale a reflexão.

Quando você acaba de se tornar um devedor, existe uma janela de tempo em que a dívida aumenta com a incidência de juros sobre o saldo em aberto. Nesse momento, as negociações são mais restritas.

Se a inadimplência ocorreu por um descuido ou uma eventualidade, e você limpará seu nome e acabará com as dívidas, ok, coloque-as em dia, utilize as estratégias 1 e 2 e continue. Mas, caso você esteja com mais de uma restrição no seu CPF e não vai conseguir quitar todas as pendências, verifique se não é melhor esperar mais.

Após um período, as instituições colocam as dívidas como perdas/prejuízos em seus resultados. E a partir daí, qualquer valor que elas receberem é lucro, pois já haviam contabilizado a dívida como perdida.

O mesmo ocorre quando instituições vendem suas dívidas a terceiros. Quando elas fazem isso, é porque verificam que o custo de receber é alto, e vendem a dívida a um valor muito abaixo. Portanto, quando uma empresa de cobrança ligar, certamente ela comprou sua dívida por um valor baixo, e você já está na possibilidade de negociar grandes descontos.

Essa cessão de dívida, apesar de causar muita dúvida a consumidores, é normatizada pelo Banco Central na Resolução 2.836, e configura um processo totalmente legal.

É claro que nessa situação, e com dívidas em aberto por muito tempo, existirá um histórico de atraso para seu CPF, que não é saudável para seu score e cadastro de bom pagador. Pese as possibilidades.

Estratégia 4 – Busque ajuda jurídica

Essa estratégia se encaixa bem em duas situações mais específicas:

  • Restrição indevida em seu CPF:

Não é raro ouvirmos casos de restrições indevidas, nas quais o consumidor não contraiu a dívida. Ou ainda, casos em que mesmo após o pagamento e o prazo legal para baixa da restrição, a negativação continua.

Como representa um erro que pode causar constrangimento, perda de oportunidades, impedimento para crédito, deve ser avaliada a ajuda jurídica, a fim de cessar a negativação e o débito. Geralmente a restrição é rapidamente baixada, via liminar judicial.

  • Dívidas de valores maiores ou com garantias reais:

Quando tratamos de dívidas altas, a incidência de juros abusivos praticados pelas instituições financeiras pode elevar a dívida a patamares insustentáveis.

Nesse momento, o melhor é, quando não for possível negociar diretamente com o credor, se valer de ajuda jurídica para cálculo de juros, apresentação de proposta de quitação ou parcelamento dentro do que se acredita razoável. Lembrando que tudo isso será julgado em juízo.

No caso de garantias reais, caso a dívida fique em aberto, é bastante provável que o bem seja ‘tomado’ para quitar a dívida.

O aspecto judicial nesses casos se dá para avaliação da operação de venda do bem, os valores praticados na operação, restituição do resíduo após quitação da dívida, acompanhamento de processo de tomada e retomada do bem, e demais análises contratuais.

Conclusão

Como sempre estamos ensinando por aqui, o ideal é se livrar de atitudes e comportamentos financeiros que nos levem a uma situação deficitária. Mas se você está inadimplente, estas 4 estratégias para limpar o nome podem ser muito úteis neste momento!

Coloque as estratégias para limpar o nome em prática e mantenha sua vida financeira em ordem para fazer o dinheiro trabalhar para você.

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Aprender a investir melhor seu dinheiro e tomar boas decisões de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal, é a única maneira de fazer seu dinheiro trabalhar para você e de conquistar todos os seus objetivos financeiros.

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Autor

Daniela Viola Bona

Especialista em Finanças e Economista pela UFES (ES). Especialista em Comportamento Organizacional. Atua no mercado financeiro há 10 anos. Realiza atividades de educação e treinamento como professora/instrutora na área de banking/economia.

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