O cartão de crédito pode ser um aliado do seu controle financeiro pessoal. Mas, para algumas pessoas, ele pode se transformar em um grande obstáculo para uma vida financeira tranquila. Afinal, não saber utilizá-lo pode deixar você bastante endividado.

Se este for seu caso, é possível que você se pergunte: como quitar dívidas do cartão de crédito e se livrar deste problema?

Mesmo que enfrentar a inadimplência e a ação dos juros não seja nada fácil, é possível superar esses problemas e voltar a ter equilíbrio financeiro. Quer saber como fazer isso? Acompanhe o passo a passo que preparamos e livre-se das dívidas!

1. Saiba que dívidas de cartão não prescrevem

Existe um mito no Brasil em relação à limpeza do nome de um endividado depois de cinco anos do vencimento da dívida. A verdade é que dívidas não prescrevem, ou seja, elas não vão deixar de existir — independentemente do tempo que passar.

O que acontece na realidade é que o cadastro negativo em órgãos como SPC ou Serasa deve ser excluído no prazo de cinco anos, ainda que a pessoa não quite a dívida. Mas isso não significa que o valor não precisa ser pago.

Mesmo com o nome limpo, a inadimplência continua atrapalhando o seu Score e dificultando, por exemplo, que você consiga crédito em bancos.

2. Avalie como está a sua situação real

Em geral, o endividamento é um cenário bastante desagradável. Ele gera emoções como nervosismo, estresse, medo etc.

Por isso, é muito comum que as pessoas evitem ter informações sobre o problema para não sofrererem ainda mais. Entretanto, não há como quitar dívidas do cartão de crédito sem encarar essa questão de frente.

Enquanto você não consegue honrar com os pagamentos, estão sendo aplicados juros no valor inicial da dívida. E a taxa de juros do cartão de crédito está entre as maiores do Brasil.

Ou seja, a quantia a ser paga vai aumentando rapidamente se a quitação não for negociada. O seu problema, na verdade, vai se tornando pior até que você comece a resolvê-lo.

Então, por mais difícil que seja fazer isso, pense que ter um diagnóstico da sua dívida é um passo essencial para resolver a situação e superá-la de uma vez por todas. Logo, se você não consegue dizer qual é o total que deve hoje e quais são as condições de pagamento atuais, é preciso esclarecer essas dúvidas o quanto antes.

3. Negocie com o banco

Cada banco ou instituição financeira estabelece os juros e as condições de pagamento dos cartões de crédito que oferece. Essas decisões devem seguir ir às normas do Banco Central, mas variam bastante de acordo com cada instituição. Por isso, é fundamental que você conheça a forma de trabalho do seu banco.

Vale destacar que não é preciso realizar os pagamentos apenas como vem indicado na fatura ou nas cobranças que a instituição envia. Existe a possibilidade de negociar tanto o valor quanto as condições de pagamento.

O banco pode, por exemplo, diminuir as taxas de juros, oferecer bons descontos para pagamento à vista ou parcelar a dívida.

Outra opção interessante é buscar negociações fora do banco. Existem ações de combate ao endividamento que podem ajudar você.

Além disso, em alguns casos é vantajoso trocar uma dívida cara por uma mais barata. Isso significa que solicitar um empréstimo a juros menores para quitar o cartão e interromper os juros altos pode fazer você pagar menos.

4. Adapte o orçamento para o pagamento da dívida

Independentemente das negociações, vai ser preciso juntar dinheiro para resolver sua inadimplência. Com isso, o controle do orçamento é uma etapa indispensável. Do contrário, há o risco de adquirir novas dívidas por não conseguir organizar as finanças.

Nesse sentido, o cuidado maior é se comprometer apenas com condições que você consiga manter. Por mais vantajosos que sejam os benefícios oferecidos pelo banco, não vale a pena combinar o pagamento à vista ou em parcelas caras se isso vai atrapalhar suas contas mensais.

Lembre-se de que a sua renda deve ser capaz de custear seus gastos fixos e a parcela da negociação. Então, é importante definir uma quantia que caiba no seu bolso, mesmo que isso represente aumentar o prazo de pagamento da dívida. Por mais que ela demore meses ou anos para ser quitada, você vai saber que está conseguindo pagar de maneira mais tranquila.

Além de negociar um valor compatível com seu orçamento, a dica é tentar reorganizá-lo para economizar e ter mais dinheiro disponível. Registre a sua renda e os seus gastos cotidianos para analisar o que pode ser cortado ou reduzido. Essa atitude vai ser muito útil também no futuro para evitar novos descontroles e dívidas.

5. Identifique os seus erros no uso do cartão de crédito

O cartão de crédito é um recurso muito presente na vida dos brasileiros. Isso significa que, provavelmente, você irá continuar usando essa ferramenta quando resolver os seus problemas.

Nem sempre é preciso abrir mão dele porque tem uma dívida. Contudo, quem deseja manter as facilidades do cartão, deve se planejar para usar com responsabilidade e não cometer os mesmos erros.

Por isso, separe um tempo para refletir sobre o que lhe levou ao endividamento. Talvez o seu erro tenha sido ter mais de um cartão de crédito. O ideal, quando não há controle, é ter apenas um, para não fugir do orçamento.

Outra falha comum é ter um limite muito alto, incongruente com a sua renda (o que pode causar uma ilusão e levar às dívidas).

E, claro, a maioria dos problemas de descontrole no cartão de crédito se deve ao consumo exagerado. Se você tem dificuldades para administrar suas compras, é aconselhável aposentar o cartão ou diminuir bastante o limite. Além disso, procure enfrentar seus impulsos e mudar a forma como você administra o seu dinheiro.

Conclusão

Esse passo a passo é o melhor caminho para quitar dívidas do cartão de crédito. Ao colocar nossas dicas em prática, você analisa a sua situação, consegue melhores condições de pagamento e resolve o seu problema sem desestabilizar ainda mais as suas finanças.

A partir disso, conquista maior equilíbrio financeiro e vive com mais tranquilidade!

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Autor

Equipe André Bona

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