Tão importante quanto começar a investir é saber como otimizar o desempenho do seu patrimônio. Para tanto, o indicado é colocar em prática algumas recomendações e se tornar um investidor melhor.

Com os conhecimentos necessários, é possível driblar desafios e melhorar o aproveitamento de oportunidades. Como consequência, fica mais fácil atingir seus objetivos e concretizar os planos.

Pensando nisso, veja 8 dicas simples para ser um investidor melhor e saiba como incluí-las em seu cotidiano!

1. Conheça e respeite seu perfil de investidor

Montar uma boa carteira de investimentos é uma condição indispensável para ser um investidor de sucesso. No entanto, só é possível quando um princípio básico é observado: o perfil do investidor. Basicamente, ele apresenta a sua tolerância ao risco.

O perfil pode ser dividido em:

  • conservador: é o investidor que tem a menor tolerância ao risco e prioriza a segurança e a liquidez;
  • moderado: representa quem tem uma tolerância um pouco maior ao risco, em nível intermediário;
  • arrojado: indica uma tolerância mais ampla ao risco, o que significa que o investidor está disposto a abraçar uma volatilidade maior.

2. Tenha objetivos definidos

Não importa se você é um investidor iniciante ou experiente. Para que os resultados possam ser satisfatórios, é necessário estabelecer objetivos específicos. O quanto você deseja ganhar com um investimento? Em quanto tempo deseja resgatar o dinheiro? Quanto pretende aportar?

Além de responder essas perguntas, é preciso considerar o prazo de investimentos. Vale a pena ter objetivos de curto, médio e longo prazo, pois isso determina como tomar decisões.

A sua reserva de emergência, por exemplo, deve ser mantida em uma escolha apropriada para o curto prazo — e com resgate fácil. Se a intenção for obter renda para aposentadoria, por outro lado, sua atuação deve ser mais focada no longo prazo.

3. Conheça as alternativas de renda fixa e renda variável

Uma das dicas para investir melhor consiste em conhecer, profundamente, as classes de investimento e suas alternativas. Então, você saberá quais são as possibilidades que estão disponíveis para incluir em sua carteira.

A renda fixa, por exemplo, é caracterizada por ter um modelo de remuneração que é conhecido antecipadamente. Entre as escolhas, há versões prefixadas (com taxa fixa), pós-fixadas (com acompanhamento de índice) ou híbridas.

Entre os investimentos desse tipo, estão:

  • Títulos Públicos do Tesouro Nacional;
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA);
  • Fundo de Renda Fixa;
  • Debêntures;
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA);
  • Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), entre outros.

Já na renda variável não é possível prever como ocorrerá a remuneração sobre o investimento. Muitos ativos e derivativos do tipo são negociada na bolsa de valores, mas não apenas lá. Alguns Fundos de Investimentos, por exemplo, estão nas plataformas de instituições financeiras.

As principais possibilidades de renda variável são:

  • Ações;
  • Fundos de Ações;
  • Fundos de Índices (ETFs);
  • Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs);
  • Fundos Cambiais;
  • Fundos Multimercado;
  • Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

4. Avalie os riscos antes de investir

A partir da dica anterior, você deve conhecer como os investimentos funcionam. Em especial, quanto ao risco. É preciso ver para que perfis de investidor eles são mais adequados.

Mesmo que você tenha um perfil arrojado, uma das dicas para qualquer investidor é avaliar os riscos antes de tomar qualquer decisão. Afinal, ainda que sua tolerância seja maior, a intenção é correr riscos controlados — e não apostar o seu patrimônio, simplesmente.

5. Fuja do efeito manada

No mercado financeiro, uma situação muito comum é o efeito manada. Ela acontece quando os investidores decidem aproveitar ou deixar um ativo, por influência coletiva. O problema é que a escolha geralmente não é racional.

Ou seja, não se considera as características do mercado e do próprio perfil de investidor. Um exemplo é quando uma Ação começa a se valorizar e, então, uma grande quantidade de investidores decide comprá-la. Sem uma avaliação cuidadosa do ativo.

Também é comum que pessoas decidam vender seus papéis de forma precipitada por conta da desvalorização e do aumento das vendas. Se a decisão não for bem embasada, você corre riscos maiores e realiza perdas.

6. Invista em Ações com foco no longo prazo

Agora que você já conhece o efeito manada, convém entender que o investimento na bolsa de valores deve ser feito com foco no longo prazo. Isso dá mais segurança para superar as oscilações de curto prazo.

Logo, ao comprar uma Ação, não espere resultados imediatos. Considere o pagamento de dividendos ao longo do tempo e o potencial de valorização, pois é o que poderá fazer diferença no seu patrimônio.

Como a intenção é o longo prazo, é preciso focar nos fundamentos das empresas e na perspectiva dela para o futuro. Analisando dessa forma, o investidor pode ter mais segurança ao escolher em que negócios aportar.

Tenha em mente que investir em Ações não é investir na sorte. Você estará alocando capital em empresas e se tornando sócio delas. Por isso, é imprescindível conhecer as empresas, avaliar os riscos e identificar se, de fato, a bolsa de valores é adequada para você.

7. Efetue aportes frequentes

Para ser um investidor melhor, você deve entender o poder dos aportes frequentes. Não basta apenas escolher o “investimento ideal”. O que permite aumento de patrimônio são investimentos consistentes feitos todos os meses.

Para fazer crescer o bolo, como diz o jargão do mercado, é preciso realizar aportes frequentes. Então organize as suas finanças e se prepare para investir com frequência. Aumentar os aportes ao longo do tempo também é uma ótima ideia.

Outra entre as dicas de como investir melhor consiste em realizar reinvestimentos. Se você está no período de acumulação e recebe dividendos, por exemplo, pode aproveitar esse retorno e investir mais. Assim, aumenta seu potencial de ganhos.

8. Faça rebalanceamento da carteira quando necessário

Depois de criar a sua carteira de acordo com o seu perfil, é preciso avaliar o desempenho dos investimentos ao longo do tempo. Na prática, isso exige que haja o rebalanceamento de carteira, quando for necessário.

A intenção é que seu portfólio esteja sempre alinhado às suas expectativas. E, claro, tanto você quanto o mercado financeiro podem mudar ao longo do tempo. Logo, vale a pena acompanhar sua carteira e fazer as mudanças necessárias para que ela esteja condizente com seu perfil e objetivos.

Seguindo nossas 8 dicas você certamente conseguirá se tornar um investidor melhor. Com isso, é possível identificar e aproveitar mais as oportunidades oferecidas nos investimentos. Coloque as orientações em prática e aumente suas chances de realizar seus planos!

Neste conteúdo você viu a importância de considerar o perfil. Agora aproveite para descobrir qual é o seu perfil de investidor!

Autor

Equipe André Bona

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