Escolher os melhores fundos multimercados para sua carteira é uma tarefa que exige atenção. Em primeiro lugar, é preciso saber do que se trata. Eles são um tipo de fundo que não precisa seguir uma determinada estratégia em relação às escolhas de investimento.

Ou seja, o gestor do fundo pode adotar diferentes técnicas e investir em ativos bastante variados. Nesse sentido, fundos multimercados costumam variar bastante em relação ao perfil de risco e às estratégias adotadas.

Assim, escolher o melhor para você demanda avaliar todas as informações necessárias — elas devem estar expressas no prospecto do fundo.

Quer saber o que avaliar? Prossiga com a leitura deste conteúdo e veja 6 aspectos que devem ser considerados para fazer sua escolha!

1.     Categoria do fundo multimercado

A liberdade de escolha da composição dos fundos multimercados permite que haja uma grande distinção entre os ativos ou derivativos presentes neles. Os investimentos podem ir desde os mais conservadores até mais agressivos.

Por isso, é importante avaliar o prospecto para saber como se organizam as decisões do gestor do fundo. Vale a pena saber em que categoria ele está inserido. Há três principais: estratégia, investimento no exterior e alocação.

Mas o que isso significa? Em resumo, aqueles que agrupam ativos distintos, como câmbio, renda fixa e ações, estão na categoria de Alocação.

Já os que aportam um percentual significativo em investimentos do mercado externo estão na de investimento no exterior.

Finalmente, os que seguem um padrão de escolhas gerido individualmente estão inseridos na categoria de Estratégia.

Ao saber em qual das categorias o fundo se encaixa, pode se tornar mais simples conferir se eles se alinham aos seus objetivos, ao seu perfil de investidor e, claro, à sua tolerância aos riscos.

2.     Estratégia de investimento

Como falamos no início do conteúdo, os fundos multimercados podem seguir estratégias bem diferentes. Além das categorias citadas, existe duas subdivisões que é interessante conhecer: balanceados e dinâmicos.

O primeiro grupo não admite nenhum tipo de alavancagem e também não permite muita liberdade em relação às políticas de rebalanceamento e alocação. Enquanto isso, o segundo tipo conta com uma maior flexibilidade.

Ou seja, fundos dinâmicos dão mais autonomia ao gestor para acompanhar as movimentações do mercado. Com isso, eles também podem apresentar riscos mais significativos, pois a alavancagem aumenta a exposição a perdas.

Em suma, é preciso estudar e conhecer as condições por trás do fundo multimercado antes de investir. Afinal, os melhores fundos multimercados serão aqueles que se adéquam às suas necessidades.

3.     Volatilidade

Os fundos multimercados podem ter um perfil mais conservador e investir em ativos de renda fixa. Quando isso acontece, a volatilidade e o risco costumam ser menores, já que os investimentos são mais estáveis.

De outro lado, quando se realiza aportes na renda variável é válido avaliar a volatilidade ao qual o fundo se expõe. Isso porque ela pode gerar maior risco para os seus investimentos — principalmente se você pretende fazer resgates no curto ou médio prazo.

Assim, entender o percentual de variação da média de rentabilidade é essencial para fazer suas escolhas de fundos multimercados. É esse dado que a taxa de volatilidade aponta e, de modo geral, quanto maior for a porcentagem resultante, mais riscos estarão em jogo.

Vale lembrar que a exposição a maiores riscos costuma acontecer na tentativa de buscar maiores rentabilidades. Logo, você deve ponderar quais são suas preferências.

Índices abaixo de 3% indicam baixa volatilidade. Até 10%, são vistos como volatilidade média e, acima de 10%, costumam ser consideradas altas.

4.     Cobrança de taxas

Como você viu, os fundos multimercados são administrados por um gestor. Ele é responsável por tomar as decisões que trazem os resultados ao investidor. Então, trata-se de um profissional especializado em investimentos.

Por isso, há cobrança de algumas taxas para remunerar seu trabalho. É relevante ficar de olho nelas, visto que podem impactar o valor final que você recebe. A principal taxa cobrada é a de administração.

Ela representa um valor fixo cobrado em cima do total aportado no fundo. Além disso, pode ser cobrada a chamada taxa de performance — remuneração que acontece quando os rendimentos ficam acima de um benchmark.

Na hora de avaliar as taxas, uma dica é olhar para o custo-benefício. Ou seja, avaliar se a entrega da gestão é proporcional à taxa cobrada. Normalmente, os valores mais baratos são de gestão passiva, enquanto a gestão ativa cobra mais remuneração.

5.     Gestão de riscos

Já falamos um pouco sobre a questão dos riscos ao escolher os melhores fundos multimercados. Contudo, é essencial reforçar a importância desse ponto. Afinal, é imprescindível se qual é o perfil de risco do fundo e se ele combina com o seu perfil.

A análise se riscos é um momento que exige atenção, porque a exposição pode ser diferente em cada fundo multimercado. Logo, é possível que investidores de todos os perfis (conservador, moderado ou arrojado) encontrem fundos adequados.

Mas, para isso, você precisa conhecer a estratégia do fundo e avaliar o prospecto dele. Certifique-se de não escolher alternativas que estejam em um risco muito abaixo ou acima do esperado para a sua carteira.

6.     Liquidez

Por fim, outra dica central para escolher um fundo multimercado é observar a liquidez. Ela diz respeito à rapidez e à facilidade com a qual o investidor consegue receber o seu dinheiro. Ou seja, desfazer-se das cotas e fazer o resgate do valor aportado.

A liquidez depende de cada fundo, mas é comum que ela não seja alta — especialmente em fundos que investem em renda variável. Muitos costumam definir, por exemplo, um prazo de D+30 para o resgate.

Ou seja, o investidor só receberá o valor solicitado depois de 30 dias da data do pedido. Em alguns casos, é possível encontrar liquidez mais baixa (como D+180) ou até mesmo fundos que fecham por um período, não autorizando resgates.

A falta de liquidez pode não ser um problema, desde que você se programe para ela. Fazer investimentos nos fundos visando o médio e o longo prazo, por exemplo. Portanto, se você está em busca de liquidez diária, essa pode não ser a melhor opção para o seu caso.

Conclusão

Neste post, você conferiu dicas para escolher os melhores fundos multimercados. Coloque-as em prática para tomar decisões mais condizentes com o seu perfil e os seus objetivos no mercado financeiro!

E então, o que achou deste artigo? Continue a leitura e veja como é possível enriquecer na bolsa de valores!

Autor

Equipe André Bona

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