Que tal conhecer um pouco mais sobre um título de renda fixa, emitido por instituições financeiras de pequeno e médio porte, que oferece uma excelente rentabilidade e amparo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)? Estamos falando do Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE).

Neste artigo, vamos apresentar essa modalidade de aplicação que apresenta uma espécie diferenciada de segurança, proporcionada pelo FGC, que certamente vai surpreendê-lo.

O nosso objetivo com este post é fazer um apanhado geral sobre esse ativo, suas vantagens, riscos, funcionamento, tributação e outras informações essenciais para que você possa investir. Acompanhe!

O que é o DPGE?

O DPGE é mais um recurso utilizado por instituições financeiras e bancárias para arrecadar fundos, sendo assim, ao adquirir um desses títulos, o investidor passa a ser credor da empresa que o emitiu, obtendo o direito de receber determinado percentual de juros sobre o capital depositado.

Trata-se de um produto financeiro relativamente novo, que foi criado em 2009 para auxiliar, principalmente, os bancos de pequeno e médio porte a captarem recursos. Uma das características mais marcantes dessa aplicação é o amparo do FGC, que, diferentemente de outros títulos, como, LCI e LCA, tem uma garantia no limite de até R$ 20 milhões.

Devido ao amparo especial, promovido pelo FGC, o DPGE tornou-se uma aplicação muito interessante para investidores que têm um perfil mais conservador e, principalmente, que não pretendem resgatar o dinheiro antes do vencimento da aplicação.

Com relação ao prazo, é interessante mencionar que, diferentemente de outros ativos de renda fixa, o capital investido em DPGE não poderá ser resgatado antes do prazo definido no momento da contratação, que deve ser de, no mínimo, 6 meses e, no máximo, 32 meses.

Além das questões mencionadas até agora, também é importante saber que existe a incidência do Imposto de Renda, que, nesse caso, seguirá a mesma regra de outros títulos de renda fixa não isentos do referido tributo, sendo as alíquotas aplicadas regressivamente, da seguinte forma:

  • 22,5% para investimentos com prazo de até 180 dias;
  • 20% para aqueles com vencimento de 181 a 360 dias;
  • 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias;
  • 15% para investimentos com prazo superior a 720 dias.

Como funcionam os rendimentos nessa modalidade de aplicação?

A remuneração desse tipo de aplicação pode ser prefixada, sendo oferecida uma taxa fixa como remuneração, possibilitando que o investidor saiba quanto vai receber ao término do prazo do seu investimento.

Nesse caso, se considerarmos um cenário em que há queda na taxa de juros básica da economia (SELIC), pode ser vantajoso adquirir um título com taxa prefixada. No entanto, se por algum motivo as taxas começarem a subir, pode não ser interessante para o investidor.

A outra hipótese é a taxa pós-fixada, em que o rendimento será calculado tomando como base a variação do indexador, Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Nesses casos, o investidor poderá ter uma noção da remuneração da sua aplicação, mas conhecerá sua rentabilidade efetiva apenas no término do prazo contratado.

Também existe o DPGE pós-fixado por outros indicadores de inflação, como o IGP-M e o IPCA, acrescido de juros, mas essas modalidades não são tão comuns. Esses casos são interessantes, pois proporcionam a incidência de juros reais, acima da inflação, e não sem sofrer tanto com as instabilidades geradas pela política monetária do governo quanto às taxas da economia.

A rentabilidade do depósito a prazo com garantia individual varia entre 105% e 125% do CDI, com uma média de aproximadamente 113%.

Como se trata de um título com vencimento determinado no ato da compra e não é possível resgatar o valor antes da data fixada, não há que se falar em liquidez no mercado financeiro. Em outras palavras, significa que não é possível vender esse ativo, uma vez que as regras impedem a retirada do recurso antes do prazo.

Quais são as suas principais vantagens?

Sem dúvidas, o grande diferencial e a principal vantagem desse tipo de aplicação financeira é a segurança proporcionada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). De fato, existem outras modalidades de investimento que oferecem o mesmo benefício, no entanto, o limite máximo para elas não passa de R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ e por instituição financeira.

Apesar de o DPGE ter a mesma regra para a concessão do benefício, o limite é consideravelmente maior, o que chama atenção de muitos investidores que têm mais recursos para aplicar, ou daqueles mais conservadores.

Portanto, ele é uma excelente oportunidade para quem recebe valores altos de herança ou prêmios e pretende guardar o dinheiro para fazer com que ele se multiplique. Nesse caso, o DPGE é uma opção mais vantajosa que a poupança e tão seguro quanto ela.

Porém, mesmo que você não seja um desses grandes investidores, o DPGE também pode oferecer oferecer inúmeras vantagens, principalmente pelo fato de a sua rentabilidade ser razoavelmente maior do que outras aplicações de renda fixa. Além disso, você pode contribuir para o crescimento de bancos de pequeno e médio porte, uma vez que são eles os principais emissores desse tipo de documento.

Quais são os principais riscos?

Os riscos do depósito a prazo com garantia especial são mínimos, uma vez que o grande medo dos investidores é a falência do banco emissor do título, que é absorvido pela garantia do FGC. Uma situação que pode ser considerada um risco é a instabilidade econômica, que pode interferir na rentabilidade do ativo.

Sendo assim, pode ocorrer de o DPGE não ser mais vantajoso do que outras aplicações de renda fixa que têm isenção do Imposto de Renda, proporcionando uma rentabilidade equivalente, sem a limitação de tempo de aplicação, como ocorre nesse caso.

É importante ressaltar, ainda, que não há grandes ofertas de DPGE no mercado. Por isso, se você tem interesse neste investimento, é importante ficar atento às oportunidades que possam aparecer.

Por fim, independentemente dos benefícios, do baixo risco ou de outras vantagens, o investimento em DPGE, assim como toda e qualquer aplicação financeira, deve ser planejado de acordo com as suas necessidades e objetivos de curto, médio e longo prazo.

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Autor

Equipe André Bona

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